Porque é que isto não me surpreende?
Mesmo a tempo de explicar, por exemplo, o 2º divórcio do grande paladino da moral e da família tradicional cristã, Karl Rove, vale a pena ler o artigo «Power Increases Hypocrisy: Moralizing in Reasoning, Immunity and Behavior»:
«De acordo com a nossa investigação, poder e influência podem causar uma grave incoerência entre o julgamento público e comportamento privado e, como resultado, os poderosos são mais rigorosos nos seus julgamentos dos outros ao mesmo tempo que são lenientes para com os seus próprios actos (...) Galinsky salientou que a hipocrisia moral tem o seu maior impacto entre as pessoas que se sentem legitimamente poderosas. Em contraste, uma quinta experiência demonstrou que pessoas que não se sentem pessoalmente autorizadas ao poder [no léxico do quotidiano, aqueles a quem o poder não subiu à cabeça] são mais duras consigo do que com os outros, um fenómeno a que os pesquisadores chamaram hipercrisia (hypercrisy).»

