Quarta-feira, 09.12.09
Tiago Julião Neves

 

As economias ocidentais são extremamente dependentes de recursos não renováveis e apesar da aposta crescente nas energias renováveis, as questões de eficiência energética e de gestão da procura são ainda abordadas de forma muito tímida por demasiados países.

 

Sem targets ambiciosos de redução de emissões nos países desenvolvidos, através da alteração de comportamentos, da generalização de tecnologias limpas e da sua transferência a muito baixo custo para os países em desenvolvimento, muito dificilmente as economias emergentes resistirão a usar as suas abundantes reservas de carvão para responder ao rápido crescimento da procura doméstica de energia.

 

Em Copenhaga está em jogo muito mais do que um acordo internacional para a redução das emissões de gases de efeito estufa, o que se perspectiva é um confronto filosófico inevitável sobre a interacção entre a espécie humana e o planeta, e os vários povos e os seus descendentes, com consequências profundas e muitas vezes irreversíveis.

 

A pressão da opinião pública é fundamental para motivar os decisores políticos mais renitentes a assinar compromissos ambiciosos, os únicos que ainda podem ter efeito em tempo útil. Podemos acompanhar aqui algumas das sessões da Conferencia cuja relevância foi muito bem captada na crónica "Enquanto é tempo" de Vital Moreira no Público de ontem.


Segunda-feira, 03.11.08
Palmira F. Silva

U.S. banks getting more than $163 billion from the Treasury Department for new lending are on pace to pay more than half of that sum to their shareholders, with government permission.

 Como refere a Slate:

The WP reports that the 33 banks signed up to benefit from billions in bailout dollars from the Treasury Department are continuing to pay dividends to shareholders, even though the money is supposed to be for loans. While foreign banks are typically required to suspend quarterly dividend payments before repaying government investments and the U.S. government required Chrysler to do so in a 1979 bailout, the Treasury says such a condition would have discouraged banks from participating in its program.

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Sexta-feira, 24.10.08
Palmira F. Silva


N´ «O Voto da Ciência» afirmei que as tecnologias em energias renováveis serão as próximas indústrias globais, ultrapassando muito provavelmente as tecnologias da informação daqui a uns anos. O gráfico acima, que representa a evolução das estimativas das necessidades energéticas globais, explica esta afirmação já abordada em Agosto no «Energias alternativas e aquecimento global».

A necessidade de investimento na pesquisa de fontes energéticas alternativas é explicada também pelo facto de que, quaisquer que sejam os modelos de crescimento económico que se utilizem, é necessário para evitar recessões que a taxa de crescimento do progresso tecnológico, nomeadamente no sector energético, seja suficiente para contrabalançar os efeitos das restantes variáveis em equação. Assim, os países que mais investirem agora em investigação nesta área beneficiarão assim de uma vantagem estratégica no futuro próximo, facto a que os dirigentes europeus estão muito sensíveis.
 

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