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O lado negro da recolha de alimentos

Durante a campanha de recolha de alimentos que decorreu no fim de semana passado, os meus ouvidos (ou terá sido a minha imaginação?) foram brindados com estas duas pérolas rascas:

 

1) ó mamã, o que é que os pobres comem?

2) olha lá pá, não seria melhor dar-lhes preservativos?, para ver se não se reproduzem que nem coelhos.

Pragmatismo

«A emissão online do plenário da Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM) voltou ontem a ser retardada cinco minutos para permitir o corte de "cenas desprestigiantes" para este primeiro órgão do governo da região.» [Público]

 

Para plena eficácia, e já que falamos de cenas desprestigiantes na Madeira, talvez seja mais prático tapar a ilha toda.

Esta história da salvação do BPP é mesmo tão má quanto parece

Se se confirmar que a operação orquestrada pelo Banco de Portugal carece de efectivo suporte legal, o governo ainda estará a tempo de se des-solidarizar dela.

Seria muito grave que entrássemos em 2009 - ano em que decerto necessitaremos de uma intervenção decidida, persistente e consistente dos poderes públicos na esfera económica - com um executivo estupidamente fragilizado por uma iniciativa tão injustificável quanto injusta.

2 em 1: ajudar a AMI e o Ambiente

 

Ao aderir ao projecto de Recolha de Óleos Alimentares Usados não só evita a poluição da água como está a transformar o óleo em Biodiesel, uma  fonte renovável de energia que diminui as emissões de CO2. Além disso, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social em Portugal.

 

(eis a lista de restaurantes e entidades onde pode entregar o óleo usado)

Toalha ao chão (aka "Peguem lá o prémio")

A história que desde há dias anda a a abalar os media franceses (e que está resumida aqui "C'est un pays dans lequel la police peut débarquer chez le journaliste d'un quotidien, l'humilier devant ses enfants, l'insulter, le menotter, le déshabiller complètement au dépôt... A cause de quelques mots écrits dans ce journal qu'il a dirigé pendant quelques mois.") tem-me vindo a interessar em parte porque se liga a algumas conversas que já tivemos aqui, entre membros do Jugular, a propósito de moderação ou não de comentários. O processo que fez com que Vittorio de Filippis fosse conduzido à polícia, com o espalhafato descrito, tem na origem um comentário escrito por um leitor, publicado no site do Libération, durante o curto período em que ele foi seu director. Tal comentário foi considerado difamatório pelo visado e, apesar de não ser da autoria de um jornalista da casa, a responsabilidade foi judicialmente imputada ao Libération. Assumo que tenho tido uma postura, reconheço agora, naif e que nas nossas discussões caseiras sempre achei que fazia pouco sentido sermos responsabilizados por escritos de outrém. Penso que a legislação francesa não deve ser muito diferente da nossa neste departamento e venho, por isso, dar razão aos meus co-bloggers que, pacientemente, me tentaram fazer ver a luz.

 

P.S. - Nada disto obsta a que não ache completamente idiota tal imputação.

Começar bem o dia

Pelo Jorge C. descobri que no Cachimbo se discute qual é a melhor canção de amor de sempre. Ainda não fui espreitar as damas defendidas por lá para não haver qualquer hipótese de contaminação mental... bof, essa hipótese nem sequer se põe, não há a menor dúvida que esta é a melhor canção de amor de sempre, basta saber ler.

Uma religião de amor e tolerância

Archbishop Celestino Migliore, the Holy See's permanent observer at the United Nations, has criticized a proposed UN declaration, backed by all 27 European Union nations, to condemn discrimination based on sexual orientation and gender identity. Supporters of the declaration, which will be presented to the UN later this month, hope that it will be a step towards the worldwide decriminalization of homosexual activity. In view of the impending declaration, the parliament of Burundi voted to criminalize homosexual acts. Catholics make up 67% of Burundi’s population.

Presunção e Água Benta - V

Um capelão militar nos Estados Unidos descobriu algo tão «revolucionário» que resolveu transmiti-lo ao vivo e a cores para 1000 soldados numa reunião obrigatória e partilhar a sua descoberta em powerpoint com mais 5000. O capelão Christian Biscotti propõe na sua apresentação uma receita eficaz para baixar as taxas de suicídio entre os soldados, que aparentemente considera não terem nada a ver com os horrores da guerra mas com os horrores da ciência, nomeadamente devem-se a um malfeitor chamado Charles Darwin.

Na sua apresentação, Biscotti diz que a solução para o suicídio nos militares é o criacionismo, isto é, basta convencer os soldados de que a evolução é falsa, uma mentira inventada por mentes preversas como o referido Darwin e ainda Karl Marx, e explicar-lhes que eles foram criados especialmente por Deus (quiçá de propósito para matar infiéis) para os militares deixarem de contemplar o suicídio.
 

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