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AS TOUPEIRAS - Hoje, na Avenida Liberdade, nas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril | desfile connosco!

"Que fazer? quando não queremos viver num país em que milhares (sobre)vivem na rua, milhões (sobre)vivem no gueto do desemprego e de salários miseráveis, em que milhares procuram a «sopa dos pobres» para algumas centenas degustarem em restaurantes-gourmet? Que fazer? quando não suportamos uma sociedade cada vez mais desigual, em que os de cima e os seus acólitos arrogantemente nos dizem que vivemos acima das nossas possibilidades e que temos de empobrecer? Que fazer? quando querem educar-nos para servir os poderosos? Se queremos ser oposição a esta normalidade terrorista do capitalismo real temos de procurar aliados. Mas quem é este «nós»? Pessoas que não perderam a capacidade crítica e gente de todas as esquerdas, que tem como princípio a liberdade na base da igualdade social, gente para quem este princípio não é só um sonho, mas que quer agir e procurar aliados.
As Toupeiras"

 

 

 

 

 

Conferência "A DITADURA PORTUGUESA. PORQUE DUROU, PORQUE ACABOU " | 22 e 23 de abril, Fundação Gulbenkian (ENTRADA LIVRE)

 

A  conferência “A DITADURA PORTUGUESA. PORQUE DUROU, PORQUE ACABOU” é organizada por Irene Pimentel, Jacinto Godinho, José Pedro Castanheira e Luísa Pinto Teixeira.

É apoiada por uma  Comissão Científica, constituída por  Helder Macedo, José Miguel Sardica, Manuel Ennes Ferreira e Rui Bebiano.

Tem como objetivo promover um debate aberto ao grande público, reunindo universitários, investigadores, jornalistas, bem como atores políticos, sociais e culturais da época em análise.

Na conferência “A Ditadura Portuguesa. Porque durou, porque acabou" vai-se debater a caracterização do regime ditatorial e colonial português, o papel das suas instituições, a questão do  império colonial e das guerras coloniais, bem como a atuação das diversas oposições ao Estado Novo.

Finalmente analisar-se-à  a forma como a Ditadura caiu.

A conferência terminará com a presença dos três ex-presidentes da República da Democracia, Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio.

 

 ENTRADA LIVRE

 

 

«Quarenta anos depois, este país está irreconhecível». Estou totalmente de acordo com Teresa de Sousa.

Por acaso, também fui entrevistada pelos mesmos jornalistas da Rádio francesa, sobretudo acerca da Ditadura portuguesa, e procurei dar essa mesma ideia, também reflectida por Teresa de Sousa, ontem no jornal Público. Concordo com Teresa de Sousa e digo mesmo que gostaria de ter escrito o excerto que abaixo publico. Sou da mesma geração da Teresa e penso que cabe-nos lembrar o caminho que de facto se percorreu desde 1974, quando tínhamos as duas vinte e tal anos, até hoje. Lembrar o que era Portugal antes do 25 de Abril. É o que faz Teresa de Sousa, neste excerto do seu artigo:

«Veio a Lisboa na semana passada uma equipa da France Culture para fazer uma série de programas sobre os 40 anos do 25 de Abril. A jornalista era jovem, competente, procurou informar-se antes de fazer as perguntas. Creio que fui a última entrevista que fez antes de regressar a Paris. Sabemos que a esquerda francesa sempre teve uma visão “romântica” da revolução portuguesa. Mas foi de uma extrema dificuldade explicar-lhe duas ideias feitas que trazia provavelmente de Paris e que viu confortadas pela maioria das entrevistas que fez.

A primeira era que estávamos hoje pior do que no 25 de Abril, por causa da crise. Para ela, e para muita gente por cá, o país anterior à queda da ditadura é uma projecção que nunca foi vivida e que, portanto, só pode ser feita com os olhos de hoje. Quem tem menos de 50 anos não tem a memória viva das coisas. Não era apenas a falta de liberdade. Portugal era um país muito, muito pobre, pouco escolarizado, sem saneamento básico, onde numa qualquer aldeia do interior as crianças iam para a escola descalças, independentemente do frio ou do calor e as suas barrigas eram anormalmente grandes. Os liceus eram um privilégio para as classes médias mais privilegiadas das cidades. A saúde estava acessível a poucos. E lá tive eu de explicar que o nosso Serviço Nacional de Saúde, com crise ou sem crise, estava ao nível dos melhores sistemas europeus. Os números não deixam mentir. Que a taxa de mortalidade infantil, que era uma das piores da Europa, estava hoje abaixo da média europeia. Que, apesar de todas as dificuldades, a esperança de vida das mulheres aproximava-se a passos largos da recordista França. E que isto não se devia a um milagre de Nossa Senhora de Fátima.

Quarenta anos depois, este país está irreconhecível. A crise está a empobrecer- nos de uma maneira que nunca pensaríamos possível. O Governo não respeita nada nem ninguém, quando se trata de arrecadar. A classe média está a pagar a crise praticamente sozinha e a “compressão” dos seus rendimentos é brutal. Tudo isto é verdade, mas todas as crianças vão para a escola com sapatos.»

 

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