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jugular

Areia no cu do outro é vaselina

José Manuel Fernandes mostrou-se muito agastado, no twitter, com um escrito facebookiano da deputada socialista  Catarina Marcelino por causa dos vários erros ortográficos presentes. Depois até referiu  "É. Desculpou-se dizendo-se disléxica...". Ora vamos lá fazer um regresso ao passado, aqui. Não deixa de ter carradas de graça.

 

Adenda: Acabei de ler no FB da Catarina Marcelino "Agradeço as correcções. Já reeditei. Sou disléxica e qdo estou mto cansada acontece. Hoje aconteceu.". Escrito pelo punho da própria ainda torna o "desculpou-se" mais perverso e ruim.

A bola também serviu para isto

 

Campanha "O valente não é violento"

"Depois de se ouvir o Martim Avilez Figueiredo, o Fernando Seara revela-se um modelo de clarividência."*

*Dizia o grande João Pinto e Castro a propósito de bola, mas no que aos médicos diz respeito a coisa é igualmente precária e aldrabona ora vejam:

 

Manipulação, desinformação e mentira. Enfim, nada de novo.

 

Ps: gostava que o Martim Avilez Figueiredo me mostrasse a "ligação" da FNAM à CGTP. E caso não tenha reparado, uma delegação da UGT esteve presente no palanque instalado na João Crisóstomo na terça passada, assim só para informação, coisa necessária - eu acho - para se fazer um artigo de opinião sério. Isto, e o resto da "opinião", pelo André.

Em dia de greve, financiamento do SNS

 

Quadro que roubei ao economista Eugénio Rosa, daqui

Olha que estranho, uma greve por motivos... políticos

É fantástico ouvir Paulo Macedo a afirmar "esta greve teve impacto, mas tem motivos políticos".  O chavão da "greve ter motivos políticos" tem sido repetido amiúde nos últimos dias por diferentes agentes do Ministério da Saúde, não consigo perceber como é que ainda não houve nenhum jornalista a fazer a pergunta óbvia: "qual é a greve que não tem motivos políticos?". 

 

Adenda: O resto das declarações são mais do mesmo. Que a Ordem é um sindicato - mas sem nunca dar, como tem sido também habitual, um único exemplo real que consubstancie essa afirmação -, ou que a abertura de concursos tem sido uma realidade - esquecendo-se de referir que "ficam suspensos os efeitos remuneratórios -, são apenas dois exemplos das aldrabices que, por mais vezes repetidas, não se tornam verdades.

Da ética

Anteontem ouvi Paulo Macedo falar da eficácia como "imperativo ético", explicando que, por isso, era incompatível com aumento de salários. Hoje leio a legenda que se vê na fotografia. Sobre ética estamos falados. E sobre mecanismos de projecção também, Leal da Costa lá saberá o que faria se estivesse em greve.

 

Enfim...

 

 

Mão amiga fez-me chegar a prova, eizia.

A observar uma "mamading*" ao governo

Nem sempre concordo com as posições oficiais da Ordem dos Médicos de que José Manuel Silva é porta-voz e nunca me inibi de o assumir publicamente - relembro a minha posição face à discussão do racionamento explícito, por exemplo -, mas por isso mesmo tenho obrigações acrescidas de reagir a críticas repletas de desonestidade intelectual que lhe são dirigidas. O André Nóbrega poupou-me trabalho, é ler "Um blasfemo do Observador tirou o estetoscópio do armário".

 

Deixo alguns "bonecos" que mostram que José Manuel Fernandes é seguidor da máxima "aperta com os números!, eles dizem o que tu quiseres".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*

Esta merda é criminosa.


Pensei duas vezes antes de postar este nojo aqui mas a verdade é que me parece necessário fazer alguma coisa. No imediato decidi apresentar uma queixa à ERC, sugiro que façam o mesmo.

Greve dos médicos: comunicado da FNAM

"Tal como já aconteceu há 2 anos, o Ministro da Saúde só depois de anunciada a greve dos médicos para 8 e 9 do próximo mês é que mostrou abertura para eventuais alterações a algumas das suas graves medidas, umas já publicadas e outras em vias disso.

Sobre a "lei da rolha" foi dizer aos deputados de uma comissão parlamentar que iria retirar um ou outro aspecto susceptível de interpretações duvidosas. 

Nesse mesmo dia apresentou uma nova versão que, na sua essência, não acautela os mínimos da liberdade de expressão.
Relativamente à portaria nº 82/2014 de 10 de Abril, que estabelece a destruição de toda a rede hospitalar pública e a destruição de grande parte destes serviços, embrulhou-se em declarações ridículas, mas não adoptou a única atitude política séria que seria a sua pura revogação.
No dia 30/4/2014, as duas organizações sindicais médicas reuniram com o ministro depois de 5 meses a solicitar várias vezes essa reunião e apresentaram os diversos problemas existentes, concretamente os incumprimentos ministeriais sobre diversas matérias constantes do acordo assinado há 20 meses.
A 6/6/2014, voltou a realizar-se nova reunião, desta vez com a presença também da Ordem dos Médicos, e todos esses problemas voltaram a ser colocados, acrescidos de outros entretanto publicados pelo ministro, entre Abril e Maio, à revelia de qualquer negociação (ex.: Portaria 82/2014 de 10 de Abril sobre reorganizaçao hospitalar; Portaria 112/2014 de 23 de Maio sobre medicina do trabalho prestados pelos médicos de família; Despacho 5561/2014 de 23 de Abril sobre organização do trabalho nas VMERS e ambulâncias do INEM; Despacho 6080-B/2014 de 9 de Maio sobre limites ao n.º de USF a abrir em 2014,...).
Até hoje o Ministro da Saúde não apresentou qualquer proposta para alterar um único problema da longa lista existente. 20 meses de "negociação" produziram até agora promessas não cumpridas. Por isso dissemos BASTA!
Ao entrarmos na última semana antes dos dias de greve é certo que a equipa ministerial venha publicamente fazer promessas para tentar criar falsas expectativas que produzam hesitações nalguns colegas na sua decisão em aderir à greve.
Uma equipa ministerial que nem sequer respeita integralmente aquilo que acordou por escrito não pode merecer qualquer credibilidade na base de promessas de circunstância.
Como os factos já mostraram em diversas ocasiões, esta equipa ministerial só conhece a "linguagem" da força reivindicativa e da unidade na luta.
À demagogia e às falsas promessas de suposta negociação que irão aparecer dos lados do Ministério da Saúde, saibamos demonstrar de forma enérgica que não admitimos a nenhum "inquilino" das instalações ministeriais que brinque com a nossa dignidade pessoal e profissional.
Não seremos cumplices da destruição das Carreiras Médicas e do SNS, que constituem objectivos claros das medidas em desenvolvimento por parte da política ministerial/governamental.
Nos dias 8 e 9 do próximo mês temos de dar a resposta adequada a quem está a tentar atingir a nossa dignidade.
Vamos a isto!!!"


Coimbra, 30/6/2014

A Comissão Executiva da FNAM