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jugular

tradução livre

Anteontem li esta notícia [Procurador da República pede absolvição de Fátima Felgueiras de crimes de corrupção e prevaricação] e não fiquei com a ideia que as alegações do procurador, no caso do saco azul de Felgueiras, tivessem ficado por concluir. Embora tenha pensado que não havia de ter sido bem assim, que faltava ali qualquer coisa, o tempo que não tive impediu-me de procurar outra fontes. Ontem, no mesmo jornal, sob o título Procurador pede prisão efectiva para Fátima Felgueiras compreende-se o que no dia anterior devia ter ficado bem explícito: que as alegações do Procurador se estenderam por dois dias. Em relação a uns crimes pediu a absolvição em relação a outros a condenação da senhora de Felgueiras.
Inocente, despiciendo, de somenos, desculpável? Por certo, até concedo. Mas a verdade é que muita da gente que leu a primeira notícia ficou a pensar que o Procurador tinha pedido a absolvição tout court. Cliquei no primeiro blogue que linkava a primeira notícia e apareceu-me isto: "O que o levou a mudar de opinião entre o dia de ontem e de hoje? A justiça está assim, à mercê de caprichos, ou o Procurador anda às aranhas?"
Tendo em conta o papel determinante da comunicação social na educação e ilustração das massas, reitero que há que ter especial atenção na tradução excessivamente livre que a comunicação social faz da linguagem da justiça - impõe-se mais e melhor formação e muito maior cuidado no tratamento dos factos.

Em tempo: seguindo a dica do Luis, constato que até o avisado Insurgente foi na cantiga. Lá está o que eu digo: contribuição para a educação e ilustração das massas.

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