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jugular

9 anos.

Desde então vivemos num país um bocadinho mais justo e não há Cavacos que derrubem esta vitória.

Para além de tudo o mais, que é muito, esta luta trouxe-me a f, a minha grande e querida f. E fi-la com a minha grande irmã grande. Amo-vos do coração, miúdas.

(choro sempre que ouço a Zé)

Deixem de ser ignorantes

Desenvolvimento de cuidados paliativos e dignidade para morrer não são incompatíveis nem mutuamente exclusivos.

"NINGUÉM TEM O DIREITO DE OBRIGAR SEJA QUEM FOR AO SOFRIMENTO, À DOR, À AGONIA, COMO NINGUÉM TEM O DIREITO DE ANTECIPAR A MORTE DE UM DOENTE QUE NÃO O QUEIRA FAZER" (roubado ao João Semedo).

Um erro numa excelente ideia

O SNS tem um novo portal. Parece-me excelente esta ideia de transparência e de um site de aproximação ao público. Já ao "pequeno" pormenor  de integrar uma nova funcionalidade de "visualização dos tempos de espera nas urgências hospitalares" torço o nariz, espero estar enganada mas aposto que isto vai funcionar como um "potenciador" das idas à urgência - tudo o que não precisamos, como se prova pela imagem junta ("Procura dos Serviços de Urgência dos hospitais").

Capturar.PNG

 Retirada daqui, via Nídia.

‪"#‎somostodoscolegadesantarem‬ ‪#‎eutambemdurmo‬ ‪#‎correiodamanhanolixo‬"

"Publico em solidariedade com todos os médicos e demais profissionais de saúde e em verdadeiro nojo com o pseudo-jornal correio da manhã.
Para quem não me conhece sou pediatra e se calhar para surpresa de alguns afirmo aqui que também sou humano! Como falível ser que sou eu também durmo quando faço Urgência 12h, 24h ou 48h como esta semana. Tenho de confessar o meu pecado de aproveitar os poucos momentos calmos no meio deste caos para descansar. Procuro fazê-lo para estar no melhor das minhas faculdades físicas e mentais. Só assim consigo oferecer os melhores cuidados a cada criança doente e não errar. Só assim tenho forças para sorrir 24h e tentar minimizar o trauma de uma criança estar ali doente.
Sou humano e como tal tenho falhas. Mas que nunca falhe por nao estar no meu melhor.

Nota para o Correio da Manhã: já que estou numa de confissões quero informar o vosso prezado jornal que na Urgência de hoje "gastei" cerca de 10 minutos em idas à casa de banho, 40 minutos a comer e 5 minutos a saber quem era o meu novo Presidente da República."

Capturar.PNG

 Nota: Texto e fotografia publicado com autorização do Miguel, o autor, a quem agradeço.

E sim, caso não saibam, os médicos também cagam, talvez com esta informação que, aposto, desconheciam, percebam os "10 minutos em idas à casa de banho" gastos hoje pelo Miguel durante a urgência.

Aos "opinadores" nacionais

Começa a chatear-me seriamente o apelo ao Juramento de Hipócrates para falar de um caso clínico que tem de ser investigado.

Meus senhores, deixem-se de tretas, eu NÃO FIZ o dito juramento por me parecer que o simbolismo - repito, simbolismo - nada acrescenta ao exercício da medicina nos dias de hoje e, mais importante, por defender, enquanto médica e cidadã, que as minhas obrigações deontológicas têm de ser aferidas com rigor nas estruturas competentes - os serviços onde trabalho, o Conselho Nacional de Ética e Deontologia Médicas da OM e os tribunais se for caso disso - e não por um documento simbólico.

O não fazer o dito juramento, que não é obrigatório, foi uma decisão pensada e ideológica, a ética e deontologia médicas estão muito para além de um texto simbólico, e ainda bem.

 

 

Mais uma vez

O suicídio é um comportamento multideterminado cujas inferências causais devem ser tratadas com imenso cuidado dadas as possíveis consequências nefastas e, até, trágicas.

 

Há, contudo, três certezas que podem e devem ser conhecidas e difundidas:

1. Na maioria dos casos há patologia psiquiátrica prévia.

2. Na escolha do método o “mais à mão” assume primordial importância.

3. Conhecido na literatura científica como “Efeito Werther”, designa a imitação de suicídios. Este efeito “mimético” existe e é um fator que importa prevenir.

 

Imitação é o processo pelo qual um suicida exerce um efeito modelador em suicídios subseqüentes. Clusters (agrupamentos) refere-se ao número de suicídios que ocorrem em estreita proximidade temporal e/ou geográfica, com ou sem qualquer ligação direta. Contágio é o processo pelo qual um determinado suicídio facilita a ocorrência de outros suicídios, a despeito do conhecimento direto ou indireto do suicídio prévio.” (In: "Prevenção do Suicídio: Um Manual Para Profissionais da Mídia". OMS, 2000).

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