onde é que eu ia? ah, the word that tells nothing, the word that tells everything
duas versões de 'in a manner of speaking', dos belíssimos e também oitentíssimos tuxedomoon. atente-se à letra.
e esta, dos nouvelle vague, ao vivo em barcelona.
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duas versões de 'in a manner of speaking', dos belíssimos e também oitentíssimos tuxedomoon. atente-se à letra.
e esta, dos nouvelle vague, ao vivo em barcelona.
esta cena das canções de amor começou aqui, como aliás a joão já disse. e não pode acabar sem uns new orderzitos, uma das minhas bandas favoritas de sempre (e, parece, do miguel morgado -- é nestas coisas, parece, que a esquerda e a direita, mesmo a esquerda muito laica e a direita muito católica, se encontram). muito difícil escolher uma canção dos new order. não concordo com o miguel morgado que 1963 seja a melhor, nem de amor nem dos no. há pelo menos 10 tão boas como e ceremony, a primeira da banda, cover da do mesmo nome dos joy division e editada como homenagem a ian curtis pelos restantes jd, é ainda capaz de me comover, 20 e tal anos (muitos, portanto) depois de a ter ouvido pela primeira vez na rádio comercial, no já citado som da frente de antónio sérgio. como temptation (canção de desejo, pronto) e uma série delas de movement (the him, por exemplo), power corruption and lies e por aí fora. ainda assim, thieves like us, até pelo título, é a escolhida para esta série. a versão postada é de 1983, live on tv, e adoravelmente desafinada.
(andar a espreitar conversas em caixas de comentários sobre as melhores canções de amor dá nisto)</p>
esta vai só em audio. e mais esta:
Cinco professores de Economia assinam hoje no Público o artigo "A ciência económica vai nua?", de que copiei os seguintes extractos:
"A teoria económica dominante é profundamente insensível à realidade. Constitui, em geral, uma abstracção desatenta e trata os acontecimentos difíceis como um problema que não é dela."
"Os livros-texto que hoje dominam falam de racionalidade e de equilíbrio, abstracções insensatas que a prova empírica contesta com violência. Teorias deficientes têm, pois, ocupado o lugar das mais prudentes, das mais capazes de perceber que o económico não é uma esfera autonomizável do institucional, do político, do social, do psicológico. No passado, era mais fácil encontrar manuais mais pluralistas e sensíveis às estruturas institucionais da realidade, mais baseados em lições retiradas de padrões históricos e não somente em deduções lógico-matemáticas. O ensino dominante não tem municiado os estudantes para conhecerem o mundo real e para o interpretarem (...)."
bom, são para aí umas cem, bom, vinte, pelo menos, na minha contabilidade. já há uns tempos tinha proposto esta espécie de concurso aos meus co-bloggers, mas não me ligaram. queria ressuscitar uma série que nos anos 80 antónio sérgio -- a quem devo ter-me revelado os cure, os joy division, os new order, and so on -- criou no som da frente da rádio comercial, a série songs of love and hate. os ouvintes propunham e votavam. já não me lembro qual ganhou, mas wild thing (versão siouxsie) andava lá perto. claro que love will tear us apart, tomorrow dos u2 (na altura uma das minhas favoritas) e, creio, algo dos desaparecidos passions também andavam no barulho.
agora, ando convencida de que into my arms, do nick cave, é a minha favorita. mas be mine, dos rem, também não tá nada mal (numa versão menos épico-religiosa que a do cave, mais apropriada a amores tranquilos e felizes, seja lá isso o que for) e take me home, crystal gale e tom waits na banda sonora de one from the heart. dentro do género trágico, song for europe (roxy music, aqui numa imperdível versão de 1979), umas três ou quatro dos portishead e dos tindersticks, reel around the fountain dos smiths e, claro, quase tudo o que chet baker cantou -- there will never be another you, time after time, e, evidentemente, my funny valentine. perfect day também é uma bela canção de amor perdido. como com que voz, na versão amália. género lust: o you look so fine, dos garbage, does the trick. por exemplo.
eu até punha aqui os vídeos -- nomeadamento o do cave e talvez, hum?, o dos rem -- se soubesse pôr vídeos. mas não sirvo para nada, por isso vou esperar que alguma boa alma se apiede de mim. é quase natal, e tal.
Ontem passei a tarde em Peniche, acompanhada por 50 alunos do 12º ano de uma escola de Lisboa. Outra blogger acompanhou a visita e antecipou-se a mim na descrição daquilo que vimos
A Joana deixa implícito, e eu subscrevo, que se fosse pedido a uma qualquer turma deste país para organizar uma exposição escolar sobre a resistência ao Estado Novo o resultado superaria facilmente aquilo que é oferecido aos visitantes do Forte de Peniche.
Durante a campanha de recolha de alimentos que decorreu no fim de semana passado, os meus ouvidos (ou terá sido a minha imaginação?) foram brindados com estas duas pérolas rascas:
1) ó mamã, o que é que os pobres comem?
2) olha lá pá, não seria melhor dar-lhes preservativos?, para ver se não se reproduzem que nem coelhos.
«A emissão online do plenário da Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM) voltou ontem a ser retardada cinco minutos para permitir o corte de "cenas desprestigiantes" para este primeiro órgão do governo da região.» [Público]
Para plena eficácia, e já que falamos de cenas desprestigiantes na Madeira, talvez seja mais prático tapar a ilha toda.
"Não ando aqui para ver passar os navios", terá dito Miguel Mendonça. Hummm, será que prepara a sequela?
Se se confirmar que a operação orquestrada pelo Banco de Portugal carece de efectivo suporte legal, o governo ainda estará a tempo de se des-solidarizar dela.
Seria muito grave que entrássemos em 2009 - ano em que decerto necessitaremos de uma intervenção decidida, persistente e consistente dos poderes públicos na esfera económica - com um executivo estupidamente fragilizado por uma iniciativa tão injustificável quanto injusta.
Ultimamente, quando vejo um professor liceal aos berros (convenço-me, aliás, que será o estado natural de alguns deles) lembro-me sempre do bloqueio dos camionistas.
(eis a lista de restaurantes e entidades onde pode entregar o óleo usado)
A história que desde há dias anda a a abalar os media franceses (e que está resumida aqui "C'est un pays dans lequel la police peut débarquer chez le journaliste d'un quotidien, l'humilier devant ses enfants, l'insulter, le menotter, le déshabiller complètement au dépôt... A cause de quelques mots écrits dans ce journal qu'il a dirigé pendant quelques mois.") tem-me vindo a interessar em parte porque se liga a algumas conversas que já tivemos aqui, entre membros do Jugular, a propósito de moderação ou não de comentários. O processo que fez com que Vittorio de Filippis fosse conduzido à polícia, com o espalhafato descrito, tem na origem um comentário escrito por um leitor, publicado no site do Libération, durante o curto período em que ele foi seu director. Tal comentário foi considerado difamatório pelo visado e, apesar de não ser da autoria de um jornalista da casa, a responsabilidade foi judicialmente imputada ao Libération. Assumo que tenho tido uma postura, reconheço agora, naif e que nas nossas discussões caseiras sempre achei que fazia pouco sentido sermos responsabilizados por escritos de outrém. Penso que a legislação francesa não deve ser muito diferente da nossa neste departamento e venho, por isso, dar razão aos meus co-bloggers que, pacientemente, me tentaram fazer ver a luz.
P.S. - Nada disto obsta a que não ache completamente idiota tal imputação.
Pelo Jorge C. descobri que no Cachimbo se discute qual é a melhor canção de amor de sempre. Ainda não fui espreitar as damas defendidas por lá para não haver qualquer hipótese de contaminação mental... bof, essa hipótese nem sequer se põe, não há a menor dúvida que esta é a melhor canção de amor de sempre, basta saber ler.
Archbishop Celestino Migliore, the Holy See's permanent observer at the United Nations, has criticized a proposed UN declaration, backed by all 27 European Union nations, to condemn discrimination based on sexual orientation and gender identity. Supporters of the declaration, which will be presented to the UN later this month, hope that it will be a step towards the worldwide decriminalization of homosexual activity. In view of the impending declaration, the parliament of Burundi voted to criminalize homosexual acts. Catholics make up 67% of Burundi’s population.
Um capelão militar nos Estados Unidos descobriu algo tão «revolucionário» que resolveu transmiti-lo ao vivo e a cores para 1000 soldados numa reunião obrigatória e partilhar a sua descoberta em powerpoint com mais 5000. O capelão Christian Biscotti propõe na sua apresentação uma receita eficaz para baixar as taxas de suicídio entre os soldados, que aparentemente considera não terem nada a ver com os horrores da guerra mas com os horrores da ciência, nomeadamente devem-se a um malfeitor chamado Charles Darwin.
Na sua apresentação, Biscotti diz que a solução para o suicídio nos militares é o criacionismo, isto é, basta convencer os soldados de que a evolução é falsa, uma mentira inventada por mentes preversas como o referido Darwin e ainda Karl Marx, e explicar-lhes que eles foram criados especialmente por Deus (quiçá de propósito para matar infiéis) para os militares deixarem de contemplar o suicídio.
Rogério da Costa Pereira
Rui Herbon
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The times they are a-changin’. Como sempre …
De facto vivemos tempos curiosos, onde supostament...
De acordo, muito bem escrito.
Temos de perguntar porque as autocracias estão ...
aaaaaaaaaaaaAcho que para o bem ou para o mal o po...