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Os apóstolos da austeridade não têm a clarividência do Papa

por Tiago Julião Neves, em 12.02.13

O Papa abdicou porque já não se sente capaz de assumir a missão de que foi incumbido pelos cardeais. Os apóstolos da austeridade não têm a mesma clarividência, nem o mesmo respeito pelos eleitores europeus. A sua fé não admite compromissos com a realidade e um dos efeitos colaterais é a amputação de áreas fundamentais para a melhoria da competitividade europeia no provável orçamento da UE 2014-20:

 

Sub-heading 1a (“Competitiveness for growth and jobs”) appears to be one of the biggest victims of the changes. The total level of commitments is now put at €125.7 billion, down from €152.5 billion in the earlier proposal. The ‘Connecting Europe Facility’ (CFE) is slashed from €41.2 billion to €29.3 billion. Sectors that have been affected include transport (from €26.9 billion to €23.2 billion) and energy (from €7.1 billion to €5.1 billion). Source


Os profundos cortes nas iniciativas Competitiveness for growth and jobs e Connecting Europe Facility vão atrasar a criação de redes infraestruturais basilares para a competitividade europeia e essenciais para acelerar a saída da crise. A melhoria e a interligação das redes europeias de transportes, energia e comunicações são medidas urgentes e fundamentais para promover a competitividade internacional da UE, enquanto internamente possibilitam a criação de redes mais eficientes, mercados mais competitivos e sistemas mais democráticos.

 

Sobre assuntos europeus, um novo Blog de quem tem experiência na matéria http://assuntoseuropeus.blogspot.pt/ com uma sugestão de post 

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Second Round

por Tiago Julião Neves, em 06.11.12

Com a Europa esmagada por uma crise de austeridade auto-inflingida, recheada de líderes medíocres de uma direita fanática que odeia o Estado, com o Japão a braços com uma grave crise energética, o médio oriente em tensão crescente e a China e a Rússia em transes pseudo-democráticos, uma derrota de Obama seria uma notícia trágica. Já não será um vibrante yes we can mas mesmo uma vitória aos pontos irá proporcionar um enorme alívio no final deste dia.

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Energéticos Retrocessos

por Tiago Julião Neves, em 29.08.12

Artigo de hoje no Diário Económico

http://economico.sapo.pt/noticias/energeticos-retrocesos_150725.html

 

E um preemptive strike para os haters do costume que teimam em não reconhecer que a subsidiação global às energias renováveis é uma fracção dos apoios que o nuclear e os fósseis recebem indiscriminadamente há décadas/séculos. Level playing field é um conceito estranho aos senhores que atacam as renováveis por receberem subsídios infinitamente menores do que as energias convencionais receberam e recebem, e ainda devolverem à sociedade mais riqueza, emprego e qualidade ambiental - em suma bem estar - por MW instalado, do que o carvão, o petróleo, o nuclear ou o gás. 

http://thinkprogress.org/climate/2012/08/22/716451/creating-a-truly-level-playing-field-putting-renewables-subsidies-in-context/?mobile=nc

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A mentira de Nuno Crato sobre a auditoria à Parque Escolar

por Tiago Julião Neves, em 12.03.12

O desvio do ministro face à verdade é bem maior do que o desvio de custos na Parque Escolar, com a ressalva de este último estar devidamente justificado no relatório da IGF.

 

Daniel Oliveira presta um excelente serviço público ao desmontar esta despudorada tentativa de manipulação da opinião pública. Reproduzo o título do artigo e algumas frases particularmente elucidativas:

 

"Quando finalmente tivemos acesso ao relatório o desvio era, afinal, de 66% de investimento por escola (está, preto no branco, no relatório em causa) que, segundo a IGF, "foi essencialmente devido ao aumento de área de construção por escola".

 

O desvio explica-se, antes de mais, com a alteração da escolaridade obrigatória, em 2009, que obrigou a um aumento da área média de construção por escola em 61%, já que a média de alunos previstos por escola passou de 800 para 1.230 alunos, um aumento de 52% em relação ao que se esperava em 2008. E esta é a principal razão apontada pelo relatório para o desvio financeiro a que se assistiu.


Mas há mais: a mudança de legislação, por imposição comunitária, em matéria energética e ambiental, representaram um sobrecusto entre 15% a 25% no total das empreitadas. E a um esforço energético duas a três vezes superior ao anterior, o que é preocupante e, contra o qual, a Parque Escolar já terá feito várias propostas. O relatório refere ainda outras alterações educativas exteriores à Parque Escolar (PE), como a reorganização da rede escolar, o ensino com um único turno, a diminuição de número de alunos por turma, o reforço do ensino profissional e o desdobramento das turmas em disciplinas experimentais. Além da PE ter passado a garantir fornecimento de mobiliário, concretização do Plano Tecnológico nas escolas intervencionadas e instalações provisórias para as escolas durante as obras.

 

Ou seja, se retirarmos os factores externos à Parque Escolar, os desvios são muitíssimo inferiores aos que aqui referi e até certo ponto justificáveis em obras de renovação que contam, como todos sabem, com mais imponderáveis que uma obra de raiz."


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Manifesto Encalhado VI

por Tiago Julião Neves, em 17.02.12

E agora pacientemente desmontando algumas das alarvidades ditas no Prós e Contras

Este é um post chato e gigante, que foi tão cansativo de escrever como será de ler, mas como não fiz a tropa aqui fica parte do meu serviço público. Senti a necessidade de escrever este lençol devido à manifesta incapacidade da moderadora do debate em filtrar os factos e os argumentos sérios da aldrabice demagoga utilizada por alguns convidados. Gabo a paciência de quem o ler e peço desculpa por alguma incorrecção.

 

1.     A energia elétrica em Portugal é a mais cara da Europa e a culpa é das renováveis?

Pura e simplesmente isso é falso. Antes do recente aumento do IVA, o custo da energia elétrica em Portugal estava abaixo da média da UE e dos valores praticados em Espanha. Ver tabela abaixo.

 

A energia elétrica em Portugal antes do aumento do IVA, suportava 6% de IVA, 8% de taxas municipais e 2% para sustentar o diferencial de custos das ilhas (Açores e Madeira). O total destes impostos (16%) era equivalente aos impostos médios sobre a energia na Europa.

 

O atual agravamento de 6% para 23% decidido pelo atual governo (a troika não obrigava a um aumento desta magnitude) elevou o custo final da energia elétrica para o setor doméstico (os industriais descontam o IVA) em 17%. Desta forma a componente de impostos e taxas em Portugal no setor doméstico atinge agora os 33%, a mais alta de toda a Europa e praticamente o dobro da média comunitária. O que permitirá ao Governo arrecadar uma receita fiscal na ordem dos €400 milhões. Este é um tema que tem sido ocultado na discussão pública e que de facto explica o forte agravamento do preço da energia, que se deve a uma opção política e não à insustentabilidade do sistema. Mais grave, ao tomar a opção de aumentar o IVA sobre a energia para o valor máximo, o Governo ficou sem margem para aumentar o preço da energia elétrica, que possibilitaria reduzir (ou pelo menos não aumentar) o défice tarifário.

 

Acresce que a energia elétrica produzida com base em combustíveis fósseis não paga a esmagadora maioria das externalidades que a sua utilização produz (ver PNALE), mas a partir de 2012/13 terá de pagar todas as licenças relativas às emissões de CO2.

Saliente-se que em Espanha o governo passou o défice tarifário para o orçamento de Estado, tem cerca de 30% de energia nuclear, o imposto é bastante mais baixo e a energia elétrica é mais cara do que em Portugal.

 

 

 

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Manifesto Encalhado V

por Tiago Julião Neves, em 17.02.12

Na segunda-feira o manifesto quase foi desencalhado com a ajuda da RTP

O Prós e Contras sobre energia foi uma encenação onde a parcialidade de Fátima Campos Ferreira quase apagou a gravidade do seu desconhecimento sobre o tema (como jornalista não se espera um conhecimento técnico aprofundado, mas espera-se que estude os dossiers e sobretudo que não tolere atitudes demagógicas de quem procura incendiar assistências recorrendo a argumentos simplistas).

 

A forma como o programa se iniciou, com o testemunho da DECO a preparar o terreno para 10 minutos iniciais e sem interrupções de que beneficiou Mira Amaral (um privilégio face aos outros convidados), foi um prenúncio do que se iria passar em seguida. A tolerância às aldrabices demagógicas de uma das fações, pontuada a espaços pelo apoio estridente da moderadora, foram o corolário de um debate inquinado à nascença.

 

Os representantes do Manifesto procuraram cavalgar o natural descontentamento de uma população esmagada por políticas de austeridade iníquas, promovidas por líderes europeus insensíveis à realidade da classe média e animados por um preocupante espírito de cruzada económica. A isto juntaram um discurso profundamente cínico que tentou ridicularizar e simplificar um tema complexo, um desrespeito aos telespectadores que assistiam ao programa.

 

Verdadeiro objetivo revelado ao cair do pano

No entanto para enorme irritação de Mira Amaral (que desde Fukuhima se tentar distanciar do apoio reiterado que deu no passado à solução nuclear para Portugal) o seu colega Patrick Monteiro de Barros, quase no final do programa, não se conteve e revelou ao que vinha. Havia dúvidas?

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Manifesto Encalhado IV

por Tiago Julião Neves, em 14.02.12

Dependência energética baixa 12% em cinco anos

Ana Maria Gonçalves in Económico

"Desde 2005, ano que marca o reforço das políticas de incentivo às energias renováveis, este indicador passou de cerca de 87,2% para 76,8%, em 2010(...). De acordo com fontes do sector, contactadas pelo Diário Económico, a geração em regime especial, na qual se inclui as renováveis e a cogeração (produção combinada de electricidade e gás natural, usada sobretudo em processos industriais), representou uma poupança de combustíveis de 550 milhões de euros, só em 2010. Ou seja 10% do total da factura energética nacional registada neste neste ano, a qual se cifrou em 5.561 milhões de euros."


Aquela pieguice das renováveis permitiu, entre outras coisas, que Portugal reduzisse a sua dependência energética de uma forma impensável há apenas dez anos atrás, contribuindo para uma forte redução da nossa factura de importações energéticas.

 

Para além da poupança obtida, a valorização dos recursos endógenos permitiu a criação de um cluster industrial que emprega milhares de pessoas qualificadas em Viana do Castelo e que fabrica em Portugal (para consumo interno e para exportação) uma das mais avançadas turbinas eólicas do Mundo (com 95% de incorporação nacional) e, embora em menor escala, promoveu a produção de equipamentos (fotovoltaicos, de concentração e térmicos) para o aproveitamento da energia solar.

 

Mas também ajudou a indústria convencional (e.g. co-geração na indústria do papel), permitiu a resolução de problemas ambientais (e.g. incineração dos resíduos sólidos urbanos produz energia e diminui drasticamente a necessidade de espaço em aterro para a deposição final dos resíduos) e ajudou Portugal a cumprir compromissos internacionais no âmbito do combate às alterações climáticas.

 

Quem segue a área da energia e persiste em ignorar os efeitos positivos do investimento efectuado em Portugal nas energias renováveis ao nível da geração de riqueza, da criação de emprego qualificado, da investigação académica e inovação industrial, da transferência de tecnologia e de know-how, do crescimento de exportações e redução de importações, da redução da dependência energética and so on... ou está morto, ou é distraído, ou sofre daquela terrível condição, que diz que dá comichão, de acute intellectual dishonesty.

 

Para quem sonha com um futuro “verde” alicerçado num horizonte de silenciosas e mui seguras centrais nucleares (100% fabriqué en France) daquelas que nunca derrapam nos custos e criam imenso emprego, que funcionam sempre comme il faut, que se desmatelam sozinhas e cujos resíduos são óptimo ingrediente para temperar os raviolis de tório, só temos pena que falhe no fact check com a realidade.

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Manifesto Encalhado III

por Tiago Julião Neves, em 02.02.12

Repetindo o que já escrevi aqui: a energia nuclear além dos riscos de acidente e de atentado, da falta de transparência desta indústria, do impacte ambiental e de saúde pública ao nível do tratamento dos resíduos e da mineração do urânio, da questão latente do desmantelamento da central, do enorme risco financeiro associado aos projetos “too big too fail”, da reduzida criação de emprego e da ínfima integração nacional, da resistência da opinião pública à construção de uma central, demoraria na melhor das hipóteses uma década até estar operacional, mas tudo isto é redundante porque existe excesso de capacidade instalada no parque electroprodutor nacional.

 

Os loucos que investiram $260 biliões em energias renováveis em 2011 provavelmente não tiveram o privilégio de partilhar a erudição desinteressada de empresários e gestores da craveira de Patrick Monteiro de Barros e Miral Amaral. Estes ilustres defensores do nuclear voltam à carga mal farejam a fragilidade política que permite bons negócios privados e públicas ruínas. A coberto da troika querem agora liquidar o cluster nacional de energias renováveis, que ao contrário da quimera nuclear, potencia o sistema científico-tecnológico nacional, gera emprego e riqueza locais, e potencia exportações de energia e de bens e serviços associados.

 

A questão que se impõe é a seguinte: será que Patrick Monteiro de Barros, Mira Amaral e Pedro Sampaio Nunes têm memória curta ou motivos fortes para defenderem com tanta insistência uma tecnologia que perde terreno em toda a linha e nas várias geografias para as energias renováveis.

 

Uma pedagógica visita a Windscale-Sellafield, a Three Mille Island, a Chernobyl e a Fukushima talvez ajude a reavivar a memória sobre os efeitos de quando as coisas não correm como o previsto. Esta não é uma mera questão energética ou económica, é acima de tudo uma escolha ética e civilizacional.

 

four hundred times more radioactive material was released by the Chernobyl disaster than had been by the atomic bombing of Hiroshima.”

In http://en.wikipedia.org/wiki/Chernobyl_disaster

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Manifesto Encalhado II

por Tiago Julião Neves, em 02.02.12

O título do relatório da Bloomberg New Energy Finance de 12 de Janeiro de 2012 não podia ser mais esclarecedor "Total new investment in clean energy increased 5% to $260bn in 2011, despite the sluggish global economy and a painful squeeze on manufacturers", o que traduzido em miúdos quer dizer que apesar da crise global e do esmagamento das margens dos produtores de equipamentos, o investimento global em energias renováveis continua imparável. Estes $260 biliões em 2011 são o quíntuplo do investimento verificado em 2004.


A Agência Internacional de Energia estima que as energias renováveis deverão assegurar ¾ da procura incremental de eletricidade (e em conjunto com o gás dois terços da procura incremental de energia) até 2035. Ou seja, no pico da maior crise económica dos últimos 100 anos, a esmagadora maioria dos países mantiveram e deverão reforçar a aposta nas energias renováveis, enquanto muitos países desenvolvidos deverão abandonar a energia nuclear.

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Manifesto Encalhado I

por Tiago Julião Neves, em 02.02.12

 

A Alemanha anunciou há alguns meses que até 2022 vai encerrar todas as suas centrais nucleares, que foram responsáveis por um quarto da eletricidade produzida no País em 2010 e em 2011. New York Times - Guardian - BBC - Público - Diário de Notícias - Económico - i

 

A Alemanha é a 4ª maior economia do mundo e a maior potência económica e industrial da Europa. Ao contrário de Portugal, a Alemanha tem empresas que desenvolvem tecnologia nuclear, trabalhadores que dependem dela e recursos renováveis de qualidade inferior ao Sul da Europa. Tomar esta decisão na Alemanha é portanto muito mais difícil do que em Portugal, onde o investimento nas energias renováveis é uma escolha inteligente e natural, quer se utilize um critério ético, económico, ambiental ou social.

 

Em Setembro de 2011 a Siemens anunciou a retirada do nuclear para se concentrar nas energias renováveis. Nas palavras do seu CEO: "The chapter for us is closed."

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Alterações climáticas e austeridade

por Tiago Julião Neves, em 09.01.12

A opinião de Dean Baker no Guardian e um post mais antigo de José Sousa no blogue Futuro Comprometido sobre o risco do colapso iminente do sistema económico e financeiro global, eclipsar da nossa consciência colectiva a gravíssima questão das alterações climáticas. A natural redução da percepção pública sobre a gravidade das alterações climáticas em nada reduz a sua real gravidade, nem a urgência de os decisores públicos agirem de forma concertada e consequente. 

 

O facto das alterações climáticas estarem praticamente arredadas do espaço mediático e das preocupações quotidianas declaradas, deve-se sobretudo à crescente degradação das condições de vida na Europa, com a população cada vez mais esmagada entre a ausência de esperança e o fervor fanático de alguns dirigentes europeus que advogam uma austeridade quasi-punitiva de cariz mais religioso do que económico.

 

A persistente mediocridade da resposta Europeia à crise e às forças especulativas que dela se alimentam são péssimo presságio para o futuro do Continente. A resposta (conjunta?) ao iminente default da Grécia ditará o futuro do Euro e da Europa.

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Lucidez: "É um erro trágico se o país agora destruir o cluster das energias renováveis"

por Tiago Julião Neves, em 09.01.12

Excelente entrevista de António Costa e Silva no Público.

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Sobre o PNBEPH (Expresso 15 de Outubro de 2011)

por Tiago Julião Neves, em 18.10.11

 

 

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E se as renováveis afinal não fossem um sorvedouro interminável

por Tiago Julião Neves, em 27.09.11

 

Foi divulgado hoje um estudo da consultora Rolland Berger para a APREN: Associação Portuguesa de Energias Renováveis, que questiona a desinformada percepção de que as renováveis são a besta negra da nossa factura energética.

 

Estudos há muitos e para todos os gostos, e devemos analisar os pressupostos e as metodologias para retirar as nossas conclusões. No entanto, alguns desilustres anónimos da nossa praça, que julgam os outros à sua medida, vieram logo a terreiro verter suspeição e ódio sobre um estudo que favorece a aposta - de Governos anteriores - nas energias renováveis. Esperemos é que na ânsia de se diferenciar politicamente, o PSD não adopte uma política de terra queimada numa das áreas onde Portugal conseguiu criar, de facto, um cluster industrial de sucesso (e.g. ENEOP).

 

Parece que o estudo não inclui na análise macro-económica, o diferencial entre as fontes de energia renovável e as alternativas fósseis ao nível da criação de emprego, contribuição para o PIB ou contributo para a balança comercial, que são claramente favoráveis às energias renováveis.

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No one will bomb us to silence

por Tiago Julião Neves, em 22.07.11

"I have a message to those who attacked us. A message from the whole of Norway. You won’t destroy us. You won't destroy our democracy. We are a small but proud nation. No one will bomb us to silence. No one can scare us from being Norway," Prime Minister Jens Stoltenberg said.

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Nem de propósito!

por Tiago Julião Neves, em 03.06.11

Sócrates

"Quem vota em branco ou nulo que aguente a decisão da maioria"

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Uma orquídea para o final da tarde...

por Tiago Julião Neves, em 31.05.11

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As tretas do EcoTretas

por Tiago Julião Neves, em 31.05.11

 

Caro EcoTretas, finalmente alguém com a sua clarividência para desmontar os pérfidos argumentos que teci neste ardiloso e filigrânico post.

 

Ainda mal entrei no seu sagaz comentário imbuído de invulgar coragem anónima e sapiência milenar e logo fiquei a saber que tenho um patrão-mor com uns amigalhaços ditadores, que sou um artista do esconde esconde e aqui que talvez até seja familiar dos Psittacidae. Sinceramente eu não mereço tamanha honra, uma ave e logo das mais inteligentes, em jeito de agradecimento envio-lhe uma foto da minha clausura na gaiola do patrão-mor que também envia cumprimentos.

 

Deu para perceber que adora jogar às escondidas e que sabe valorizar o apelido. Eu também gosto de jogos infantis mas hoje não tenho tempo. Aqui vai uma resposta ao seu monólogo de vingador zangadinho de alguém que percebe mais de energia do que eu e arrisco a dizer bastante mais do que você.

 

Se quiser continuar ad eternum força, eu vou só ali dormir um bocadinho e quiçá sonhar com a moratória da tortura de teclados. Só respondo a 5 perguntas porque estou a tentar esconder o shale gas que está ali a brotar do sofá da sala.

 

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Alemanha anuncia fim do nuclear!

por Tiago Julião Neves, em 30.05.11

Até 2022 a Alemanha vai encerrar todas as suas centrais nucleares, responsáveis por um quarto da electricidade produzida no País em 2010.

 

A Alemanha é a 4ª maior economia do mundo e a maior potência económica e industrial da Europa. Ao contrário de Portugal tem empresas que desenvolvem tecnologia nuclear, trabalhadores que dependem dela e recursos renováveis muito menos atractivos do que o Sul da Europa. Tomar esta decisão na Alemanha é portanto muito mais difícil do que em Portugal, onde o investimento nas energias renováveis é uma escolha óbvia quer se utilize um critério económico, ambiental ou social.

 

A imprensa internacional achou este facto muito relevante, em Portugal nem por isso, mas esta notícia é avassaladora para os defensores do nuclear e melhora as perspectivas de desenvolvimento das energias renováveis e eficiência energética no motor económico da Europa. New York Times - Guardian - BBC - Público - Diário de Notícias - Económico - i

 

Como a memória curta também mata, seria interessante ouvir agora os argumentos (ou a falta deles) de Mira Amaral e Pedro Sampaio Nunes na defesa da sua dama, que no pós-Fukushima passou a amiga longínqua de quem provavelmente já não se recordam bem.

 

Repetindo o que já escrevi aqui: a energia nuclear além dos riscos de acidente e de atentado, da falta de transparência desta indústria, do impacte ambiental e de saúde pública ao nível do tratamento dos resíduos e da mineração do urânio, da questão latente do desmantelamento da central, do enorme risco financeiro associado aos projectos “demasiado grandes para falharem”, da reduzida criação de emprego e da ínfima integração nacional, da resistência da opinião pública à construção de uma central, demoraria na melhor das hipóteses uma década até estar operacional, mas tudo isto é redundante porque existe excesso de capacidade instalada no parque electroprodutor nacional.

 

É necessário que independentemente do resultado das próximas eleições, os principais partidos saibam estancar ódios de estimação e preservar a qualidade da política energética seguida na última década em Portugal, recorrendo a actores políticos e institucionais de reconhecida competência e mérito nesta área.

 

Igualmente importante é manter a uma higiênica distância do poder aqueles que persistem de forma obsessiva, por manifesta ignorância ou desonestidade intelectual, na tentativa de destruir uma política nacional que contribuiu para vitórias tão importantes como a de desenvolver em Portugal um cluster industrial state-of-art na área das energias renováveis. O consórcio da ENEOP-ENERCON é um dos maiores sucessos industriais recentes em Portugal: permitiu construir 5 fábrica de raiz e ampliar outras 7, onde trabalham 2000 mil portugueses que em menos de 3 anos desenvolveram um extraordinário know-how em tecnologias renováveis de excelência. Destas fábricas saíram já mais de 1000 dos melhores aerogeradores do mundo, com uma incorporação nacional próxima dos 100%. Esta vitória não é de nenhum partido, é de Portugal!

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Novas oportunidades para futuros ex-líderes partidários

por Tiago Julião Neves, em 20.05.11

                         SENTE QUE...

 Portugal não lhe fez justiça?    É perseguido pela própria sombra?   Sabe voar desde tenra idade?

 

                                 MAS...

os seus assessores fugiram novamente para os matrecos 

 

os seus amigos andam cansados e o País não os merece

 

 

 Não desespere! Venha aprender com os melhores!

A nossa experiente equipa não o deixará ficar mal!

  E se for o melhor do curso pode fumar um cubano com o PROFESSOR VERDADE

 

 

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Em defesa da aposta nas energias renováveis e eficiência energética 3

por Tiago Julião Neves, em 17.05.11

Maradona é com certeza o maior no estádio e na blogosfera e agradeço-lhe a esperança no meu percurso académico, atribuindo-me títulos que não tenho.

 

Tendo em conta as minhas capacidades futebloguisticas, pode tratar-me por Apanha Bolas. Eu trato-o por Maradona, se não se importar apesar das suas tiradas energéticas me recordarem sobretudo a técnica do grande Isaías, herói do 1-1 contra o Leverkusen a que assisti na Luz, antes do 4-4 na Alemanha ter suavizado os gastos com pensionistas ao Estado Português.

 

 

Antes de mais queria pedir-lhe desculpa por ser assessor de um governo e revelar ideias próximas das desse governo na área energética, concordo que é uma falha indesculpável, vou colocar o cilício e de futuro tentarei assessorar algum defensor do nuclear ou das centrais a fuelóleo na cochichina.

 

E voltando às energias...

 

Pode ver aqui que as minhas posições em 2009 eram as mesmas que agora defendo e escrevo aqui: que "O apoio às energias renováveis deverá ser gerido criteriosamente, de forma a evitar a criação de rendas desnecessárias em tecnologias verdes já competitivas, que venham a onerar excessivamente o contribuinte ou o consumidor." 

 

Repito que a atitude de quem restringe o debate à discussão eur/MW é tendenciosa porque essa é uma discussão miópica ao não incorporar todas as variáveis relevantes para a tomada de decisão. O custo das renováveis é transparente e está na tarifa, enquanto os vários beneficios estão dispersos (não é uma nebulosa e podem ser calculados, apresentei-lhe um exemplo), enquanto com os fósseis sucede exactamente o contrário.

 

A minha crítica não é ao PSD, mas à corrente do PSD que faz campanhas de desinformação sistemáticas sobre o impacto global da aposta nas energias renováveis, sempre com o nuclear (recentemente abandonado a contragosto devido a Fukushima) na manga. Aqui pode ver que admiro bastante outras figuras do PSD a quem o País deve muito pela sua coragem e perseverança no desempenho de altas funções de Estado.

 

Vou tentar esclarecer duas questões quase diárias sobre política energética em Portugal:

 

1) Que sentido faz apostar nas renováveis se são mais caras do que as energias convencionais?

  • Ainda hoje, passados 17 anos desde a criação dos CAE – Contratos de Aquisição de Energia pelo ex-Ministro Mira Amaral, o sobrecusto dos CAE e dos CMEC –  Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (que decorrem dos CAE), representam uma grande fatia dos CIEG – Custos de Política Energética, Ambiental ou de Interesse Económico Geral (30% em 2010). O sobrecustos das renováveis é superior (44% em 2010), mas os impactes em termos de geração de emprego, criação de riqueza, redução de importações, fomento de exportações, redução de emissões, apoio à inovação e desenvolvimento tecnológico são completamente favoráveis às renováveis. As fontes de energia renovável (FER) eliminam a exposição à volatilidade de preços das matérias primas necessárias às centrais térmicas e importa ainda referir que os CAE remuneram as grandes centrais durante mais de 25 anos, enquanto o sobrecusto das FER remunera as energias renováveis durante apenas 15. Fonte: ERSE 2011, http://www.erse.pt/pt/electricidade/tarifaseprecos/tarifareguladas2011/Documents/Tarifas%202011.pdf
  • É portanto da mais elementar justiça quantificar todos os custos e benefícios relevantes para se avaliar a bondade e o impacto económico global da aposta nas energias renováveis em Portugal. É por isso que o simples debate €/MW é miópico, porque não incorpora toda a informação relevante para a tomada de decisão.
  • O custo da energia produzida nos novos parques eólicos em Portugal varia entre os 65€/MW e os 72€/MW, dos valores mais reduzidos na Europa, e que são já hoje competitivos ou quase competitivos com o custo da energia produzida nas centrais térmicas convencionais, aos actuais preços do gás natural e do carvão.  Acresce que as FER apenas beneficiam de tarifa garantida durante os primeiros 15 anos de funcionamento, pelo que nos restantes 10 anos da sua vida útil de 25, serão remuneradas aos preços do mercado.
  • A perpetuação da aposta em fontes de energia convencionais é insustentável:
    • Económica – o custo dos combustíveis fósseis aumentará à medida que uma oferta cada vez mais escassa é pressionada pela procura crescente das economias emergentes. A especulação e a instabilidade política nos países produtores também contribuem para frequentes e profundas flutuações de preço. Fonte: http://www.guardian.co.uk/business/2011/mar/18/oil-price-un-resolution-libya
    • Política – muitos dos oil & gas rich countries são regimes politicamente instáveis ou que sofrem de um acentuado défice democrático. A resolução destas questões é extremamente complexa no horizonte temporal relevante. Fonte: http://www.chathamhouse.org.uk/files/13752_bp0309litvin.pdf
    • Ambiental – cumprir os previsíveis acordos internacionais de redução de emissões implica a completa descarbonização do sector electroprodutor europeu em 2050.Fonte: http://www.roadmap2050.eu/
    • E materialmente – porque são recursos escassos e não renováveis. Discute-se bastante se já atingimos ou não o Peak Oil, mas esse é um dado menos relevante do que Peak Oil Per Capita que aconteceu algures entre 1978 e 1979. Fonte: ASPO http://www.peakoil.net/
  • A aposta nas energias renováveis tem sido centrada nas áreas em que Portugal tem vantagens evidentes como a energia hídrica e eólica, mas inclui também a aposta em tecnologias prometedoras à escala global e onde temos algumas oportunidades como o solar, a biomassa, a geotermia e a energia das ondas.
  • A Estratégia Nacional de Energia ENE2020 acautela a sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade económica do sector. O preço da energia eléctrica em Portugal está abaixo da média europeia e dos preços praticados em Espanha quer para os consumidores domésticos quer para os industriais (ver próximo ponto).
  • As apostas nas energias renováveis, na eficiência energética, nos serviços de águas e resíduos, são apostas voltadas para o futuro porque as oportunidades de negócio nestes sectores registam um crescimento exponencial (ver aqui um dos estudos de referência sobre tecnologia ambiental). A evolução tecnológica e a massificação das energias renováveis graças à aposta de países como Portugal, Espanha, Alemanha e Dinamarca permitem que actualmente os custos de produção de equipamentos relacionados com as energias renováveis estejam a decrescer rapidamente enquanto a sua eficiência aumenta. A ideia chave é de que para se retirarem dividendos amanhã é preciso estar no mercado hoje e para Portugal esta aposta faz ainda mais sentido porque as energias renováveis utilizam os únicos recursos energéticos que o país possui.
  • Quando diz que "Acresce que há, nesta posição de cautela, também uma "política de futuro": a de que, para países mais pobres e mais atrasados, existe vantagem em não participar de forma substancial nas tecnologias de ponta, e só chegar a elas quando o seu estado de maturação já não representa um encargo que desvie recursos de coisas mais básicas, as quais, estando ausentes, até podem no limite estancar os visionários ímpetos que os governos tentam artificialmente impôr à sociedades que são os seus brinquedos." acrescento que as energias renováveis e a eficiência energética não são rocket science e estão ao alcance de várias empresas nacionais com provas dadas internacionalmente. Sem risco não há rentabilidade e eu advogo que no campo da energia devemos ser technology makers em vez de ser apenas technology takers.
  • Em Espanha a aposta no solar foi megalómana em termos de escala e foi feita com recurso a FITs feed-in-tariffs brutais.

2) Porque é que a energia eléctrica em Portugal é mais cara do que em Espanha e está acima da média da União Europeia?

  • Pura e simplesmente isso é falso apesar de repetido vezes sem conta na comunicação social. A energia eléctrica não é mais cara em Portugal. O custo da energia eléctrica em Portugal está abaixo da média da UE e dos valores praticados em Espanha (ver tabelas abaixo).
  • A energia com origem em combustíveis fósseis não paga a esmagadora maioria das externalidades que a sua utilização produz (ver PNALE), mas a partir de 2012 terá de pagar todas as licenças relativas à emissão de CO2.
  • Em 2010 Portugal tem um modelo energético mais sustentável económica e ambientalmente do que se tivesse optado por um modelo alternativo assente nos combustíveis fósseis. Estão criadas as condições para que em 2020 esta tendência seja reforçada com a saída de parte da produção eólicas da tarifa e entrada no mercado.
mais alguns dados  

2009 average tariff (€/MWh)

EU 27 Average

Portugal

Wind on-shore

102,88

94,50

Small hydro

93,12

85,90

Biomass

111,46

105,30

Solar PV

282,63

370,00

Source: EREF – European Renewable Energies Federation, Prices for Renewable Energies in Europe 2009

URL: http://www.eref-europe.org/dls/pdf/2009/eref_price_report_09.pdf

Mais informação em http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-QA-10-046/EN/KS-QA-10-046-EN.PDF
Por agora é tudo. Com amizade,
Apanha Bolas

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Em defesa da aposta nas energias renováveis e eficiência energética 2

por Tiago Julião Neves, em 16.05.11

 

Parte do PSD ataca recorrentemente a forte aposta de Portugal nas energias renováveis, evidenciando uma preocupante miopia económica ao restringir o debate apenas ao custo €/MW das diversas formas de produção de energia eléctrica. Esta atitude tendenciosa ignora olimpicamente a complexidade de uma boa análise económica sobre esta aposta (impacto na geração de riqueza, na criação de emprego, na balança de pagamentos, no preço da energia, na redução de emissões, na correcção de externalidades, etc.).

 

A aposta nas energias renováveis permitiu criar cerca de 30.000 empregos em Portugal e gerar um VAB anual de 865 milhões de euros, além de evitar importações anuais de 800 milhões de euros em combustíveis fósseis. Apenas a componente industrial da ENEOP em Viana do Castelo, representa 220 milhões de euros de investimento, envolve 29 empresas e 12 unidades industriais novas ou remodeladas, é responsável pela criação de quase 2000 empregos directos e mais de 5.000 empregos indirectos. A incorporação nacional dos aerogeradores é próxima dos 95% e o VAB anual ultrapassa os 100 milhões de euros. Entretanto a ENEOP já montou mais de 1000 aerogeradores por todo o país.

 

São números que impressionam e que não ficam por aqui. Se acrescentarmos as dezenas de empresas e universidades que aproveitaram a boleia, desenvolvendo competências em nichos de mercado, desde sistemas avançados de previsão eólica até sistemas para protecção da biodiversidade em parques eólicos, facilmente se conclui que este debate não se resume, nem se pode resumir ao debate €/MW que alguns querem fazer passar. Mas esse debate, o preço da energia e o sobrecusto das renováveis não assustam e serão tratados num próximo post. 

 

 

Entretanto no Reino Unido David Cameron assume o desafio de reduzir em 80% as emissões de GEE até 2050 face aos níveis de 1990. Um desafio gigantesco em linha com o Roadmap 2050 que conduzirá a uma enorme aposta do Reino Unido nas energias renováveis nas próximas décadas. 

 

"The new budget puts the government on target to meet a reduction by 2050 of 80% of carbon emissions compared with 1990 levels. The committee has said that to reach this carbon emissions should be cut by 60% by 2030. Ministers believe that major companies involved in developing offshore wind technology – such as Siemens, Vestas and General Electric – will now be keener to invest in Britain, knowing it is committed to a huge expansion in renewable energy. It is also hoped that the commitment to renewable energy – the committee says 40% of the UK's power should come from wind, wave and tide sources by 2030 – will stimulate new industries."

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Adivinha: Se Portas é o caterpillar quem é o outro senhor?

por Tiago Julião Neves, em 13.05.11

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Variação líquida da capacidade instalada para produção de electricidade na Europa 2000-2010

por Tiago Julião Neves, em 13.05.11

Fonte: EWEA - European Wind Energy Association, February 2011

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França quer testes de stress "meiguinhos" às centrais nucleares

por Tiago Julião Neves, em 13.05.11

Como se pode ler no Le Monde ou no Público, a França não quer incluir a possibilidade de atentados terroristas nos testes que serão realizados às 148 centrais nucleares da UE. Compreende-se bem o receio dos franceses, o que não se pode aceitar é que esse receio tenha como consequência a viciação dos testes.

Más notícias para Pedro Sampaio Nunes e Mira Amaral, apesar do segundo já ter sido obrigado a reconhecer que o delírio em que persiste o primeiro tem os dias contados.

 

A energia nuclear além do risco de acidente/atentado, da falta de transparência da indústria, do impacte ambiental e de saúde pública ao nível do tratamento dos resíduos e da mineração do urânio, da questão latente do desmantelamento da central, da resistência da opinião pública à construção de uma central nuclear, da ditadura dos projectos “too big to fail”, da reduzida criação de emprego e da ínfima integração nacional, demoraria na melhor das hipóteses uma década até estar operacional, mas tudo isto é até redundante porque existe excesso de capacidade instalada no parque electroprodutor nacional.

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Excelente aproach à la monty python às reticências finlandesas

por Tiago Julião Neves, em 12.05.11

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Epá, espécie de pintasilgo ou pêlo que cobre a púbis?

por Tiago Julião Neves, em 12.05.11

          João César Monteiro vs Eduardo Catroga

 

 

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A responsável solução laranja

por Tiago Julião Neves, em 24.03.11

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Em defesa da aposta nas energias renováveis e eficiência energética 1

por Tiago Julião Neves, em 14.02.11

 

 

Excelente artigo de Carlos Pimenta no Público de domingo a colocar em perspectiva o debate sobre a aposta nas energias renováveis e a desmistificar a noção de que o sobrecusto das renováveis é incomportável quando comparado com as alternativas fósseis.

 

Também no Público de 9/11/2010 Ricardo Garcia referia que de acordo com a Agência Internacional de Energia a subsidiação aos combustíveis fósseis (€224 mil milhões) à escala mundial em 2009 foi cinco vezes maior do que a subsidiação às energias renováveis (€41 mil milhões). Se considerarmos a subsidiação acumulada ao longo de décadas o desnível será muito mais acentuado.

 

A escolha das gerações atuais passa por decidir se querem investir em tecnologias limpas que terão custos cada vez mais reduzidos à medida que a sua aplicação se generaliza, ou se desejam perpetuar a aposta nas tecnologias convencionais com custos cada vez mais elevados à medida que as jazidas mais acessíveis se extinguem e se torna necessário avançar para a exploração das últimas reservas de recursos fósseis que levaram milhões de anos a acumular.

 

A escolha é entre um modelo energético insaciável, com reduzida eficiência e custos tecnológicos crescentes, gerador de externalidades negativas e que expõe o país à elevada volatilidade de preços dos combustíveis fósseis, ou um modelo mais sustentável, competitivo ou à beira de se tornar competitivo e que será cada vez mais barato no futuro, que cria emprego especializado e promove a independência energética e a estabilidade de preços.

 

O contributo do Professor Carlos Pimenta é inestimável para recentrar a discussão no essencial, para compreender melhor o que está em causa nas nossas escolhas energéticas, para combater as abundantes campanhas de desinformação e sobretudo para melhor defender o interesse nacional.

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Grande Zé Peixe!

por Tiago Julião Neves, em 24.10.10

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