O Mundial pode ser usado como pretexto para mostrar a África do Sul que não a dos jogos, estádios, jogadores. É isso que acontece no Maldita Vuvuzela, de Lali Cambra (no El Pais) cujo objecto - objectivo? - é enunciado assim que se entra, "Un acercamiento a la realidad del país, uno de los más desiguales del mundo, más allá del glamour FIFA y de botas de oro con sueldos millonarios. Una Sudáfrica que, quince años después de dejar atrás el sistema racista del Apartheid, todavía tiene muchos retos por delante.".
Era quase inevitável que num espaço como este se recordassem hoje, 16 de Junho, os sinistros massacres do Soweto.
Na sequência do massacre, a FIFA expulsou formalmente a África do Sul das competições oficias. A selecção sul-africana só voltaria a ser reconhecida em 1991, com o fim do apartheid.