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jugular

'o estado laico lida mal com a santidade'

diz o cardeal patriarca, que queria 'mais presença do estado' na celebração da cura do olho da sra d. guilhermina de jesus. fala como quem lamenta a separação entre estado e religião e diz que 'dantes' era diferente. dantes era diferente, era, josé policarpo. ó, tão diferente. falou-se muito dessa diferença ainda ontem, não reparou? mas não tão diferente que o presidente da república não fizesse uma mensagem a ordenar-nos a todos alegria (ver, ouvir e pasmar aqui, via joana lopes). não tão diferente que tenha havido nos media quem tivesse feito algo de mandatório: um retrato histórico, na medida do possível rigoroso, do ora santificado. de repente, parece que ficámos sem historiadores, sem medievalistas, sem fontes. e ainda há quem se queixe da 'desonestidade ateísta'.

Morte e miséria nas Filipinas

Embora se debata com uma inexplicável míngua de vocações, a Igreja católica é toda-poderosa nas Filipinas, país no qual são seguidas à risca as emanações vaticânicas em especial no que à sexualidade diz respeito, pelo menos a nível das disposições legais. Assim, o divórcio não é permitido, excepto para a reduzida comunidade muçulmana na qual se aplica a… Sharia, são censurados abertamente todos os programas de televisão que mostrem modos de vida diferentes do preconizado pela Igreja, os direitos da mulher são uma aberração do «feminismo radical» e, claro, falar em saúde reprodutiva das mulheres é uma blasfémia

 

Todos os métodos contraceptivos «artificiais», preservativo incluído, são assim um anátema neste tão católico país. Aliás, para não haver quaisquer dúvidas, o ano passado a Igreja Católina filipina emitiu um comunicado oficial informando que o Vaticano não permite que usem preservativos duas pessoas casadas em que uma delas está infectada com o vírus da SIDA .

 

Ao que isto chegou...

Um estudo de opinião recentemente realizado nos EUA revela uma surpreendente hesitação da opinião pública americana acerca das vantagens relativas do capitalismo sobre o socialismo:

"Only 53% of American adults believe capitalism is better than socialism.

"The latest Rasmussen Reports national telephone survey found that 20% disagree and say socialism is better. Twenty-seven percent (27%) are not sure which is better.

"Adults under 30 are essentially evenly divided: 37% prefer capitalism, 33% socialism, and 30% are undecided. Thirty-somethings are a bit more supportive of the free-enterprise approach with 49% for capitalism and 26% for socialism. Adults over 40 strongly favor capitalism, and just 13% of those older Americans believe socialism is better.

Investors by a 5-to-1 margin choose capitalism. As for those who do not invest, 40% say capitalism is better while 25% prefer socialism.

"There is a partisan gap as well. Republicans - by an 11-to-1 margin - favor capitalism. Democrats are much more closely divided: Just 39% say capitalism is better while 30% prefer socialism. As for those not affiliated with either major political party, 48% say capitalism is best, and 21% opt for socialism."

O tio Zé


 

Apesar de ser apenas 5 meses mais velha que o Paulo tenho, ao contrário dele, imagens vívidas daquele dia em 1974, do entusiasmo dos meus pais, de brincar na rua aos "fascistas e ao MFA"... E do tio Zé, o velhinho pequenino e amoroso, irmão da avó Margarida, de quem só soube a verdadeira história naqueles dias que mediaram o 25 de Abril e o 1º de Maio (dia em que acompanhámos, delirantes, os meus pais à manifestação que ninguém que lá esteve esquecerá).

Lembro-me muito bem de ter passado a olhar o Tio Zé com olhos diferentes, de me interrogar como é que aquela figura franzina, que tinha passado por tanto, era aquele mar de ternura, de bonomia, de delicadeza. Morreu pouco tempo depois mas a minha mãe dizia que ter vivido tempo suficiente para assistir ao 25 de Abril tinha-lhe feito sentir que Aljube, Peniche, Tarrafal e tudo o resto tinha valido a pena. E eu todos os anos, quando este dia chega, me lembro dele.

A liberdade não é uma palavra vã

Vou escrever sobre aquilo que não vivi. Tinha 7 anos em 1974 e tenho apenas imagens vagas sobre o que ocorreu então e o que se passou antes. Já adolescente pertenci a associações de estudantes no liceu e os primeiros despertares para as questões políticas remontam aos primeiros anos da década de 1980, quando os problemas e as preocupações eram já outras. Vagueei próximo da JC durante uns tempos, ao mesmo tempo que frequentava a Festa do Avante e tinha fama de comunista em alguns círculos, e de "CDS" noutros, o que me fazia rir. Nunca me filiei em nenhum partido, se calhar por causa disso mesmo. Do riso, principalmente.

 

 

A insustentável leveza da ignorância

O Politico constata um facto sobre o GOP «se inquirirem 15 republicanos sobre alterações climáticas  recebem 20 respostas diferentes», algumas delas disparates totais.

 

Mas sem dúvida que o prémio da idiotice vai para o  lider da bancada republicana no Senado. Numa entrevista na ABC com George Stephanopoulos, John Boehner explicou que é hilariante a ideia de que o CO2  contribui para alterações climáticas, uma vez que os humanos o libertam quando respiram assim como as vacas, bem, quando fazem o que fazem - na realidade a implícita flatulência das vacas liberta metano, não CO2.   Mais concretamente, Boehner tentou explicar por que razão a bancada republicana se opõe aos planos de Obama de controle das emissões de gases de efeito de estufa, em particular do CO2:

 

«a ideia que o dióxido de carbono é um carcinógeno danoso para o ambiente é quase cómica. De cada vez que exalamos, exalamos dióxido de carbono, todas as vacas do mundo, cada vez que fazem o que fazem temos mais dióxido de carbono. E por isso eu penso que é claro».

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