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jugular

Vale a pena reflectir sobre isto

 

"Das 1.900 mulheres que usam o véu em França, dois terços são francesas e um pouco menos da metade são-no de segunda e terceira geração."



via Liberation

Descaradamente roubado à Maria N.

Já que estou em maré de a roubar trago para a luz do post um comentário que a Maria N. aqui deixou, que subscrevo na íntegra (sublinhados meus):

 "Repugna-me o que a burca simboliza, evidentemente, mas a questão era sobre a proibição do símbolo versus a obrigatoriedade. Em ambos os casos os direitos da mulher são diminuídos.

Isto gera alguma confusão porque se parte deste princípio: se a burca simboliza a eliminação dos direitos humanos delas, a sua proibição significa a restituição desses direitos, logo vamos negar-lhes um direito para tornar possível essa restituição. Mas os símbolos não são o mesmo que aquilo que simbolizam.

Proibir elimina a obrigatoriedade de a usar mas não elimina a opressão exercida sobre a mulher, a menos que acreditemos que sem ela o opressor deixa de oprimir. Os casamentos forçados de mulheres sem burca dizem o contrário, assim como a retirada de raparigas de famílias integristas das escolas públicas francesas que passaram a frequentar escolas confessionais, ou a aprender em casa através do ensino à distância, quando o hijab foi proibido nas escolas.

É necessário entender que em ambientes opressores, o véu permite às mulheres a negociação da sua liberdade (sair à rua, estudar, trabalhar, etc.,), o que explica a razão de algumas lhe atribuírem valor no seu percurso para a emancipação. A questão da proibição do véu não pode ser tratada como se não tivesse consequências negativas para algumas destas mulheres, ainda que para outras seja positiva."

3 comentários

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    Ana Matos Pires 31.01.2010

    Parece-me q a Maria usa "negociação" no sentido de ser a única maneira  de conseguirem ir à rua, estudar, trabalhar, Fernando.
  • Sem imagem de perfil

    fernando antolin 31.01.2010

    Ou seja, o retrocesso completo mesmo em relação ao grau de emancipação que não há muito tempo,pese embora a repressão sob Saddam ou o Shah do Irão, as mulheres já tinham nesses dois países. E não me parece que no Afganistão,mesmo de burqa,uma mulher saia para trabalhar,estudar ou seja lá o que fôr. Pelo menos com os Taliban ou mesmo agora em zonas onde a sua influência ainda se faz sentir.

    Tristes tempos. Veremos é se a lei passar e daqui a algum tempo a esquerda chegar ao poder,qual vai ser a sua atitude. Se calhar vamos ter alguma surpresa...
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