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Dos sequazes e dos rogérios de sempre

Querido Carlos Abreu:

Todos somos sequazes de alguma coisa ou de alguém.

Este que te escreve, por exemplo, enquanto sequaz do verde-tristeza, levou ontem com cinco batatas que até andou de lado. Fiquei sem vontade de sequazar por ali durante algum tempo. Aqui há tempos, conversas como a tua — e agora tenho de levar contigo em stereo, porque gosto muito do Albergue e não dispenso uma visita mensal ao Blasfémias (vale que tens bom corpo para dividir por dois blogues) — afastaram-me da blogosfera por coisa de quinze dias. Logo a mim, sequaz da dita vai para seis anos. Mas andava algo enojado, sabias?, com pouco estômago para aturar tontos. Mas já passou, obrigado.

De ti, por exemplo, dizem-me seres sequaz fundador do PND, que acho que foi — eu vou explicar — um partido que penso já se ter extinguido ou ser já espécie protegida. Agora, garantem-me — falamos muito de ti e das tuas camisas —, deste em sequaz do Pedro Passos Coelho. De alguma forma, também és meu sequaz, uma vez que vejo que me acompanhas com ardimento (até debuxas as minhas auto-estimulações) e ao blogue onde escrevo. Acusas-me (soou a acusação, não sei se foi propositada ou saiu por inabilidade) de ser um dos sequazes do Governo que coloca a liberdade de expressão num patamar qualquer a que apelidas de "este". Votei neste PS e no anterior, sim. É público. Na última vez, até integrei um blogue de apoio, como tu, sequaz meu, saberás, e quero mesmo crer que saquei uma vintena de votos. Hoje? Hoje manteria o meu voto, por falta notória de alternativa. Nem a que é nem a que há-de ser me oferecem credibilidade. Mas, acima de tudo, sou um devoto sequaz da minha consciência, o que me faz dizer sempre o que penso e ser disso acusado vinte vezes por dia, sob a forma de andar a soldo de alguém ou de alguma coisa. Lamentavelmente, o vil metal e o poder que inebria continuam longe das minhas manápulas.

Aqui termino, que tenho de me ir auto-estimular, se bem me percebes. Espero que este tempo que acabei de te dedicar (ainda foram alguns minutos) te aqueça para mais pérolas como aquela com que terminas o teu delírio: "a culpa da censura é do próprio censurado que tudo fez para forçar os coitados dos censores a confeccionarem aquilo que os Rogérios de sempre juram que afinal nunca fizeram.". Tanta palavra bonita. Gostei particularmente daquela coisa dos "Rogérios de sempre". Claro que aquilo tudo, pelo menos ordenado daquela forma, não quer dizer a ponta dum corno, mas que é bonito é. Continua mandar postais, que a gente diverte-se sempre muito a ler-te. És brilhantemente despiciendo.

Um abraço auto-estimulante.

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