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Vamos lá ver se nos entendemos, senhores das leis

por Ana Matos Pires, em 23.04.14

Ainda a propósito do tema já aqui e aqui referido julgo que é importante deixar uma nota - e sim, falo como psiquiatra.

 

Li no Público que o advogado responsável pela defesa do homicida de Valongo dos Azeites (pediu escusa pouco antes do sucedido) terá declarado "que este deveria ter sido internado para tratamento, logo na altura da condenação". Ora vamos lá a saber, mas internamento para tratamento de quê, a quê e porquê? A lei da Saúde Mental, que prevê a possibilidade de internamentos compulsivos, não se destina a substituir a justiça, antes a ajudar quem precisa de ajuda e não tem capacidade de ajuizar e de se auto-determinar de acordo com o juízo que faz da situação. O eventual diagnóstico psiquiátrico, por si só, não pode servir de álibi para que um qualquer sujeito não responda perante a justiça pelos seus actos e os advogados deveriam conhecer a lei e saber isso, sob pena de ela ser aplicada errada, leviana e injustamente. Não se pode advogar e reforçar o ganho secundário da vitimização, vamo-nos lá deixar de fitas.

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Tinha-lhe cuspido nas trombas, ponto.

por Ana Matos Pires, em 22.04.14

Animal de cabelo!

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E o soldadinho lindo lutou

por Ana Matos Pires, em 22.04.14

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Benfiiiiiiiica!

por Ana Matos Pires, em 21.04.14

33.

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Puta que pariu!

por Ana Matos Pires, em 17.04.14

Quatro mulheres da mesma família alvejadas pelo ex de uma delas, duas já morreram.

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Yeeeeeeeees!

por Ana Matos Pires, em 14.04.14

5 anos estava assim e agora, por maioria de razão, estou ainda mais contente.

O Pedro já é psiquiatra, que orgulho. Um grande beijo, puto

 

(em breve será o Lucas)

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"Centros de excelência", disse ele

por Ana Matos Pires, em 05.04.14

Ouvi ontem declarações de Paulo Macedo onde fazia referência a um grupo de estudo que estará a avaliar a operacionalização de "centros de excelência" na saúde. Sem saber mais sobre o assunto não discordo da necessidade de se concentrarem esforços e de se estudar a melhor maneira de operacionalizar essa ideia, só não percebo como é que havendo esse propósito se defende o desmantelamento da Maternidade Alfredo da Costa.

 

Também achei curioso, ao ler a notícia do Público sobre este assunto, que o ministro tivesse dito que a constituição dos tais centros deverá ser “ditada por princípios de racionalidade, e não por critérios meramente economicistas”. Realço o medo e a cobardia do não uso da palavra racionamento e a desvalorização dos critérios que têm norteado as políticas de saúde no que ao SNS diz respeito: os economicistas.

 

Fico a aguardar.

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Melingo, hoje no CCB

por Ana Matos Pires, em 31.03.14

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E o Expresso? E o Machete?

por Ana Matos Pires, em 27.03.14

O embaixador polaco em Lisboa reagiu ao texto do Henrique Raposo publicado ontem.

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Lê-se e não se acredita

por Ana Matos Pires, em 26.03.14

Para justificar um problema que já não é novo (e que já foi assinalado aqui e aqui, por exemplo), o da falta de alguns medicamentos nas farmácias, parece que Paulo Macedo adaptou hoje na AR uma fórmula modificada do "andámos a viver acima das nossas possibilidades" desta feita aplicada aos remédios: “O problema é as pessoas estarem a consumir medicamentos a mais.".

 

O ministro da Saúde é tudo menos um homem estúpido, por isso só pode mesmo estar a ser aldrabão com esta relação causa-efeito. Com certeza que pontualmente existem pessoas que tomam mais medicamentos do que os prescritos pelos médicos mas são, com toda a certeza, um número sem qualquer relevância estatística e, por outro lado, muitas haverá que não os tomam por dificuldades na sua aquisição. Haja decoro.

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As coisas vão mudando

por Ana Matos Pires, em 26.03.14

«A "experiência inédita" das primárias determinou a eleição de quatro mulheres para os seis primeiros lugares. Rui Tavares explicou ao PÚBLICO: “A lusa-libanesa Safaa Dib fez história ao ser a primeira mulher a ceder a paridade a um homem. Pela primeira vez, a paridade depreciou os homens e uma mulher teve de ceder o passo a um homem”.». Aconteceu no LIVRE.

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A história da Carla Santos

por Ana Matos Pires, em 24.03.14

Uma vergonha. Até quando isto vai continuar? Quantas mais mulheres vão morrer?

 

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Sobre Síndrome de Alienação Parental

por Ana Matos Pires, em 24.03.14

Acabei de tomar conhecimento, através da Clara Sottomayor no FB, desta posição da Associação Espanhola de Neuropsiquiatria sobre o Síndrome de Alienação Parental (SAP). Posição séria e bem sustentada que gostaria de ver replicada por entidades nacionais com responsabilidades nas áreas clínicas e judiciais e repesco o que já aqui escrevi sobre o SAP.

 

Com demasiada frequência as crianças são usadas como arma de arremesso nos conflitos decorrentes de um processo de separação e, na maioria dos casos, o progenitor "alienado" é o pai. Por efeito boomerang do machismo vigente? Por maior eficácia manipuladora das mães? Pela pouca atenção que tem sido dada ao exercício efectivo da paternidade? Estou tentada a afirmar que pela miscelânea de todos estes, e mais uns quantos, factores que, deste modo, se configuram como etiopatogénicos.

 

O SAP é um conceito de autor, proposto por Richard Gardner nos idos anos 80 que nunca foi sustentado como diagnóstico independente. A definição de uma entidade nosológica obedece a um conjunto de regras metodológicas que permitem a sua objectivação e individualização. Nenhum dos dois instrumentos classificativos internacionais usados em psiquiatria, ICD 10 e DSM 5, lhe confere identidade própria, nem o refere como um sub-tipo das categorias diagnósticas listadas. Faço notar que qualquer inovação classificativa é importante se acrescenta algo ao conhecimento prévio, nomeadamente no que se refere à necessidade e maior eficácia de uma abordagem terapêutica distinta.

 

Como ouvi a Rui Mota Cardoso aqui há uns anos num seminário intitulado "Inventem-se novas doenças?", a sistematização nosológica não pode nunca ter por base as necessidades narcísicas de uma qualquer escola de medicina nem os interesses socio-políticos de uma sociedade.

 

O dito SAP tem sido amplamente discutido e há já uma considerável bibliografia sobre o tema. A escolha das duas referências que aqui deixo foi feita no sentido de "recentrar" a discussão, indo às origens, e de assinalar a existência de abordagens recentes do fenómeno de alienação parental, mais "razoáveis", úteis e defensáveis em termos conceptuais e clínicos.

 

 

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...

por Ana Matos Pires, em 19.03.14

Dia do(s) pai(s) que o são. Tudo de bom.

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Desinformação ou burrice?

por Ana Matos Pires, em 16.03.14

Ao ler este post do David percebi que a JSD nem sequer compreendeu que o que estava em causa era a co-adopção "em" - e não "por" - casais do mesmo sexo. Os gajos nem sabem o que estão a votar, safa.

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Outra coisa que me mete nojo

por Ana Matos Pires, em 15.03.14

O outing.

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Eco do pensamento

por Ana Matos Pires, em 15.03.14

É assim que isto se chama, isso ou aldrabice, vá.

 

Eu estava lá, no Pau de Canela, vi e ouvi. O Paulo disse uma vez "nojo", olhando para o amigo do senhor que relata (mal) a história - tratava-se do deputado Duarte Marques.

 

Mas já que se fala no assunto a mim metem-me nojo, sim, e metem-me nojo porque, como já aqui disse, discriminam crianças e os seus direitos por causa da orientação sexual dos pais.

 

E agora como é, meus senhores, vão buscar os putos a casa? Não? Credo, vão deixar os anjinhos nas mãos das bichas e das fufas? Então e o superior interesse da criança? Então e a coerência? Palhaços.

 

Ps: outra galga, a esplanada não parou coisíssima nenhuma, alguém sentado numa mesa próxima - porque o senhor cinzento de cinzento se levantou - lhe disse "não tens razão nenhuma".

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Vergonha e tristeza

por Ana Matos Pires, em 14.03.14

Foi o que hoje senti na AR. E os olhos ficaram molhados.

 

Aos filhos de alguns amigos peço desculpa em nome do meu país, prometo-vos que continuarei a lutar. Quer esta gentinha queira quer não um dia vocês deixarão de ser discriminados por causa da orientação sexual dos vossos pais.

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Atingir vertiginosamente a aldrabice

por Ana Matos Pires, em 10.03.14

Não é a primeira vez que assumo publicamente aceitar a possibilidade de se rever a situação de isenção das taxas moderadoras na ivg por razões que se prendem com a actual situação social e económica do país. Agora virem com merdas moralistas e aldrabonas, como faz a Juventude Popular ao dizer "infere-se que o recurso à IVG assume vertiginosamente a função de método contracetivo financiado pelo Estado, existindo na sociedade portuguesa uma mentalidade irresponsável no que respeita ao planeamento familiar", irrita-me. Irresponsável é a vossa tia, pá.

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A ouvir

por Ana Matos Pires, em 09.03.14

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  • Ana Matos Pires

    Que lhe teria cuspido nas trombas.


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