Sábado, 07.11.09

Há cerca de dois anos, mais ou menos na mesma altura em que o Conselho da Europa aprovava, com o voto contra de João Bosco Mota Amaral e com o desagrado de Bento XVI, uma resolução contra o ensino do criacionismo a par da evolução nas escolas públicas europeias, a Suiça assistiu a uma controvérsia acesa sobre o tema.

 

De facto, num livro de texto para o secundário  publicado pelas entidades oficiais do cantão de Berna, eram apresentados lado a lado, como se de explicações alternativas se tratassem, a teoria da evolução e o mito bíblico da criação. O capítulo alternativo foi introduzido no "Naturwert” (O Valor da Natureza) a pedido de grupos evangélicos suiços, liderados por uma coisa bizarra que dá pelo nome de Pro-Genesis e se apresenta como a iniciativa suiça contra a teoria da evolução que faz este ano 150 anos, que, certamente baralhados sobre o que seja ciência, argumentavam que cerca de 80% dos suiços eram favoráveis a que fosse ensinado nas escolas que a Lua é feita de queijo suiço mitologia e ciência são equivalentes.

 

De onde se deduz um monte de coisas de mostrar o dedo )

Quarta-feira, 07.10.09

Desde os primórdios da humanidade que o homem utiliza as plantas para fins terapêuticos. Muitos medicamentos utilizam princípios activos encontrados em plantas ou deles derivados, como o ácido acetilsalicílico - a aspirina que substituiu o tóxico ácido salícilico em que se transforma no organismo humano a salicilina da casca do salgueiro. Nos últimos tempos, os polifenóis, de que falei brevemente a propósito da «química da felicidade suprema» e do vinho,  têm merecido a atenção do público em geral devido à descoberta das suas propriedades anti-oxidantes - são sequestradores (scavengers) de radicais livres, o que inibe inúmeras doenças mediadas por estas espécias.

 

Alguns destes polifenóis naturais têm mesmo acção terapêutica reconhecida como os flavonóides silibinina, isosilibinina ou silicristina e silidianina do cardo mariano, que agem como estabilizadores das membranas dos hepatócitos, protegendo a célula hepática da influência nociva de substâncias tóxicas endógenas e/ou exógenas. A silimarina, o extracto do cardo que contém os três isómeros, é comercializada como Legalon sendo utilizada como coadjuvante no tratamento de doenças hepáticas crónicas, de lesões hepatotóxicas e ainda para tratar intoxicações pelo cogumelo Amanita phalloides.

 

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