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Suspeito que o presidente se sente asfixiado

Numa atabalhoada, desesperada e pouco séria estratégia de contenção de danos, há quem insista em tomar-nos por parvos tentando manter viva a suspeita das escutas ao presidente. Pedro Picoito, por exemplo, diz que Cavaconão desmentiu as suspeitas que Fernando Lima fez chegar ao Público. Não percebo. Se Cavaco não desmentiu as suspeitas, porque é que despediu Fernando Lima? E porque é que despediu depois de dizer que estavamos perante uma questão de segurança sobre a qual falaria depois das eleições?E que história era aquela da ingenuidade — a de Cavaco e a da jornalista que lhe fazia perguntas? Tenham pudor. Quem defende a tese de que o presidente ainda irá falar sobre as questões de segurança, esquece-se de uma coisa: o presidente já falou; falou quando demitiu Fernando Lima. É verdade que falou mal, que não disse tudo e que ainda deve explicações aos portugueses. Mas, ao contrário dos que anseiam por mais uma ajudinha para a tese da asfixia democrática, aposto que estas explcações não terão nada a ver com questões de segurança. É preciso dizê-lo: não há qualquer caso de escutas à presidência; estamos, apenas e só, perante uma conspiração contra o PS.

Quem a orquestrou? Cabe a cada um julgar por si. Os factos conhecidos não implicam necessariamente Cavaco Silva. Até agora, sabemos apenas que envolvem o director do Jornal Público, Luciano Alvarez e Fernando Lima. Mas os factos não dizem tudo. Neste caso, como em todos, é inevitável interpretar o sucedido. E aqui, das duas uma: ou Cavaco foi incompetente e não soube gerir uma cabala e uma traição do seu assessor, ou estamos perante uma conspiração contra o PS liderada pelo Presidente da República. A primeira é grave, a segunda é gravíssima. Em qualquer dos casos, a actuação do presidente prejudicou objectivamente o PS, violando aquela que é a sua principal função: assegurar o regular funcionamento das instituições.

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