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jugular

Entretanto, noutra galáxia

Depois do inominável ataque Israelita à flotilla de Gaza, o sempre inovador jornal i, através da sapientíssima lapiseira do Paulo Pinto Mascarenhas, resolveu destacar, pela negativa, o primeiro-ministro ministro dos negócios estrangeiros turco*, Ahmet Davutoglu. Segundo PPM, apesar de Netanyuahu não estar totalmente isento de responsabilidades, o apoio turco a Gaza é mesmo a grande ameaça à paz mundial. Isso mesmo: os culpados são os Turcos, que, assim como do nada, resolveram perturbar a pacatez do nosso mundo, juntando-se aos maluquinhos que acham que o bloqueio a Gaza é inaceitável e que Israel se comporta como um estado pária, sem qualquer respeito pelos valores que diz defender.

 

Mas os delírios do i não terminam aqui. A cereja em cima do bolo vem de um cavalheiro semi-alucinado, chamado Nuno Whanon Martins (European Affairs Officer do European Friends of Israel junto do Parlamento Europeu), que escreve esta coisa extraordinária:

 

'se é óbvio que a existência de vítimas é sempre de lamentar, a verdade é que, para além das dúvidas em relação a quem começou, a frota queria furar um embargo imposto pelo Estado de Israel a Gaza que se encontra de acordo com as normas do direito internacional...É este o verdadeiro resultado de furar o embargo a Gaza: provocar um novo ataque a Israel. A comunidade internacional deve assim esperar um possível conflito na região, sendo certo que Ancara não estará do lado Ocidental'

 

É um facto: i num instante tudo muda

 

*Errata: O Paulo Pinto Mascarenhas, um jornalista que é pago para escrever estas coisas, tinha-se enganado: Ahmet Davutoglu é ministro, não primeiro-ministro. Eu, que não sou pago para escrever nada, estranhei, mas repeti o que o PPM tinha escrito, pois o meu objectivo não era o de escrever sobre a Turquia - ao contrário daquilo que penso ter sido o objectivo do jornalista do i - mas sobre o PPM. No entanto, e como um erro é um erro, fica a correcção.

4 comentários

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    Luís Serpa 02.06.2010

    O João Galamba é deputado na Assembleia da República Portuguesa; ou seja, é pago para fazer, basicamente, nada; ou muito pouco. E quando se vê a qualidade da legislação que daquela casa sai pede-se, roga-se, aos senhores deputados que façam ainda menos do que o pouco que já fazem.


    Aliás, pergunto-me se não ficaria mais barato ao país mandar os deputados para casa (ou para os outros empregos) com a reforma por inteiro mal fossem eleitos - era dinheiro que se poupava.
  • Estes dois comentários são deploráveis e classificam definitivamente quem os emite.
  • Sem imagem de perfil

    Luís Serpa 02.06.2010

    Experimente trabalhar com a legislação da minha área profissional e vai ver o que é deplorável e qualificativo. E experimente falar com pessoas de outras áreas profissionais e oiça o que ela lhe dizem.


    E já agora: fale com juízes e pergunte-lhes o que eles pensam do nosso quadro legislativo.


    E já agora, se não for pedir muito, explique-me porque é que os meus comentários são deploráveis e me qualificam.
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