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Não tenho quaisquer simpatias por charlatães mas isto é uma barbárie

Ali Hussain Sibat é um «psiquíco» libanês que dava conselhos e previa o futuro numa estação de televisão libanesa com transmissão via satélite para todo o Médio Oriente. Infelizmente para Sibat, o seu programa era popular na Arábia Saudita e quando, em Maio de 2008, resolveu ir em peregrinação a este país, foi reconhecido pela polícia religiosa, pomposamente denominada Comissão de Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, que o deteve e acusou de bruxaria. Durante o interrogatório que se seguiu, as autoridades pediram-lhe que assumisse por escrito a sua profissão, prometendo-lhe que se o fizesse iria para casa ao fim de umas semanas. Sibat que, como a maioria dos charlatães, é burro, confirmou que de psiquíco não tem nada e acreditou nos clérigos. Estes usaram a confissão em tribunal como prova da acusação e Sibat foi condenado à morte por decapitação em 2009, num processo em que não teve sequer direito aos serviços de um advogado.

 

A 10 de Março deste ano foi confirmada a sentença que deveria ter sido executada hoje mas foi adiada não se sabe bem porquê. Ou antes, sabe-se. Como confirma de Beirute para o Los Angeles Times o jornalista Meris Lutz, este é mais um braço de ferro entre a religião e a política, com inocentes a sofrerem pelo meio:

One Lebanese legal expert who is familiar with Saudi law and politics described the case against Sabat as a “muscle show” by conservatives who may be seeking to embarrass reformist leaders such as King Abdullah.

 

“I don’t know on what grounds they arrested him, since he didn’t commit [the crime] in Saudi, he’s not a Saudi citizen, and it wasn’t directed against Saudi, and usually one of these criteria must be fulfilled,” the expert said, asking that her name not be published because she travels to Saudi Arabia.

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