Disforia andropáusica?
"De Henrique Monteiro a 16 de Fevereiro de 2010 às 01:47
Salvo erro, a Ana Matos Pires colaborou no Expresso online, já eu era director do Expresso. Pergunto-lhe se alguma vez foi censurada?
Não sei porque me traz para a baila neste assunto. Sou uma pessoa livre e jamais censurei o que quer que fosse. Se acredita na história da Dª F sobre uma pretensa crítica de Doris Graça Dias, informo-a, com toda a frontalidade, que a Dª Doris não tinha sequer lido o livro que se propunha criticar (ou se o tinha lido não conseguiu dar provas de que o fizera).
De resto é tudo. Lamento a sua duplicidade - ou seja não me dizer na cara, o que escreve, com esperança que eu não veja."
O comentário acima transcrito foi deixado pelo Director do jornal Expresso na caixa de comentários deste meu post. Pois então vamos lá por partes.
De todo, Henrique Monteiro, nunca fui censurada no Aparelho de Estado, e com toda a frontalidade lhe pergunto como devo entender o tempo verbal do verbo colaborar que usou no seu comentário.
De resto, não o trouxe "para a baila neste assunto", linquei um texto do Pedro Adão e Silva que o refere na sequência desta sua afirmação "Tenho em comum com Mário Crespo o facto de trabalharmos num grupo onde nada disto acontece". Foge à verdade, o Pedro? Disse ou não disse que no grupo onde trabalha casos destes não acontecem? Parece-me que em relação a isto não haverá mais nada a acrescentar.
Sobre a "história da Dª F", e supondo que se refere a esta crónica da Fernanda Câncio, já tivemos oportunidade de trocar impressões. Relembro-lhe esta sua twitadela do dia 5 de Fevereiro "@anamatospires Já disse ao @joaopcastro que tem razão" (e, já agora, esta outra que também vem a propósito) - seguramente recorda-se que era sobre a "Dª F" que falávamos, mais exactamente de a ter acusado de mentir.
Em suma, não percebo, portanto, onde está a minha "duplicidade". Essa de eu não lhe dizer na cara o que escrevo na esperança que o Henrique não veja é um fantástico exemplo de uma interpretação selvagem, grave na medida em que me chama estúpida e, mais importante ainda, cobardola. Ora isso, lamento, mas não aceito, nem mesmo entendendo o que escreveu à luz de uma disforia andropáusica na madrugada do dia de Carnaval.

