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jugular

Gotcha!

 

Numa campanha eleitoral marcada pelo humor (o Público de hoje dedica, aliás, um artigo ao tema) este telefonema em que os Justiciers Masqués "apanharam" Sarah Palin merece ser referido. Um dos meus momentos preferidos acontece quando o "apanhador" se refere ao Nailin' Paylin (de que o Paulo já falou aqui no jugular) descrevendo-o como  "the documentary they made on your life.", a resposta dela "Oh, good, thank you, yes,". Liiindo...

Sarah Palin Prank Call - justiciers

da lealdade

Falta-me a expressão em português. Faltam-me as palavras para isto, o estremecimento no título da série produzida por Spielberg sobre um esquadrão de soldados americanos na Segunda Guerra: band of brothers. À letra é, claro, “bando de irmãos”, mas não transporta o grito de Henrique V na peça de Shakespeare, quando incita as parcas tropas à batalha no dia de São Crispim e garante: “hoje, aquele que verter o seu sangue por mim será meu irmão – nós, estes poucos, nós, punhado de sortudos, nós, bando de irmãos”. Não, nem sequer tenho uma expressão para essa outra que é nome de filme e de canção: stand by me. A tradução oficial diz: “fica comigo”. Mas não é bem isso, ou melhor, não é apenas isso, é algo como “acompanha-me, sustenta-me, segura-me, defende-me, atravessa-te, morre por mim”. Uma ideia sacrificial nestas palavras, a vibração pungente da entrega, qualquer coisa de visceral, quente, sublime.

É da natureza dos homens falhar, faltar, trair.

Ouvi bem?

Não estava muito atenta, mas pareceu-me ouvir, há coisa de um quarto de hora na SIC, que o Papa teria assinado hoje um documento onde se determina a obrigatoriedade da avaliação psicométrica aos candidatos a padres para detecção de traços de... homossexualidade. Foi isto que foi dito?

Jornais de referência

Como notícia de primeira página, o Record Expresso decide destacar uma entrevista com...o barbeiro de Obama. Não havendo técnicos de equipamentos, é o que se arranja. Nuns e noutros, a mesma pequenez e a visão essencialmente doméstica da realidade. Como dizia o outro: triste país o nosso.

ideias fracturadas

hoje, num serviço noticioso da sic notícias, foi mencionada a sondagem euro-sondagem-expresso-renascença-sic (acho que é assim) que revela que mais de 50% dos inquiridos defendem a eutanásia (encarada como a possibilidade de um doente pôr legalmente, isto é, com ajuda, fim à vida se assim entender). o número de respostas contra é, salvo erro, de 37%. a pivot frisou que mostra que 'é um tema fracturante na sociedade'. como parece que não havia nenhuma pergunta sobre isso na sondagem, depreende-se que quem escreveu o pivot acha que isso é óbvio. estranhamente, o resultado seguinte mencionado, o da nomeação de santana lopes para candidato à câmara de lisboa, com resultados semelhantes (50 e tal por cento contra, 30 e tal por cento a favor) não surge como 'fracturante'. o qualificativo de 'fracturante' surge pois não como decorrência dos resultados de uma sondagem (por exemplo o facto de dividir claramente as opiniões 'ao meio'), mas como um a priori. de tal modo que perante o facto de a eutanásia ser vista favoravelmente pela maioria -- o que surgirá como uma surpresa num universo em que mais de 80% dos inquiridos se dizem católicos, já que a doutrina oficial do catolicismo condena muito claramente a morte auto-inflingida -- ainda se insiste em considerar o resultado como algo que fractura. fractura porquê, fractura o quê? onde está a quebra, a ruptura, o conflito aberto? melhor perguntado: onde está o drama implícito na expressão fracturante?

 

espantoso é que este tipo de 'objectividade jornalística' escandalize tão pouca gente. adivinho, porém, que se a pivot frisasse, como ontem fez manuela moura guedes, que se trata de uma opinião que entra em contradição com a identificação da maioria dos inquiridos como católicos -- o que nada tem de opinativo e tudo tem de rigoroso --, não faltaria quem se indignasse com 'o ataque à igreja'. enfim.

Presunção e água benta

Vai um alvoroço pelas caixas de comentários do «visto do deuteronómio» com alguns crentes com mais propensão para a cristianovitimização a acusarem-nos explicitamente, a mim e à f., de acirrar o ódio contra o catolicismo. Por exemplo, um tal Cam escreve pérolas como «Fosse outro o dominante cultural e com textos como estes tinhamos ataques de desiquilibrados (sic) a crentes inocentes».

Não sei onde o Cam se inspira para tais efabulações mas acho sempre espantoso o autismo subjacente a este tipo de acusações assim como acho espantoso que quem as debita não se aperceba de que com elas confirma as críticas que lhes fazemos. Isto é, parece ser frequente nos crentes o sentimento de Don Horrocks da Aliança Evangélica, que carpiu há dois anos «Os homossexuais têm direitos, mas as pessoas religiosas também os têm e potencialmente são incompatíveis». Ou seja, parece ser prevalecente a ideia de que os «direitos» cristãos se devem sobrepor aos direitos dos restantes e que não aceitar isso é  perseguição, é «interferir com a liberdade de alguém manifestar a sua religião» já que os devotos «não podem nem devem ser obrigadas legalmente a respeitar indíviduos ou organizações cujas crenças ou estilos de vida são anátema para os cristãos».  Resumindo, acho espantoso que para tantos devotos seja um direito inalienável desrespeitar os indíviduos que não seguem as crenças cristãs e que simultaneamente considerem ser  acirrar o ódio contra o cristianismo criticar essas crenças.

Eleições americanas: em directo de Lavacolhos

Como não podia deixar de ser, também a jugular vai ter o seu enviado especial às eleições norte-americanas. Como não havia verba para o mandar para os States, mandámo-lo, e ao seu rádio a pilhas, para Lavacolhos, aldeia do interior beirão, onde só se apanha AM (e às 5ªs feiras). Assim, a partir de 5ª feira da próxima semana, teremos novidades em primeira mão. Se até lá algum órgão de comunicação social avançar com resultados, não acreditem. De Lavacolhos é que é fidedigno.

 

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