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jugular

Não é por acaso que os movimentos feministas e lgbt se encontram tantas vezes nas mesmas lutas

Um texto hoje publicado no Publico ilustra na perfeição a coincidência de posições (e relembra-me o "Sovkhoz uteino"). Um excerto deste manancial de homofobia, xenofobia e conservadorismo serôdio... Pensando bem transcrevo o texto inteiro -"boldando" o excerto que me propunha transcrever inicialmente -seria uma pena perder-se uma frase que fosse.

A demografia e o casamento entre géneros idênticos

A Demografia é das questões menos estudadas a nível da sociedade e aquela a que os poderes públicos e o comum dos mortais deixou de prestar a mínima atenção.
Preocupados todos, que estamos, com a crise económica; vinculados ao consumismo e à cultura do prazer; anestesiados pela segurança social; sobrevalorizados no nosso ego pelo primado do individualismo e inundados de muitos outros “ismos” com que a comunicação social nos matraqueia o coração e a cabeça, deixámo-nos possuir por perigosos mitos de fundamento néscio – mas apelativos – e somos postos à beira de precipícios cada vez mais perigosos.
Reduzida a mortalidade infantil, instituída a pílula e outros métodos contraceptivos; quebrados os laços familiares tradicionais; caídos aos pés dos arautos da libertação da mulher; instituída a quase obrigatoriedade social daquela trabalhar fora de casa; consolidada a ditadura dos direitos face aos deveres e mais uma quantidade de coisas que seria ocioso enumerar – e de que todos temos sido relapsos a reflectir nas consequências – veio a originar-se uma brutal redução no número de nascimentos. Esta redução teve especial incidência nos países da Europa Ocidental e por extensão em Portugal, países onde se verificou aquilo que é tido pelo maior (e melhor) desenvolvimento da sociedade.
Ora a redução da natalidade que a nível europeu desceu para uma média de 1,4 nascimentos por mulher (em Portugal actualmente está em 1,3) veio colocar a questão da sobrevivência destas sociedades no futuro. De facto sabe-se através de estudos sérios, que uma população para se renovar, cada mulher precisa de conceber 2,1 filhos, em vida e que a mesma população deixa de se poder manter em termos culturais quando esse número desde para os 1,9. Já se sabe isto há muito tempo, mas ninguém liga coisa nenhuma, como se governos e pessoas tivessem sido atacados por um desejo de suicídio colectivo. Faltam braços para o trabalho, jovens para os Exércitos, fecham escolas e passou a existir assimetrias etárias cada vez mais assinaláveis.
O avanço da medicina tem aumentado a esperança de vida das pessoas o que faz com que a população idosa seja cada vez maior, com o aumento de custos para a Segurança Social. E tem sido por esta via – que não é a mais crítica, mas aparenta ser a mais sensível - que alguns governantes se começaram a preocupar: falta-lhes o dinheiro!
 A tudo isto é necessário juntar os fluxos emigratórios e imigratórios. Isto é, por um lado os países ocidentais vêm chegar ao seu território milhões de seres de outros continentes que estão a desfigurar as suas nações e vêm partir,por outro lado, os seus melhores cérebros, que procuram realizações pessoais em países mais avançados, ou de oportunidade.
A demografia tem sido escamoteada com os nascimentos de filhos de emigrantes o que não é propriamente a mesma coisa que nascerem nacionais. A propaganda que favorece e escamoteia tudo isto tomou o nome de “multiculturalismo”. Não estamos a defender ideias racistas, mas a tentar preservar justas aspirações de individualidade cultural(e soberana) e a tentar evitar futuras convulsões sociais graves. Acresce a isto a vontade de organizações internacionalistas em quererem acabar com as Nações...
Face a este descalabro social e nacional, os poderes públicos eleitos justamente para cuidarem do governo da cidade, em vez de colocarem travões às quatro rodas a esta tragédia que fará o holocausto parecer uma coisa menor; restaurarem o cimento familiar e promoverem a fecundidade, optam justamente por fazer o contrário. Satanás não faria melhor…
Em vez de se promover a vida, aposta-se na cultura da morte, de que as leis abortivas e a eutanásia são exemplos maiores; em vez de se organizar a educação e a estrutura da sociedade para a harmonia familiar, tudo se faz para facilitar a dissolução do casal e o afastamento de ascendentes e descendentes; em vez de se apostar nos incentivos à natalidade, preocupam-se em dar subsídios a quem não trabalha, a dar a mão (e seringas) a drogados e em melhorarem as condições a quem se porta mal e está preso (por ex.).
Em vez de haver preocupação em educar para uma natalidade consciente e para o desenvolvimento de uma sexualidade maturada, a única coisa em que se pensa é em impôr aulas de educação sexual nas escolas, de gosto mais do que duvidoso, distribuir preservativos a esmo, etc., e acham que o “vale tudo” é o que está bem, havendo apenas que limitar os estragos.
Os países “mais avançados” do que nós, que apostaram nestas modernices, andam agora a verificar que nenhuma destas avançadíssimas atitudes, melhorou a saúde pública; evitou as gravidezes indesejadas; o número de filhos sem pai; as adolescentes grávidas; o número de abortos feitos em condições clínicas ou outras e toda a parafernália de desarranjos e dramas sociais correlativos. A única coisa que se conseguiu foi a sofisticação da prostituição, o aumento da pedofilia e a prosperidade do negócio pornográfico.
Não parece também haver freio na imoralidade e no deboche.
Perante este quadro o que fez o Parlamento Nacional? Pois mandou tirar os crucifixos das escolas e quer casar machos com machos e fêmeas com fêmeas! Que magnífico alforge de futuros estadistas!


Tenente-coronel João José Brandão Ferreira

5 comentários

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    Niamey 01.03.2010

    isso é picuinhisse e má vontade com alguém que tenta raciocinar e escrever ao mesmo tempo. ele não vai saber explicar isso e no Público também se estão nas tintas. que maçada.

    eu, palavra, que nunca conseguiria mandar num jornal porque  mandava um pontapé no pescoço, ao tipo que me aparecesse com um texto destes...agora também não percebo a impavidez com que o jornal publica isto. eu fico parva com o jornal.
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    cecilia 01.03.2010

    Tal e qual. Pasmo perante a publicação deste texto.


    P.S. Acham que este senhor vai chegar a general?

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    ze maria 01.03.2010


    Cara Cecilica. Supostamente a imprensa deve ter isenção! È para informar e não  para formar consciências. Bem sabemos que os media em Portugale stão controlados pelo Lobby Gay, mas ainda assim há uns que têm a coragem de publicar um texto contrário. Mas onde está a vossa tão apregoada TOLERÂNCIA! Ou seja, nós temos de ser tolerantes com tudo oq ue vos vem à cabeça, mas vocês falam em pontapés, chamam e agridem verbalmente toda a gente que se opõe. Tenham juizo e comecem a reflectir a razão de tanto ódio . È que vocês se lessem os vossos comentários com muita atenção verificariam que só transpiram ódio e violência. Não sejam assim, não ganham nada com isso.
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    Cecilia 02.03.2010

    Caro Zé Maria: Antes de mais deixe-me dizer-lhe que não tenho agenda pessoal aqui, não sou homosexual, desconfio bem que nunca vou ser, não faço parte do Jugular nem concordo com muita coisa que aqui se escreve e até tenho pouca tolerância pela palavra tolerância. Portanto, a minha opinião só tem a ver com aquilo que eu considero um direito das pessoas e das sociedades civilizadas. Não menos importante é o meu direito de expressar o meu desagrado por um artigo que considero muito mau, muito feio e muito infeliz.


    Concordo que os media servem para informar, não para formar. Discordo que estejam nas mãos do lobby gay. Agora os media estão sempre nas mãos dos “outros”. O que há é muitos opinadores e cada um é livre de expressar a sua opinião. Uns dizem que sim, outros que não. Só que há opiniões publicáveis e legíveis e outras não. Pessoalmente, há conservadores que leio bem, porventura até com agrado, porque muito embora tenham opiniões diferentes das minhas, as exprimem de uma maneira inteligente, elegante, bem articulada, civilizada. Que é precisamente tudo o que falta a este artigo.


    O senhor em questão, que está legitimamente preocupado com a baixa natalidade, como muitos estamos, resolveu escrever um artigo sobre o assunto em que conseguiu misturar todas as matérias de ordem social que o preocupam com aquelas que ofendem os seus credos, os seus conceitos e os seus preconceitos, que são muitíssimos. E fê-lo muito mal. A começar pelo título, que, francamente, não entendi, e a acabar na conclusão que também não percebi. A única conclusão a que cheguei foi que o Público teve a infeliz ideia de publicar um artigo que, na forma, está mal escrito, mal articulado, mal pontuado, com vocábulos mal escolhidos. E que na substância é uma salada de problemas sociais de variadíssimas causas que nem têm nada a ver com natalidade nem tampouco com casamentos homosexuais. Tudo isso misturado com uma série de preconceitos, num raciocínio pouco claro, muito reaccionário, homofóbico e definitivamente mal esclarecido. E tudo embrulhado numa conclusão brilhante, com a questão do crucifixo e dos machos e fêmeas.


     

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