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O verdadeiro ponto contraponto

"(...)A frase do Pacheco, supra, emana de um caldeirão de veneno. Afirma que Sócrates pretendeu ocultar o negócio PT-TVI para que aparecesse como facto consumado. Ora, isso é operacional e legalmente impossível. O negócio teria de passar por fases de avaliação variadas, todas elas públicas e passíveis de o anular. Este negócio jamais poderia ser ocultado fosse por quem fosse, evidentemente. Mas o Pacheco é como o Vilarinho, está-se cagando para o Estado de direito porque faz parte de um clube — JPP. Nessa soberba, avança para a insídia, nem sequer explicando qual o perigo do negócio supostamente ocultado. Contudo, atreve-se a dizer que a aquisição de uma parte do capital da TVI pela PT é algo muito mais perigoso do que as actividades de Dias Loureiro em offshores. Ou seja, informa que todos os envolvidos no eventual negócio PT-TVI, considerado unanimemente legítimo no plano comercial e de mercado, são muito mais perigosos do que os envolvidos nos negócios da SLN e BPN em investigação. Esta declaração é espantosa, quase tão espantosa como o silêncio que teve como resposta.E ainda tem esse elemento pícaro de fazer de Moniz mais um mentiroso e conspirador ao serviço do Governo, um vero aliado de Sócrates (pasme-se e engulam o paradoxo), posto que ele apoiou a possibilidade de compra. De facto, a paranóia não é uma raça em extinção na Marmeleira. E se não for paranóia, é porque é algo pior. Muito pior.

Agora, atente-se nesta maravilha da falta de vergonha: aventuras dos offshores de Porto Rico. É assim que se caracteriza o problema Dias Loureiro. Afinal, apenas um aventureiro em terras distantes, tropicais, exóticas. Que mal tem? Os aventureiros arriscam. Uma vezes corre bem, outras nem por isso. Mas é lá com eles, é apenas dinheiro, não representa perigo algum. Ou seja, e desta forma debochada, o Pacheco escolhe ocultar, por completo, o sofisticado e poderosíssimo papel de Dias Loureiro, peça central do PSD durante todo o cavaquismo e muitos anos seguintes, adentro dessa máquina financeira organizada para burlar particulares, empresas e autoridades. Este mesmo Pacheco — a quem nunca ninguém tinha lido uma linha, in illo tempore, contra a frouxidão do regulador — parece ignorar o que está em causa quando nomes como Dias Loureiro, Oliveira Costa, Daniel Sanches, Rui Machete, Amílcar Theias, Joaquim Coimbra, Lencastre Bernardo, Arlindo de Carvalho e Cavaco Silva enriquecem numa instituição metodologicamente vocacionada para o logro. Eis um ponto a precisar de higiénico contraponto."


Valupi. Leiam-me a coisa toda, se faz favor

 

 

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