Sábado, 19.05.12
Shyznogud

Que raio de europa é esta onde se pode ser deportado, depois de se viver num país 20 anos, por não se ter trabalhado um certo número de horas num determinado ano?!

 

Niko Ago, an Albanian national who has lived and worked in Greece for the past 20 years as a journalist in a number of local media, faces deportation after being notified on Friday that he had not worked enough hours in 2007-08 to qualify for a residence permit.

Ago, who has two teenage daughters, was given 30 days to leave the country voluntarily or face deportation.

Ontem de manhã, e durante uns minutos, alguns dos utilizadores do twitter, entre os quais me contava, seguiram com atenção a timeline do Tiago Antunes. O motivo era simples, o Tiago compilava links que o tinham feito afirmar, no início da conversa, "Há que denunciar a aldrabice do Álvaro quanto aos cortes na remuneração do setor elétrico". A vintena de tuites que se seguiram foi organizada por mim, depois de lhe pedir autorização para o fazer, e está disponível online aqui.

Sexta-feira, 18.05.12

Esta notícia do Público, já com uns dias, merece a pergunta que me serve de título ao post. Têm medo de quê? Que um estudo internacional venha eventualmente elogiar algo que já decidiram que era para destruir, é isso, não é?

Quarta-feira, 16.05.12

 

O primeiro número da Revista da Política Educativa (Maio/Junho 2012) conta com a participação de, entre outros, o Hugo Mendes («A "exceção do atraso educativo português" revisitada», páginas 22 a 25).

Terça-feira, 15.05.12

Segunda-feira, 14.05.12

"(...)embora Singapura seja um regime autocrático, o que não é exatamente o que nós desejamos para Portugal". Exatamente? Como sói dizer-se, I beg your pardon?! Ó santa alma, se não tem consciência do que diz poupe-nos...

Sábado, 12.05.12



O ruído da diferença - São José Almeida no Público de hoje on Twitpic

 

(clicar na imagem)

Sexta-feira, 11.05.12
Shyznogud

Quarta-feira, 09.05.12

Declaração de interesses: quanto mais conheço outros sistemas eleitorais mais gosto do português. Não estará feito para potenciar maiorias estáveis nem para "responsabilizar" individualmente cada deputado eleito, é certo, mas permite uma muito maior pluralidade de representação, e esta fica muito próxima da verdade dos números (a distorção que existe seria facilmente anulável com um círculo único mas isso, por outro lado, afastaria ainda mais os representantes dos representados). Adiante... habituada como estou ao sistema português reajo sempre com alguma estranheza quando, ao observar eleições de outros países, constato uma enorme diferença entre a percentagem de votos nas urnas e a constituição do parlamento que resulta das eleições.

 

O caso grego ilustra na perfeição essa minha estranheza. Os 50 lugares de bónus para o partido mais votado são-me, num primeiro momento, completamente incompreensíveis e fazem-me arregalar os olhos. Ontem os olhos ainda se abriram mais quando li, num twitter de um jornalista grego (via bossito), que esse bónus só seria atribuível a partidos, não a coligações * e que, caso fosse uma coligação a ganhar umas eventuais próximas eleições, os tais 50 lugares passariam para o partido mais votado que se seguisse. Isto é, naturalmente, um fator a ter em conta quando nos pomos a especular sobre o futuro imediato da Grécia porque o Syriza, que anda na boca do mundo, é uma coligação. Por muito bizarro que ache isto - e acho-o - percebo a lógica. Um partido é uma "entidade" mais monolítica que uma coligação, há muito menos hipóteses de se estilhaçar durante uma legislatura, portanto se na lei eleitoral se pretendeu potenciar maiorias e estabilidade a esquisitice é racional.

 

A conversa que tenho tido com os meus botões não é, contudo, especificamente sobre a Grécia e esta bizarria mas sobre as reações que tenho visto a isto. A indignação tem sido uma constante (e, de novo, percebo-a perfeitamente) mas ... e é aqui que a porca torce o rabo, não a vi em 2007 quando a FN não elegeu um único deputado apesar de ter tido mais de 10% dos votos. Aliás, no próximo mês de Junho pode dar-se o caso de com 18% ou mais acontecer o mesmo, basta que se mantenha aquilo que tem sido prática, a saber o "cordão sanitário" (mais politicamente conhecido como "aliança republicana") que tem levado os eleitores de todos os outros partidos a votarem em bloco no candidato que defrontará hipotéticos candidatos FN que passem à segunda volta. A dualidade das nossas reações (e incluo-me neste nossas) dá que pensar...

 

* Aparentemente, e ao contrário do que o jornalista grego dizia ontem no twitter, os 50 lugares podem ser atribuidos a coligações, fruto de uma alteração da lei em 2008 (até 2008  os, na altura, 40 lugares eram só atribuíveis a partidos). Como? Divide-se o resultado da coligação pelo número de partidos que a compõem, os 50 lugares são-lhe atribuídos caso o valor que resulte desta divisao seja superior ao do partido votado em segundo lugar (gracias pelo link, Joana). Na prática não há coligação que alguma vez vá conseguir ser bonificada. Algo me diz que ainda vamos ouvir falar muito disto.

 

P.S. - Quem quiser basta informação (e discussão) sobre o sistema eleitoral grego tem aqui um bom ponto de partida

...and becomes the first president to openly endorse same-sex marriage.

 

 

Domingo, 06.05.12

 

40% de abstenção, no contexto em que a Grécia está, e este bando de neo-nazis no parlamento são péssimos sinais.

 

- @teacherdude: It's already started.Golden Dawn goons demanded reporters stand up when their leader entered,kicked out those who didn't -

 

Sábado, 05.05.12

 

Eis o cartoon do Jornal da Madeira, referido na notícia do Expresso (obrigada E.).

 

Sobre o intolerável ambiente vivido na Madeira, leia-se a crónica do Provedor do DN de sábado passado.

 

 

Por preguiça hesitei em escrever o post ontem à noite quando vi, pela primeira vez, uma reportagem de Márcia Rodrigues sobre suicídio na Grécia. Acordo, ligo a TV e dou, de novo, de caras com a dita reportagem, o que me fez decidir. Podia tecer algumas considerações muito negativas sobre todo o trabalho mas vou ater-me no básico - aquilo que não tem a ver com mau gosto ou deontologias (médicas e jornalísticas) questionáveis -, ou seja, números. Toda a peça gira à volta de uma frase (que até aparece na barra inferior da TV durante todo o tempo que aquilo dura), "País tem a maior taxa de suicídios da Europa".

Se calhar por influências de discussões em família tinha, há pouco tempo, visto os números das taxas de suicídios na Europa e quando ouvi tal afirmação arrebitei a orelha e disse para os meus botões "Esta está doida, só pode!". Bem, mas nada como ir fazer trabalho de sapa e ver números, podia ter ocorrido uma hecatombe qualquer que me tivesse passado ao lado. Não foram difíceis de encontrar porque o aumento dos suicídios por lá tem sido tema de inúmeros textos... jornalísticos e não só. E também não foi difícil confirmar que a minha impressão estava certa.

A Grécia é dos países europeus com menor taxa de suicídios, dez vezes menor que a Lituânia, a vencedoral deste tétrico campeonato. Houve, de facto, um aumento exponencial que sociólogos, psiquiatras e políticos relacionam com a crise económica. Estatísticas do ministério da saúde grego referem um aumento de 40% no ano passado.

Vamos então a contas, tomando como correto o número do primeiro link (wiki) temos uma tx de 3.5 por cada 100.000 habitantes, ora 40% de 3.5 são 1.4. Teríamos então uma taxa atual de 4.9 suicídios por 100.000 habitantes. Para chegar a níveis perto da Lituânia (e de outros países da europa de leste) estes 4.9 teriam de ter um aumento de uns 700 ou 800%...

Não estou a discutir que não é grave o aumento brutal do número de suicídios na Grécia, uma crescimento de 40% é relevantíssimo, mas isso não dá o direito a ninguém, muito menos a um jornalista (e com responsabilidades, Márcia Rodrigues não tem sequer a "desculpa" de ser uma jornalista inexperiente), de adulterar de forma tão óbvia a realidade. Saber distinguir "A Grécia teve o maior aumento na taxa de suicídios" de "A Grécia tem o maior número de suicídios" parece-me elementar.

 

(a quem interesse: dados sobre suicídio na OMS)

Sexta-feira, 04.05.12

 

Alors que la campagne pour l'élection présidentielle atteint un paroxysme dans l'instrumentalisation des peurs, des haines et des divisions, je n'ai pas envie de me taire.

Perplexa acabo de ouvir da boca do próprio Cavaco que não viu imagens nem esteve atento à saga Pingo Doce. Ele podia arranjar todas as desculpas ou argumentos para não tecer comentários sobre a coisa, este é que não. Espero muito sinceramente que isto seja uma mentira descarada - só pode, bolas - é que se não for é demasiado grave..

Quinta-feira, 03.05.12

Terça-feira, 01.05.12
Shyznogud

(clicar na imagem)

 

The origins of May First.

Shyznogud

 

Roubado ao Centro de Documentação 25 de Abril, no Facebook

Sábado, 28.04.12

 

Por uma vez o Mediapart abriu conteúdos a não assinantes, aqui têm o link que está a agitar França.

Sexta-feira, 27.04.12

 

Se calhar por culpa minha - não vi noticiários e mal li notícias online - ainda não consegui perceber como se conjuga o excerto da portaria que mostro acima com as declarações de Passos Coelho que passo a transcrever, «Nós não iremos apresentar PEC nenhum e até estranho que o senhor deputado tenha ressuscitado os mal amados PEC, o Governo estando sobre assistência financeira está dispensado de apresentar o programa de estabilidade e crescimento». Alguém me explica?

Stories like this are a reminder of the downside of the Internet. It makes fact-checking and monitoring easier. But the proliferation of aggregation sites, newsy blog sites, and the general erosion of editorial standards (and on-the-ground reporters to do the heavy lifting) also spreads silliness faster than it ever could before.

 

 

A capacidade humana para a bizarria é enorme, eu sei, mas todos somos dotados de bom senso, em maior ou menor grau. Ao encontrar online  uma história que nos faz exclamar de imediato "WTF?!" (com capitulares e tudo) parece-me avisado que respiremos fundo, contemos até 10 e googlemos uns minutos antes de a partilhar, em particular se com ela formos alimentar um site noticioso. Quando, a meio da tarde, dei com a notícia no JN demorei menos de 5 segundos a encontrar este texto.

 

Adenda: o JN acabou de publicar um desmentido à notícia da tarde. Sabe-me a pouco porque não há nenhuma auto-crítica no texto.

Shyznogud

Diz que não há outro deus senão Bashar, animal

Quinta-feira, 26.04.12

"Percam" 1h20m a ver o L'occupation intime, documentário que perseguia há bastante tempo para tentar rever (e descubro-o online logo após alguém mo ter of erecido em DVD - obrigaaaaada!) , depois de, por perfeito acaso, o ter apanhado na RTP2 há cerca de um ano.

... as asquerosas considerações feitas por Francisco Van Zeller sobre emigrantes portugueses há cerca de meia hora na TSF. Vou tentar encontrar o som mas a ideia geral, resumida numa frase pelo próprio, foi "Portugal não é aquilo" (e neste aquilo o tom era de menosprezo absoluto).

 

Encontrei! Na segunda parte, aos 17m50s.

Quarta-feira, 25.04.12

Segunda-feira, 23.04.12

 

A 3 de Março falei da nojeira feita no órgão oficial do PSD/Madeira a vários jornalistas e manifestei-me estupefacta pelo silêncio que o PSD (nacional) mantinha perante factos de tal gravidade. Quase dois meses depois o inenarrável silêncio persiste e a prática é reiterada, esta imagem é do número de Abril do Madeira Livre. Uma vergonha absoluta!


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