O editorial do Público
Um dos leitores do Público já resumiu, em comentário que transcrevo, o mui esperado editorial de José Manuel Fernandes sobre o não caso das escutas, ou antes, sobre a não notícia plantada por Fernando Lima, aparentemente a mando do presidente - com a clara intenção de prejudicar o PS nas eleições de domingo:
«Ao contrário do que JMF pretende fazer crer, Fernando Lima (FL) não é nenhum garganta funda. Que o garganta funda era - sabemo-lo hoje - Mark Felt, um dissidente da liderança do FBI. Daí a relevância das informações que trouxe a público. Ora, FL não mantinha (nem mantém) nenhuma dissidência com Cavaco. Mais, apresentou-se ao Público em nome de Cavaco. Foi ao Público pedir um frete para o PR. E o Público fez o Frete. O DN fez mto bem públicar o mail. O mail não revela nenhuma fonte de nenhuma notícia. Porque não existe nenhuma notícia. Não existe nenhuma investigação do Público (a investigação como se percebe é o próprio mail para o jornalista Tolentino). Existe simplesmente... um Frete. E a notícia é - essa sim! - a de que o Público (o meu diário de sempre) faz fretes ao PR. JMF é desonesto e falacioso. Toma-nos a todos por parvos. Provavelmente por termos andado estes anos todos a comprar o jornal que dirige. Provavelmente, tem razão.»
Para além do mais, o editorial é assim um bocadinho para o pífio, como as iniciativas que parece esperar do presidente que devia de ser de todos os portugueses:
«Por isso, das duas, uma: ou a seguir a 27 de Setembro fundamenta as suas suspeitas, e age em conformidade, ou se se limitar a iniciativas pífias terá enfraquecido a sua autoridade como Chefe de Estado, porventura de forma irremediável. Sendo que este processo não se resolve com uma simples queixa à Procuradoria-Geral da República ou o rastreamento do Palácio de Belém para descobrir eventuais aparelhos de escuta. E ninguém perdoará se se perceber que as suspeitas ou não existiam, ou não tinham fundamento, ou eram simplesmente paranóicas.»

