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Anders, Molussia, de Nicolas Rey, filmado a partir do único romance do filósofo Gunther Anders (aliás Gunther Stern, autor de A obsolescência do Homem, judeu, primeiro marido de Hannah Arendt), escrito entre 1932 e 36 mas só publicado, postumamente, em 1992, é o grande filme do aqui e agora do Doclisboa (e já agora da responsabilidade individual e colectiva face à opressão). Prisioneiros nas catacumbas de um reino totalitário, Molussia, contam uns aos outros histórias do mundo lá fora, como parábolas narrando afirmações fundamentais - por exemplo, hatred comes with killing. É filmado em película e a ordem de projecção das 9 bobines é aleatória, o projeccionista trabalha a partir de um baralho de cartas (sim, a questão do controlo não é apenas uma questão teórica do filme, a coisa é feita a sério but playing). Passa outra vez (a última) amanhã, sábado, às 18h45 na culturgest. ide ide!

EU SOU ÁFRICA

...ou a perfeita desculpa para a minha reiterada ausência do JUGULAR.

 

 


Em 2010 fiz, com a Luísa Homem e a Marta Lança,  uma viagem pelas cinco áfricas que falam português - Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Cabo-Verde. Encontramos países com 35 anos de vida independente e pessoas que ousaram experimentar novas ideias e instigar práticas diferentes,  construindo caminhos para a cidadania. EU SOU ÁFRICA é o resultado desse encontros, uma série documental de 10 episódios que são outros tantos retratos de gente capaz de inacreditável resiliência e de sonhos altos, gente que caminha com a História.


Dez heróis quase desconhecidos do grande público que, como actores e testemunhas privilegiadas, reflectem sobre a história recente de África e os desafios que o continente enfrenta. Todos participaram na independência dos seus países e, mais do que respostas, partilham interrogações para o futuro e a capacidade de desfazer os lugares-comuns que persistem na percepção dos seus lugares de origem. O campo de acção é diverso,  da Educação, às Artes, à Justiça, à Agricultura, à Religião, ao Ambiente ou à História, mas o terreno que lavram é comum: a responsabilização de cada um face ao presente. São estas pessoas que EU SOU ÁFRICA traz para a frente da câmara, e com elas países inteiros. Como diz Ruy Duarte de Carvalho, “um percurso biográfico se faz  de tempos, de lugares, modos, percepções, ocorrências, experiências, resultados, aquisições, perplexidades, digestões e ressacas”. É isso.

 

EPISÓDIO 1 - SÁBADO, 5 FEVEREIRO, 19H, RTP2

LUZIA SEBASTIÃO

Vem de uma família tradicional angolana, de Luanda, filha de Adriano Sebastião, preso pela PIDE quando Luzia tinha 5 anos. Combatente na guerra de libertação, conhecida como Comandante Gi, participou mais tarde nas células do MPLA, partido em que militou. Licenciou-se em Direito na Universidade Agostinho Neto, onde hoje lecciona Direito Penal, e ultima  o seu doutoramento entre a Faculdade de Direito de Coimbra e a sua casa do bairro Alvalade. Para Luzia Sebastião, a função da universidade “é ter opinião” e luta para que o mundo académico tenha uma palavra a dizer nos destinos do país. Trabalhou nos ministérios da Educação e da Justiça e exerceu advocacia durante longos anos, actividade que  suspendeu em 2009, ao ser mandatada juíza  do Tribunal Constitucional. É uma mulher de armas, habituada a vencer pela força da razão.


+INFO

http://www.facebook.com/pages/EU-SOU-Africa/187116987989396

http://www.buala.org/pt/da-fala/eu-sou-africa-aos-sabados-19h-na-2

the F word

Nos idos de 90 passei uns belos anos a fazer jornalismo em revistas femininas. Foram tempos épicos em que temas como a violência de género, a discriminação salarial ou o direito de cada um à sua identidade sexual  ganharam - por direito próprio, resiliência de estruturas de luta e afirmação de direitos  elementares, mas também pela prática de redacções como as da Marie Claire, da Elle ou da Máxima - lugar na agenda mediática. E em que várias mulheres, fazedoras, visionárias, normalmente extraordinárias, tiveram direito a microfone e fotografia pela primeira vez. (Tudo isto, claro, a par com textos palermas sobre coisas que definitivamente não interessam ao menino jesus, por exemplo esse instrumento de tortura caído em desuso chamado revirador de pestanas. Já se me varreu o nome científico da coisa mas não o gozo que me deu escrever sobre a coisa.) Ora a algumas dessas mulheres, empreendedoras fantásticas as mais das vezes ignoradas pelos pares e pelos media, ouvi-as eu tropeçar, à minha frente, na f word. Questionadas sobre a prática pessoal do feminismo respondiam eu não sou feminista, sou feminina. Assim tipo eu não sou anti-racista, sou preta. Ou, ainda mais alarve, eu não sou uma gaja façanhuda que anda por aí largada a queimar roupa interior e a dizimar machos. Passaram 20 anos e a coisa continua. Contar até dez e perguntar o que é que isso quer dizer nunca disfarçou a minha irritação (a estupidez tira-me do sério) e jamais me fez ouvir um argumento inteligente. Portanto e mais uma vez e a bold: o feminismo é uma questão de direitos humanos. Porra, uma pessoa cansa-se.

a ver se a casa não cai antes de eu acabar de ler isto

 

 

SISMO: Medidas a Tomar (segundo a página do Instituto de Meteorologia)


As catástrofes sísmicas parecem-nos sempre uma fenómeno distante. Mas essa possibilidade é bem real e pode atingir qualquer comunidade, num qualquer momento.

Apesar de muitos sismólogos se terem dedicado ultimamente à investigação da previsão de sismos, até hoje não foi possível desenvolver qualquer método generalizado, que conduza à previsão da hora e do local onde ocorrerá um sismo.

Sabemos, contudo, que os sismos continuarão a perturbar a Humanidade e que ocorrerão com mais frequência em regiões onde já se verificaram no passado. E também sabemos que mesmo as regiões sem historial sísmico podem ser afectadas por eventos graves muito distanciados no tempo entre si. Em Portugal continental os grandes sismos, embora pouco frequentes, têm afectado especialmente as regiões central e meridional do território.

O perigo sísmico, contudo, não se confina a estas regiões. Sismos importantes , embora ainda menos frequentes, têm ocorrido igualmente na parte norte do País. Nos Açores têm ocorrido regularmente importantes sismos que têm afectado as ilhas dos grupos central e oriental. A maior parte dos sismos atrás referidos e que são sentidos pela população são caracterizados por abalos de curta duração (poucos segundos a poucas dezenas de segundos).

Alguns edifícios podem desmoronar-se pela acção sísmica, especialmente os de construção mais antiga. Os sismos podem também provocar desprendimentos de terrenos e gerar grandes ondas nos oceanos - tsunamis ou maremotos - que podem ter efeitos catastróficos. Em todos estes casos, o comportamento de cada pessoa é fundamental na minimização dos efeitos do sismo pois a maior parte dos acidentes pessoais resultam da queda de objectos e de destroços.

Os acidentes pessoais são normalmente causados por: colapso parcial dos edifícios tais como chaminés, varandas, tectos ou paredes; derrube de candeeiros, quadros, estantes, vasos ou outros móveis; estilhaços de vidros provenientes de janelas, espelhos ou outros objectos; este perigo é maior quando os vidros são provenientes de andares elevados de edifícios altos; incêndios com origem em chaminés ou canalizações de gás destruídas; o perigo pode ser agravado pela falta de água devido à destruição das canalizações ou obstrução dos acessos impedindo a deslocação dos meios de socorro; derrube de linhas eléctricas; acções humanas resultantes do pânico. Por isso, durante um sismo é necessário agir com rapidez e com sangue frio.

De facto, a experiência tem demonstrado que uma actuação calma durante um sismo, muito contribui para minimizar os seus efeitos. Conhecendo perfeitamente algumas regras fundamentais que lhe serão fornecidas nesta página, grande número dos acidentes pode ser evitado.

Use livremente estas regras e divulgue-as como entender necessário Como sempre, a protecção civil começa em si mesmo.

Recorde-se que nenhuma comunidade está totalmente preparada e equipada para atender a estas situações excepcionais. Ao preparar-se está a ajudar-se a si mesmo e a toda a comunidade. (Texto Adaptado)

•  Prevenção Sísmica 

•  Durante a Ocorrência de um Sismo

•  Depois da Ocorrência de um Sismo

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