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jugular

Leituras blogosféricas que me fazem ir ao baú

Através do Tiago Moreira Ramalho cheguei a um post absolutamente tonto - não há outro nome para o disparate - de Duarte Calvão no Risco Contínuo que me fez ter vontade de repescar algo que escrevi em 2006 aqui.

 

"Portugal é um dos países do mundo com mais baixa taxa de mortalidade infantil ao registar, no ano passado, cinco mortes em cada mil crianças (em 1990 eram 14 em cada mil), revela o relatório da Unicef sobre a situação da infância. Portugal é assim o 13.º país (em mais de 180) com a mais baixa taxa de mortalidade infantil."

O que eu acho espantoso é que não se dê o devido destaque a este resultado em rankings internacionais (já que falar de rankings é, nestes tempos, um desporto colectivo muito do agrado da lusa pátria), que só foi conseguido através de melhorias continuadas nas politicas de saúde materno-infantis (muitos governos, e de várias cores, confundidos), em cujo quadro se inserem os tão injustamente amaldiçoados fechos de maternidades. Gostaria muito de ver qual seria o lugar ocupado por Portugal nesta listagem se cada "pentelhice" continuasse a ter o seu couto local de locais de parição. Enfim...

3 comentários

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    Shyznogud 20.07.2009

    Mas qual lucro? Ou discutimos a sério ou não vale a pena. Se queremos q todas as mulheres tenham filhos em maternidades devidamente equipadas, materialmente e não só, com todas as valências necessárias (qdo um parto corre mal um obstreta não basta), não podemos ter blocos de partos minúsculos. E isto acontece em qqr país com bons indicadores de saúde materno-infantil.
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    Daniel João Santos 20.07.2009

    Então falemos a sério.

    Seria necessário esta racionalização, centralização de maternidades, supressão de urgências, se os milhões que estão em cima da mesas fossem aplicados em infraestruturas hospitalares modernas, mais médicos, mais enfermeiros, mais equipamentos?

    Presumo que não se importe, como eu não me importo que se utilize milhões de euros em tudo isto. Investimento até se aceita, agora exige-se que exista investimento em sectores fundamentais e não "centralização" baseada em supostos factores de melhor prestação de serviços.

    É por estas e por outras, que existem pessoas sem medico de família, pessoas que como eu, que tive um acidente na empresa e tive de percorrer mais de 25km para chegar a uma urgência.
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