Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

jugular

Não é por acaso que os movimentos feministas e lgbt se encontram tantas vezes nas mesmas lutas

Um texto hoje publicado no Publico ilustra na perfeição a coincidência de posições (e relembra-me o "Sovkhoz uteino"). Um excerto deste manancial de homofobia, xenofobia e conservadorismo serôdio... Pensando bem transcrevo o texto inteiro -"boldando" o excerto que me propunha transcrever inicialmente -seria uma pena perder-se uma frase que fosse.

A demografia e o casamento entre géneros idênticos

A Demografia é das questões menos estudadas a nível da sociedade e aquela a que os poderes públicos e o comum dos mortais deixou de prestar a mínima atenção.
Preocupados todos, que estamos, com a crise económica; vinculados ao consumismo e à cultura do prazer; anestesiados pela segurança social; sobrevalorizados no nosso ego pelo primado do individualismo e inundados de muitos outros “ismos” com que a comunicação social nos matraqueia o coração e a cabeça, deixámo-nos possuir por perigosos mitos de fundamento néscio – mas apelativos – e somos postos à beira de precipícios cada vez mais perigosos.
Reduzida a mortalidade infantil, instituída a pílula e outros métodos contraceptivos; quebrados os laços familiares tradicionais; caídos aos pés dos arautos da libertação da mulher; instituída a quase obrigatoriedade social daquela trabalhar fora de casa; consolidada a ditadura dos direitos face aos deveres e mais uma quantidade de coisas que seria ocioso enumerar – e de que todos temos sido relapsos a reflectir nas consequências – veio a originar-se uma brutal redução no número de nascimentos. Esta redução teve especial incidência nos países da Europa Ocidental e por extensão em Portugal, países onde se verificou aquilo que é tido pelo maior (e melhor) desenvolvimento da sociedade.
Ora a redução da natalidade que a nível europeu desceu para uma média de 1,4 nascimentos por mulher (em Portugal actualmente está em 1,3) veio colocar a questão da sobrevivência destas sociedades no futuro. De facto sabe-se através de estudos sérios, que uma população para se renovar, cada mulher precisa de conceber 2,1 filhos, em vida e que a mesma população deixa de se poder manter em termos culturais quando esse número desde para os 1,9. Já se sabe isto há muito tempo, mas ninguém liga coisa nenhuma, como se governos e pessoas tivessem sido atacados por um desejo de suicídio colectivo. Faltam braços para o trabalho, jovens para os Exércitos, fecham escolas e passou a existir assimetrias etárias cada vez mais assinaláveis.
O avanço da medicina tem aumentado a esperança de vida das pessoas o que faz com que a população idosa seja cada vez maior, com o aumento de custos para a Segurança Social. E tem sido por esta via – que não é a mais crítica, mas aparenta ser a mais sensível - que alguns governantes se começaram a preocupar: falta-lhes o dinheiro!
 A tudo isto é necessário juntar os fluxos emigratórios e imigratórios. Isto é, por um lado os países ocidentais vêm chegar ao seu território milhões de seres de outros continentes que estão a desfigurar as suas nações e vêm partir,por outro lado, os seus melhores cérebros, que procuram realizações pessoais em países mais avançados, ou de oportunidade.
A demografia tem sido escamoteada com os nascimentos de filhos de emigrantes o que não é propriamente a mesma coisa que nascerem nacionais. A propaganda que favorece e escamoteia tudo isto tomou o nome de “multiculturalismo”. Não estamos a defender ideias racistas, mas a tentar preservar justas aspirações de individualidade cultural(e soberana) e a tentar evitar futuras convulsões sociais graves. Acresce a isto a vontade de organizações internacionalistas em quererem acabar com as Nações...
Face a este descalabro social e nacional, os poderes públicos eleitos justamente para cuidarem do governo da cidade, em vez de colocarem travões às quatro rodas a esta tragédia que fará o holocausto parecer uma coisa menor; restaurarem o cimento familiar e promoverem a fecundidade, optam justamente por fazer o contrário. Satanás não faria melhor…
Em vez de se promover a vida, aposta-se na cultura da morte, de que as leis abortivas e a eutanásia são exemplos maiores; em vez de se organizar a educação e a estrutura da sociedade para a harmonia familiar, tudo se faz para facilitar a dissolução do casal e o afastamento de ascendentes e descendentes; em vez de se apostar nos incentivos à natalidade, preocupam-se em dar subsídios a quem não trabalha, a dar a mão (e seringas) a drogados e em melhorarem as condições a quem se porta mal e está preso (por ex.).
Em vez de haver preocupação em educar para uma natalidade consciente e para o desenvolvimento de uma sexualidade maturada, a única coisa em que se pensa é em impôr aulas de educação sexual nas escolas, de gosto mais do que duvidoso, distribuir preservativos a esmo, etc., e acham que o “vale tudo” é o que está bem, havendo apenas que limitar os estragos.
Os países “mais avançados” do que nós, que apostaram nestas modernices, andam agora a verificar que nenhuma destas avançadíssimas atitudes, melhorou a saúde pública; evitou as gravidezes indesejadas; o número de filhos sem pai; as adolescentes grávidas; o número de abortos feitos em condições clínicas ou outras e toda a parafernália de desarranjos e dramas sociais correlativos. A única coisa que se conseguiu foi a sofisticação da prostituição, o aumento da pedofilia e a prosperidade do negócio pornográfico.
Não parece também haver freio na imoralidade e no deboche.
Perante este quadro o que fez o Parlamento Nacional? Pois mandou tirar os crucifixos das escolas e quer casar machos com machos e fêmeas com fêmeas! Que magnífico alforge de futuros estadistas!


Tenente-coronel João José Brandão Ferreira

9 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Ana Crespo 01.03.2010

    Natalidade consciente? é de facto uma aberração... sexualidade maturada? por amor de Deus, deixem-nos ser animais, quem é que quer aplicar á sexualidade a teoria da evolução das espécies?  Aspiração a um modelo mais construtivo e complexo do que o seguir a pulsão do momento? Desculpem, levantar da cama já dá muito trabalho... Olhar para a história, estudar a história, perceber que aquilo que se passa na "modernidade" já teve lugar debaixo deste Sol e que teve consequências? Não, é demasiado para mim..
    Mas também vindo este texto de um Tenente Coronel, membro daquela tenebrosa organização que sabe o que é uma Pátria (brrrr),o que é o serviço aos outros (também outros devidamente travestidos, com bombos e a fazer barulho na rua sabem!) , o que é dar a vida pelos outros  (quem é que os manda armarem-se?)..

    A profundidade das vossas análises, a delicadeza dos vossos comentários esmagam-me, mais ainda do que a arma do Tenete Coronel......
  • Sem imagem de perfil

    Pedro Nunes 01.03.2010

    Vou ainda mais longe: não só este senhor não tem argumentário que valha a pena rebater, como a própria instituição de que faz parte não tem sentido algum existir nos dias que correm, daí a sua voz ser de uma irrelevância atroz!

    Acabem-se com os milhões inúteis q são gastos com a instituição militar e canalizem-se para a protecção civil, hospitais e escolas públicas, etc. etc. e vão ver que o déficit do país cai e as condições de vida dos portugueses melhora significativamente! Vão ver q as mulheres e homens até procriam mais! Foda-se
  • Imagem de perfil

    manuelcav 01.03.2010

    Fantástico!

    Que bando de inúteis...

    Como é que é possível alguém, como eu, ter a noção que é devido a esse bando de trastes que hoje em Portugal, esse Estado soberano, se fala português e a liberdade é de tal ordem que é possível gente avisada, como o Pedro Nunes, fazer comentarios desta natureza (rematados com um toque da mais elevada classe).

    Como é que é possível o EP mandar gentalha dessa defender a liberdade e a vida, reconstruir a nacionalidade e reforçar a soberania de outros Estados nos 4 cantos do mundo?

    Para que quer o Estado um punhado de ignóbeis sempre dispostos a intervir, independentemente das condições, do risco de vida, dos condicionalismos políticos e que, ainda por cima, juraram sob o empenho da própria vida defender a sua Pátria?

    A protecção civil? Ah, isso é como o próprio nome indica só para civis.

    Os seis Estados mais evoluídos da Europa (na perspectiva de Pedro Nunes) que são aqueles cuja legislação permite explicitamente a adopção de crianças por casais do mesmo sexo: Bélgica, Islândia, Holanda, Suécia, Espanha e Reino Unido, têm vindo a desenvolver as suas capacidades militares (em alguns destes países o orçamento de defesa é 10 vezes superior ao de Portugal) - Deplorável.
     
    Pedro Nunes, a sua IGNORÂNCIA provoca em mim espanto e preocupação.


     
  • Sem imagem de perfil

    Pedro Nunes 01.03.2010

    manuelcav, as suas preocupações, sobretudo comigo, é que me preocupam...

    o papel das forças portuguesas é na maioria desses casos de fazer rir, comparada com a de outras nações... bastaria enviar uma ambulância do INEM para fazerem o mesmo lá e até seria mais útil para as populações... soberania à conta das nossas forças armadas? está a gozar comigo certamente... a única coisa porreira das forças armadas, desde q voltaram à minha terrinha há pouco tempo, é q se vêm uns belos exemplares da human kind, mas eu acho q uma boa rede de ginásios fazia o mesmo, lolo

    quanto ao facto de comparar as nações q têm a adopção por casais do mesmo sexo com os gastos militares é também uma pura parvoíce da sua parte... eu não endeuso nações por tal facto, aliás tenho uma certa aversão ao conceito de nação... sobretudo aquela q apela q tão drasticamente coloca outros seres humanos na categoria de "aqueles q vêm aqui roubar-nos o trabalho e são feios e pretos e assim e reproduzem-se como moscas, ao contrário do nosso decadente ADN".

    já agora para rematar: foda-se, q é sempre uma bela e portuguesa forma de rematar algo.
  • Imagem de perfil

    manuelcav 01.03.2010

    Pedro,

    Já havia reparado, pelo seu comentário inicial, que o seu ADN está decadente.

    Também já havia reparado que é um apátrida e que, porventura, não nasceu, tal como confirma, o conceito de nação não lhe diz nada.

    O INEM faz de facto um trabalho meritório e serei sempre dos primeiros a conferir-lhe esse mérito, no entanto, lamento desapontá-lo, com uma ambulância teria sido impossível reconstruír 71 escolas em Timor (foram os militares portugueses que o fizeram, trabalhando dia e noite).

    Não comparo os gastos com a defesa com a adopção, simplesmente queria assinalar o facto de que os países desenvolvidos se preocuparem com esse aspecto.

    De facto existem belos exemplares de entre os militares, pena é que só os conheça por fora.

    Para rematar coloco-lhe uma questão: onde é que estacionou a nave?
  • Sem imagem de perfil

    Pedro Nunes 01.03.2010


    lol, manuelcav.


    n aterrei em lado nenhum... nem é preciso grande cultura geral para apontar todas as coisas q o exército português vai fazendo aqui e ali. aliás Timor é mesmo a descarga de consciência para tudo e o seu contrário... ainda há de se fazer uma história da má-consciência portuguesa por esse mundo fora e Timor há de ser exemplo claro disso (somos tão bonzinhos e o nosso colonialismo foi tão bom)... tb era o q mais faltava q os militares portugueses pagos com o dinheiro dos meus impostsos n trabalhassem, ou são voluntários dos "leigos para o desenvolvimento" (já agora quem paga as estas alminhas para espalharem bondade pelo mundo)?

    n sou apátrida (traidor à pátria n, já agora!!), n me encho é de patriotismo patrioteiro por tudo e por nada. não duvidaria escolher entre portugal e a coreia do norte para viver... agora, n sou monáquico por afonso henriques ter fundado a nação e ter sido o seu primeiro rei.

    percebo q tenha profundas e emotivas razões para defender o exército, talvez porque tenha feito parte de um desses projectos que "elevam" o nome de portugal até carrazeda de ansiães, agora n me permitir uma atitude crítica face ao mesmo... isso digamos q é pouco democrático...

    ainda a propósito do seu comentário  anterior. percebo, também andei na escola, o papel do exército em muitas situações na história recente de portugal... por exemplo a tal q me deu lilberdade de expressão (amordaçada dizem...). contudo eu vacas sagradas n as tenho e se é para sustentar "asnos", como diz o nuvéns e muito bem, prefiro q seja canalizado para o bem público e n para estados dentro de estados.

    já agora manuel: cav é de cave? parece-me q é por essas bandas q anda...

  • Imagem de perfil

    manuelcav 01.03.2010


    Image

    Pedro,

    Esqueça lá o cav e trate-me como os meus amigos fazem, manuel.

    Não vivo numa cave nem tenho macaquinhos no sotão! mas confesso-lhe que já estive em caves e até em catacunbas bem interessantes.


    As ideias de nada valem se não forem confrontadas, se guardasse as suas só para si e eu as minhas só para mim mais valeria que, aí sim, tivessemos uma caverna para cada um. Isto significa que muito me agrada este debate e que o respeito por isso.

    Há pouco quando dizia que me preocupava o seu comentário era, precisamente, por constatar que o Pedro não faz a mais pálida ideia daquilo que os militares fazem hoje em dia. Posso afiançar-lhe que são muito diferentes de D. afonso Henriques! Mas constato também que a culpa deste desconhecimento não é sua.

    Os militares estão "na ponta da corda" cumprem o que os governantes, legitimamente eleitos por todos, lhes determinam.

    Não é legítimo culpar o soldado de Carrazeda de Ansiães pelos males sociais e muito menos pela política externa portuguesa, no entanto, posso-lhe garantir que esse soldado está na catástrofe da Madeira, nos incêndios em Mação, na queda da ponte de Entre-os-Rios, nas buscas de naufragos no mar, na manutenção da Paz e reconstrução da Bósnia, Kosovo, Congo, Afeganistão, Líbano, Timor, Somália, reconstrução do Haiti....


    Para rematar: o gado asinino não é uma exclusividade dos militares.
  • Sem imagem de perfil

    Pedro Nunes 01.03.2010

    ora Manuel,Image

    era o q faltava dar rédea solta aos militares, e a prova disso é o miserável texto que o público resolveu publicar. era ver fufas e pandeleiros na choldra, pelo testemunho do senhor.

    n é por eles estarem em todas as situações e locais q disse que os torna insubstituíveis. a protecção civil, bem apetrechada, faria todo esse serviço. n vejo onde uma força minúscula, como a portuguesa, possa fazer qualquer diferença, sendo "militar" ou "civil". para mais, muitas das situações q aponta nem sequer são do domínio do estrictamente militar (faz-me lembrar, este tipo de argumentação, aquele q tece loas à Igreja pela sua acção social: foda-se ("penetrem-se", prontoS) chulam o estado e os cidadãos e estão em todo o lado, têm mais q obrigação de lá estar, com a agravante, no caso da Igreja de impingirem moral e bons costumes à conta da minha contribuição involuntária)... ah sim, tínhamos um vaso de guerra no corno de Africa que, para cúmulo do rísivel, teve q devolver piratas ao país de origem...

    mas q situações e q trabalho há q conhecer q n seja do domínio público? caragos, eu tb desempenho o meu trabalho todos os dias e ele n é do conhecimento de 99,999999% da população portuguesa... e por q haveria de ser!!

    com o calor na ponta dos dedos esqueço-me de lhe responder a algumas provocações: como sabe q n conheço o "corpo" militar por dentro? lolol





  • Comentar:

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.

    Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

    Arquivo

    Isabel Moreira

    Ana Vidigal
    Irene Pimentel
    Miguel Vale de Almeida

    Rogério da Costa Pereira

    Rui Herbon


    Subscrever por e-mail

    A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

    Comentários recentes

    • Fazem me rir

      So em Portugal para condenarem um artista por uma ...

    • Anónimo

      Gostava que parasses de ter opinião pública porque...

    • Anónimo

      Inadmissível a mensagem do vídeo. Retrocedeu na hi...

    • Anónimo

      "adolescentes e pré-adolescentes pouco dados à int...

    • Anónimo

      apos moderaçao do meu comentario reitero

    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2008
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2007
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D

    Links

    blogs

    media