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jugular

Entalada desde ontem I

 

Sem net nos últimos dias não tenho passeado pela blogocoisa nem, claro, escrevinhado por aqui o que quer que seja. Ontem, contudo, deu-me uma vontade imensa de o fazer ao ler a coluna de Miguel Gaspar no Público ("A morte na praia") porque, insisto em algo que já não é a primeira vez que escrevo, não vale tudo para fazer valer as nossas opiniões.

Ah! Em primeiro lugar é capaz de valer a pena informar-vos que há mais de uma década que passo anualmente cerca de 15 dias na praia Maria Luísa, mais, o meu filho mais novo estava por lá na passada sexta-feira. Como não é difícil imaginar estas duas razões fizeram com que estivesse especialmente atenta aos acontecimentos, ao que foi sendo dito a propósito do acidente e, inevitavelmente, discuti o tema com várias pessoas.

E agora deixem-me lá voltar à crónica de Miguel Gaspar que me encanitou. Escreve ele, a certa altura, «A "sinalética", como dizem administrativíssimas figuras, nem sequer esclarecia que perigo existia ali». Nada mais falso como pode comprovar qualquer utilizador da praia. À entrada da praia há anos que podem ser lidos avisos de perigo (cfr. imagem supra) e junto às áreas mais problemáticas da arriba existem sinais de aviso de perigo de derrocada. Ninguém liga (ou costumava ligar?) porque as sombras das arribas são muito convidativas mas não vale a pena "reescrever a história".

Sábado, aliás, tive uma pequena discussão no Facebook sobre o tema porque me parece que grande parte das pessoas que têm sido ouvidas parecem defender a solução "aplane-se, cimente-se e relve-se a costa portuguesa", já que só assim desaparecerão os riscos inevitavelmente associados a costas com arribas e falésias. Eu não quero praias artificiais mas, se calhar, sou eu que sou esquisita e até tenho a mania que há uma coisa chamada responsabilidade individual.

Naturalmente que com o acidente houve quem questionasse - e bem, claro, todas as oportunidades de o fazer são boas - o (des)ordenamento do território mas convém não esquecer que este tipo de situações acontecem mesmo em praias sem o "peso de construção" típico desta costa algarvia. Há 20 anos, estando eu nos Alteirinhos (Zambujeira) onde não havia nenhuma construção na falésia, vi cair um pedregulho monumental na praia. Por obra do acaso ninguém foi apanhado mas podia perfeitamente ter sido (bastava estar maré alta, altura em que toda a gente se colava - cola - à falésia). Cuidado, portanto, com as indignações e culpabilizações que acompanham este tipo de situações. E cuidado também com os desvios à verdade que dão jeito para crónicas de jornais mas que não dignificam os cronistas.

 

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