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Obrigada, Arin Mirkan e Malala Yousufzai, o mesmo combate!

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Estas duas mulheres maravilhosas, combatentes pela paz, pelos direitos dos seres humanos, e em particular das mulheres, contra o mesmo inimigo,  têm de ser reconhecidas e guardadas na memória. E , se a palavra «heroína» existe, é para ser utilizada. Por isso, digo que são as minhas heroínas.
 
Felizmente, Malala, paquistanesa, conhecida pela sua defesa do direito universal à educação , em particular das raparigas paquistanesa e lutadora pela instrução das mulheres, escapou a um atentado dos talibãs e, muito bem, acaba de ser a primeira criança (tem 17 anos), a receber o prémio Nobel de Paz, a par de Kailash Satyarthi, lutador contra o trabalho infantil.
 
Já Arin, curda, morreu em combate contra os assassinos do chamado EI, no domingo passado, quando, já sem munições e cercada, se fez explodir, matando 27 dos chamados "jihadistas"  agressores da cidade curda de Kobani.

 

I congresso internacional Arte e Género? / Lisboa de 22 - 24 Outubro / Call for Papers

 

Apresentação:
Desde os anos 90 que o campo emergente dos estudos de Género se encontra em expansão. O termo Género surgiu no final da década de 70 e teve origem no Feminismo, afirmando-se como uma construção social e cultural de atributos definidores do homem e da mulher surgindo como uma categoria de análise basilar numa perspectiva relacional.
As Artes têm vindo a explorar esta categoria de formas muito diversas ao interrogarem e exporem padrões culturais de diferença sexual, mas também temáticas que abordam o multiculturalismo, as faixas etárias, os grupos sociais, entre outras temáticas de incidência identitária.
Este Congresso, que se pretende multidisciplinar, não deseja fazer qualquer apologia ideológica, razão que também se expressa no ponto de interrogação que se coloca no título. Tem sim como objectivo pôr em comum um conjunto amplo de estudos e práticas sobre Arte e Género, promovendo o diálogo entre investigadores de origens diversas (geográficas, de formação, expressão, entre outras), estimulando a reflexão e o debate intercultural através da sua contextualização conceptual e iconográfica, da Antiguidade à Contemporaneidade.
Abarcando diversas áreas artísticas e científicas e apresentando em paralelo um conjunto de actividades culturais (concertos, tardes de poesia, etc.), este Congresso ambiciona expor o estado da questão quanto aos estudos de Género no campo artístico, criando uma oportunidade de encontro e discussão de um modo tão alargado quanto possível. Faz parte da natureza deste Congresso a comunicação clara e directa das ideias

Está toda a informação AQUI


As mulheres do Técnico

No dia 23 de Março, o Técnico homenageará as mulheres da «casa» com um tributo a três pioneiras revolucionárias: Maria Amélia Chaves, a primeira engenheira portuguesa, Isabel Maria Gago, a primeira professora de uma escola de engenharia nacional , e Sílvia Marília Costa, a primeira catedrática em engenharia de Portugal.

 

Estas mulheres que escolheram uma profissão durante muitos anos exclusivamente masculina foram fundamentais na alteração do paradigma de género em Portugal. Hoje, se os indicadores de igualdade de género em ciência, tecnologia e engenharia do último She Figures da Comissão Europeia colocam Portugal no topo da tabela, devemos uma homenagem a todas as mulheres que, desafiando as normas sociais da época, ousaram ingressar na nossa Escola.

 

The Scarlet Letter ou como Darwin contribuiu para perpetuar lendas urbanas de género

Durante mais de um século, foram aceites sem pestanejar nem contraditório as apreciações que Darwin inscreveu no seu livro de 1871, The Descent of Man, sobre o comportamento feminino. Darwin, supostamente assente na observação de pássaros que o tornou famoso, explicava que, tal como nos pássaros, em que «A fêmea, embora comparativamente passiva, normalmente exerce alguma escolha e aceita um macho em detrimento de outros», as mulheres eram geneticamente monógamas enquanto os homens, tal como os seus congéneres de género alados, frequentemente promíscuos.  

 

Esta ideia, totalmente errada, da placidez sexual feminina foi aceite sem pestanejar porque era conforme aos ditames "morais" da época. Aliás, os que, como Flaubert, se atreviam a sugerir que as mulheres podiam acalentar dúvidas em relação ao casamento monogâmico acabavam a ter de explicar em tribunal que "Emma Bovary c'est moi". Quiçá também por isso, Darwin, que não podia deixar de saber que o que escrevia era falso, optou por usar as fêmeas dos pássaros como uma elegia da monogamia.

 

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