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jugular

Equal rights for all Americans!

e vão...

(carrege na imagem)

Não há bela sem senão...

  «Sou católica.»/ «Não concordo e não aceito o casamento entre pessoas do mesmo sexo»

"Tem fama de ser arrogante, destratar as feministas e humilhar os colaboradores mais próximos"

Nísia Floresta e Bertha Lutz às voltas na tumba?

A coisa promete...

(Foto retirada daqui)

Nuno Pombo ou o autoritarismo desesperado

Escreve o Nuno Pombo que "há uns tempos" eu afirmava que o Professor Jorge Miranda, que defende a inconstitucionalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo (CPMS), era "o único a defender tais disparates".

Agora, Nuno Pombo, excitadíssimo, vem explicar que o Professor Freitas do Amaral, não só diz o mesmo que Jorge Miranda como o escreve "com todas as letras", coisa, imagino, extraordinária para Nuno Pombo, que deve desconhecer que o Professor Pamplona Corte Real, o Dr. Luís Duarte D'Almeida, eu própria, o Professor Gomes Canotilho, o Professor Vital Moreira,  o Professor Rui Medeiros - que se desmarcou de Jorge Miranda após a primeira edição da Constituição anotada e outros, também o fizeram;  isto é, com todas as letras, ui, explicando o contrário de Freitas do Amaral, uns considerando inconstitucional a proibição do CPMS, outros entendendo que o legislador, eleito democraticamente, é livre para o consagrar ou não.

Ora, explicado que está a Nuno Pombo que é normal ao fim de 35 anos de democracia opinar livremente por escrito "com todas as letras", não quero tomá-lo por mentiroso, mas apenas por desatento, pois, à data das minhas declarações a que se refere, triunfante, o que disse não foi que Jorge Miranda defendia "disparates", mas que estava numa "ilha deserta" e perguntei ao meu interlocutor se o queria ir buscar de barco. Foi uma metáfora, verdadeira, à data, sobre a qual, já agora, informo o excitado Nuno Pombo que Jorge Miranda e eu, em espírito de liberdade académica tivemos ocasião de rir em conjunto, precisamente porque, repito, à data, ele ser o único constitucionalista que defendia aquela posição.

Freitas do Amaral é administrativista o que não lhe retira mérito algum. Qualquer jurista é intérprete autorizado da Constituição. Todos os dias juizes desaplicam normas da mesma.

O estafado argumento de autoridade de Nuno Pombo, que o leva a dizer como se estivessemos no Estado Novo, "enquanto não apresentarem nomes de constitucionalistas verdadeiramente respeitados e com currículo e experiência inquestionáveis no mundo do direito público, tudo isto cheira a desespero", revela ao espelho de Nuno, o seu autoritarismo, que comete o lapso de desautorizar Freitas do Amaral, que não é constitucionalista, e esquece todos os nomes que referi atrás que o refutam, esses sim constitucionalistas, Professores Doutores e tudo, como Gomes Canotilho, Vital Moreira e Rui Medeiros.

Cai finalmente na lama por desconsiderar assistentes, juristas com mestrados, simples juristas, porque não são senhores professores doutores, antes de lhes ler a argumentação, e esquece o Tribunal Constitucional, que a propósito do caso célebre de duas mulheres que tentaram casar, já se pronunciou, em fiscalização concreta, explicando que o CPMS não é inconstitucional, é uma opção livres do legislador.  Imagine-se. Fê-lo "com todas as letras".

Nuno, não precisa de crescer para aparecer. E não desespere. A democracia é assim.

Preconceitos de alcova

O Pew Research Center  conduziu  há pouco tempo um inquérito que pretendia averiguar o que pensam os americanos dos casamentos inter-étnicos ou inter-raciais. Antes de 1967, com a decisão Loving versus Virginia que acabou com todas as restrições legais a casamentos entre pessoas de cor de pele diferente, estes casamentos eram muito raros e a opinião pública americana, em particular nos estados do cinturão bíblico, opunha-se veementemente a esta mistura contra a vontade de Deus.

 

Ontem, meu amor

No dia do casamento da Rita, já ao fim do dia, foste sentar-te no meu colo, abraçei-te, quis saber se estavas a gostar da festa e tu, que sim, tanto, tanto que querias que os teus pais fizessem uma igual. Perguntaste-me quando é que eu achava que essa festa ia acontecer, ' um dia', disse eu e tu, 'sim, um dia, mas quando?'. Com o olhar nos teus pais, tão jovens e felizes a celebrar a felicidade da amiga, prometi-te ao ouvido, "um destes dias, João". Fiz de conta que te deixava cair do colo e tu agarraste-te ao meu pescoço com uma gargalhada maravilhosa que afastou a repentina nuvem tão escura. Tinhas seis anos.
Foste crescendo, deixaste de caber no meu colo mas continuaste ao meu lado, tu e os teus pais, a tua família, exemplo e inspiração para o juramento de amor que fiz diante de Deus num dia de Outubro. Tinhas 13 anos. Com 25 casaste e foste pai. "Não é justo", disseste aos amigos no dia do teu casamento, e eu com o olhar nos teus pais, tanto amor um pelo outro como há 19 anos. Ontem, João, ouvi-te chorar. Ontem foi finalmente um destes dias. Por essas tuas lágrimas de felicidade, desculpa, meu amor.

here comes the sun (depois do escuro)

 

Winter under cultivation

Is as arable as Spring

 

         Emily Dickinson

O amanhecer da igualdade

 

Dia histórico na democracia portuguesa

8 Janeiro 2010

 

Darling, este dia também é teu