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jugular

Twingly top 10

 

Em Fevereiro, a jugular figurava, para o twingly, em 27º lugar no top 100 da bloga em língua portuguesa, em 10º entre os blogs escritos em Portugal. Três meses depois, «subimos» 11 lugares na tabela linguística e 5 na nacional. Obrigado a todos.

 

E para manter o lema com que a Ana nos apresentou, uma notícia fresquinha no meu mail :

 

Pela primeira vez, o Comitê Contra a Tortura das Nações Unidas abordou este mês o caso da penalização de toda forma de aborto em um país como medida que violenta direitos humanos fundamentais. Esse país é a Nicarágua. O Comitê, reunido em seu 42º período de sessões na cidade suíça de Genebra, pediu urgência ao Estado nicaraguense para reverter a reforma legal que em 2006 penalizou sem exceções o aborto voluntário, e cobrou flexibilidade, especialmente em casos de violação e incesto. Foi no dia 14 que o Comitê expressou "sua profunda preocupação pela proibição geral do aborto", contida em vários artigos do Código Penal reformado em 2006 e que entrou em vigência no ano passado.

Retrato de um Portugal alternativo

Manuela Moura Guedes, incorrendo num manifesto erro de apreciação do carácter de Marinho e Pinto, convidou-o para o habitual desfile de sexta-feira. Claramente, MMG não fazia ideia de quem era MP, tirou mal as medidas ao adversário e a coisa deu no que deu. Quem diz o que quer, ouve o que não quer.

Curiosamente, isto aconteceu precisamente na única entrevista em que eu poderia subscrever algumas palavras da apresentadora do show – designadamente, ao demonstrar a contradição em que MP incorria por não convocar  agora a assembleia-geral a que, há cerca um ano atrás, perspectivando - mas não crendo - em tal cenário, tinha dito sim, senhores, não deixarei de o fazer.

Ao contrário de algumas opiniões que tenho ouvido, incluindo a do eclipsante Carlos Abreu Amorim, tenho a certeza que MP não ia preparado para o que sucedeu, o mesmo que dizer que não tinha planeado aquele tipo de reacção, nem sequer como plano B. MMG foi enchendo o copo, naquele seu aprazível estilo gota-a gota, e deu-se o inevitável. MP, honra lhe seja feita, não é de mandar recados e não reage a frio, que acredito será o equivalente dele ao conceito de extemporâneo.  

Só quem não conhece MP, e seria o caso da MMG, poderia esticar tanto a corda perante tal competidor (foi assim que a entrevista foi pensada: como um duelo).

Embora tenha apreciado algumas das verdades que MP bradou, não posso deixar de sublinhar que, mais uma vez, MP se esqueceu do cargo que ocupa. Esqueceu-se que quando fala, falamos todos, quando asneia, asneamos todos. Mas, ninguém mo tira da cabeça, MP tem a sua agenda fora da Ordem – não sei se política, se extra-política, mas tem-na. Claramente. Poderia elencar mais motivos, mas quedo-me pela inusitada proposta de revisão dos estatutos e a retirada, para a frente e em força, de apoios aos conselhos distritais.

Entretanto, o capital, chamemos-lhe mediático, que MP já amealhou começa a ser apetecível para grupelhos políticos cujo discurso demagógico não difere muito do daquele. Não há pedra que não revolvam, desgraçados a que não acudam, incêndio que não ateiem para depois fazer de conta que o apagam. MP, de metralhadora na mão, atira a torto e a direito, no que faz lembrar aqueles jogos de computador onde seria suposto matarmos apenas os maus que nos aparecem. Para MP e para quem o há-de apoiar noutras guerras, parece ser legítimo, e porque não?, arrancar o sobreiro se tal for necessário para abater a erva-daninha.

A ironia de tudo isto é que, o traço final do perfil que MP procurava desenhar para si foi feito, ao estilo do feitiço que se vira contra o feiticeiro, no menos expectável dos cenários, tendo em conta as recentes declarações de MP sobre o caso Freeport. Na TVI.

Entretanto, mudando de dia, e para baralhar mais ainda cabeça aos extra-terrestres que nos perscrutam, a ERC deliberou. E quando a ERC delibera tudo pode acontecer. Desta feita, começa por reprovar “a actuação da TVI por desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística”, após o que a insta (o quer que isso queira significar em termos de acção-reacção pretendida) a cumprir de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção. Qual seja, exactamente, a consequência do desrespeito por tão impositiva advertência ninguém suspeita. De seguida, e já no domínio do melhor nonsense, a ERC considera “verificada, à luz da análise efectuada, a possibilidade de a TVI ter posto em causa o respeito pela presunção de inocência dos visados nas notícias”. Considera verificada a possibilidade! Estamos, pois, perante um juízo em que o decisor não tem a certeza do que decide, porque, convenhamos, considerar verificada a possibilidade de algo ter acontecido é exactamente o mesmo que considerar verificada a possibilidade de algo não ter acontecido. E, na dúvida, absolva-se. Foi isso que a ERC, sem dizer, quis dizer – e curiosamente, ou talvez não, no mesmo ponto onde alude ao instituto da presunção de inocência. E para que ninguém fique com dúvidas, lá vai outra no cravo: a ERC reafirma, “sem prejuízo do antes exposto, o papel desempenhado pelos órgãos de informação nas sociedades democráticas e abertas como instâncias de escrutínio dos vários poderes, designadamente políticos, sociais e económicos”. Reafirmar sem prejuízo do antes exposto, quando o antes exposto é incompatível com que ora se expõe equivale, salvo melhor opinião, a dar o dito por não dito. Que é como quem diz, para a frente é que é o caminho.

Confusos? Habituem-se, que este retrato à desgarrada promete ser o do Portugal dos tempos que hão-de correr.

 

Em tempo: "O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considera reprovável o desempenho da jornalista Manuela Moura Guedes na condução do "Jornal Nacional - 6ª", na sequência da discussão que a apresentadora teve em directo com o bastonário da Ordem dos Advogados." [DN]

Mistérios

Consta que Alasdair MacIntyre é um filósofo muito do agrado de alguma direita. Se não me engano, até João Pereira Coutinho já se fartou de o elogiar. E agora temos a Carla Hilário Quevedo, que entrou em delírio quando percebeu que o António Figueira tinha referido o nome do ilustre filósofo. Mas este entusiasmo da diireita é — no mínimo — misterioso.

 

A  direita é conhecida por ridicularizar os "pós-modernos" por estes desvalorizarem coisas como a verdade; por reduzirem tudo a interpretações, discursos, narrativas; por gostarem de autores obscuros e palavrosos, sem qualquer conteúdo que não uma certa pseudo-erudição mistificadora. Mas, a ser alguma coisa, MacIntyre é um católico que, à falta de melhor, podemos designar de pós-moderno. Ele pode escrever muito sobre Aristóteles e São Tomás de Aquino, mas todo o seu pensamento depende da inexistência (da perda) de algo que esses dois pensaodres tomavam como um dado — a natureza. Alias, o que MacIntyre escreve num dos seus livros mais famosos — After Virtue — acompanha a crítica da modernidade e da razão instrumental de autores como Adorno, Horkheimer ou Marcuse. Até o acusam de relativismo, imaginem. A diferença, simplificando (muito) , é que MacIntyre complementa esses autores com a tradição (essencialmente narrativa) Católica. Mas o Catolicismo de MacIntyre é tudo menos ortodoxo, uma vez que rejeita categoricamente a (possibilidade) da fundamentação tradicional das verdades do catolicismo: o catolicismo de MacIntyre é exclusivamente narrativo e anti-essencialista (um termo que os pós-modernos adoram), de práticas discursivas que não podem ser justificadas (que são aquilo a partir do qual se pode justificar o que quer que seja). Os pós-modernos podem retirar conclusões diferentes, mas não estão assim tão distantes do ilustre filósofo da universidade católica de Notre Dame.

Pensemos mais do que três segundos sobre esta questão

Ao contrário do que escreve o Tiago, não bastam dois segundos para pensar nas implicações da lotaria genética sobre o políticas redistributivas; é preciso três. Um dos problemas (há vários) dos argumentos baseados na genética é o de impedirem qualquer tipo de juízos de mérito ou demérito, e, por isso, se nos mantivermos dentro deste tipo de raciocínio, o Tiago não pode utilizar o seguinte exemplo:

 

"Imaginemos que a teoria está provada e que tudo funciona realmente como um jogo de sorte e azar. Por sorte, o Camilo nasceu esperto. Por azar, o António nasceu pouco esperto. Como tal, o Camilo safa-se e o António não. É mau, é triste, bem sei. Mas será que o Camilo pode ser responsabilizado e penalizado apenas porque o António não teve a mesma sorte que ele? A culpa é do Camilo? Não. Se a culpa não é do Camilo, qual é o direito do António de exigir que se roube o que o Camilo ganhou e se lhe dê?. Este raciocínio levado, ainda mais, ao absurdo iria permitir que a todas as pessoas do mundo ocidental fosse retirada toda a riqueza, pois tudo foi sorte por nascermos onde nascemos enquanto outros que nasceram em África ou na Ásia não tiveram sorte igual."

 

O problema é que, se é tudo lotaria, natureza e genética, então os termos "direito", "responsabilizado" e "culpa" perdem significado e não têm qualquer tipo de aplicabilidade. Ou seja, a discussão do Tiago não faz sentido, pois a genética, entre outras coisas, não nos permite dizer que X tenha o direito ao que quer que seja. Posto isto, o que está aqui em causa não é a questão da justificação ou injustificação da redistribuição a partir de "verdades" genéticas. O mais relevante é que juízos desta natureza — contra ou a favor da redistribuição — têm uma dimensão ética que transcende a genética.

 

Por outro lado, é o Tiago, e não o Miguel Madeira, quem comete uma falácia. O argumento do Miguel pode ter implicações pouco desejáveis, mas não é falacioso. Já a redução ao absurdo do Tiago, esta só funciona pressupondo a existência de um único valor — mérito ou solidaridade. Mas dizer que a solidaridade social é um valor político fundamental não significa que o mérito seja irrelevante (e vice versa) — daí a falácia. Significa apenas que existem valores plurais (e eventualmente contraditórios). A inevitável tensão entre esses dois valores é permanente e irredutível, o que implica a rejeição dos extremos absolutistas de alguns liberais e de alguns comunistas. No fundo, a democracia (liberal) é isso mesmo: um esforço permanente de equilibrar essas (e outras) dimensões da existência humana, sem nunca encontrar qualquer tipo de ideal ou solução definitiva.

movidos pela igualdade

Alexandra Lencastre, Alexandre Quintanilha, Ana Bola, Ana Catarina Mendes, Ana Drago, Ana Gomes, Ana Marques, Ana Salazar, Ana Sara Brito, Ana Vicente, Ana Zanatti, Anabela Mota Ribeiro, Anália Torres, André Freire, António Avelãs, António Costa, António Marinho Pinto, António Pinto Ribeiro, Astrid Werdnig.

 

Bárbara Bulhosa, Bernardo Sassetti, Boaventura de Sousa Santos, Bruno Nogueira, Carlos Fiolhais, Carlos Poiares, Catarina Furtado, Catarina Portas, Clara Ferreira Alves, Dalila Carmo, Dalila Rodrigues, Daniel Oliveira, Daniel Sampaio, Daniela Ruah, David Fonseca, Delfim Sardo, Desidério Murcho, Diana Andringa, Diogo Infante, Duarte Cordeiro, Edite Estrela, Edgar Taborda Lopes, Eduarda Abbondanza, Eduardo Dâmaso, Eduardo Pitta, Eurico Reis.

 

Fátima Bonifácio, Fátima Lopes, Fernanda Fragateiro, Fernanda Lapa, Fernando Alvim, Fernando Rosas, Fernando Pinto do Amaral, Francisco George, Francisco Teixeira da Mota, Gabriela Moita, Gonçalo M Tavares, Graça Morais, Guta Moura Guedes, Helena Pinto, Helena Roseta, Heloísa Apolónia, Heloísa Santos, Henrique de Barros, Herman José.

 

Inês Castelo-Branco, Inês de Medeiros, Inês Pedrosa, Irene Pimentel, Isabel do Carmo, Isabel Mayer Moreira, Jamila Madeira, João Gil, João Luís Carrilho da Graça, João Salaviza, José Diogo Quintela, José João Zoio, José Luís Peixoto, José Manuel Pureza, José Maria Vieira Mendes, José Mário Branco, José Saramago, José Wallenstein, Julião Sarmento, Júlio Machado Vaz, Lena Aires, Leonor Xavier, Lídia Jorge, Lígia Amâncio, Lili Caneças, Luís Capoulas Santos, Luís Eloy, Luís Fazenda, Luís Filipe Costa, Luís Miguel Viana, Luís Osório, Mafalda Ivo Cruz, Manuel Graça Dias, Manuel Hermida, Marco Delgado, Margarida Gaspar de Matos, Margarida Vila-Nova, Maria João Luís, Maria João Seixas, Maria Isabel Barreno, Maria Rueff, Maria Velho da Costa, Marta Crawford, Marta Rebelo, Merche Romero.

 

Miguel Lobo Antunes, Miguel Portas, Miguel Sousa Tavares, Miguel Vale de Almeida, Nuno Artur Silva, Nuno Costa Santos, Nuno Galopim, Nuno Lopes, Nuno Markl, Odete Santos, Patrícia Vasconcelos, Paula Lobo Antunes, Paula Neves, Paulo Baldaia, Paulo Pena, Paulo Pires, Paulo Trezentos, Pedro Calapez, Pedro Marques Lopes, Pedro Nuno Santos, Pêpê Rapazote, Piet Hein Bakker, Ricardo Araújo Pereira, Ricardo Pais, Richard Zimler, Rosa Mota, Rui Cardoso Martins, Rui Pena Pires, Rui Reininho, Rui Rangel, Rui Tavares, Rui Zink, Sérgio Godinho, Sérgio Trefaut, Solange F., Sofia Aparício, Soraia Chaves, Teresa Beleza, Teresa Guilherme, Vasco Rato, Vera Mantero, Vital Moreira, Wanda Stuart, Xana, Zé Pedro.

 

(Estes são alguns dos mais de 800 900 subscritores do Movimento pela Igualdade e do respectivo manifesto a favor do casamento civil das pessoas do mesmo sexo, um movimento da sociedade civil que será lançado no domingo, dia 31, às 16.00, no Cinema São Jorge, em Lisboa. Mova-se também.)

 

publicado hoje no dn

É um bocado como ir às termas

Começa-se a escrever no Insurgente e acontecem coisas esquisitas. Entra-se rapidamente numa espécie de transe, a consciência altera-se, e a pessoa atinge o Nirvana. Escrever no Insurgente é um evento transformador. Mas também é previsível. Demasiado previsível.  E repetitivo. Será da lista da lista de leituras obrigatórias? Será consequência de algum ritual iniciático bizarro que por lá se pratique? Sinceramente, não sei. Mas alguma coisa se passa.

Hope?

"Rebuffing Israel on a key Mideast negotiating issue, Secretary of State Hillary Rodham Clinton said Wednesday that the Obama administration wants a complete halt in the growth of Jewish settlements in Palestinian territory, with no exceptions.

President Obama "wants to see a stop to settlements -- not some settlements, not outposts, not natural-growth exceptions," Clinton said."
(LA Times)

Isto é a gente a falar

Caiu o Carmo e a Trindade: Vital Moreira propôs a criação de um imposto europeu Todos o criticam. É uma proposta trapalhona, não podemos onerar os cidadãos, diz o BE. Já a direita avança com críticas e explicações do foro político-patológico:  estamos perante a pulsão incontrolável dos socialistas em taxar tudo o que se move. O mais engraçado é que, por uma questão de coerência política, Miguel Portas e Paulo Rangel deviam concordar com Vital Moreira. Miguel Portas, porque está farto de falar da necessidade de aumentar o orçamento europeu e da importância de criar uma cidadania europeia que transcenda a lógica nacional. Não entendo como é que a euro-utopia do BE pode existir sem impostos europeus. E não se percebo como é que Paulo Rangel pode ser um federalista sem defender algo parecido com aquilo que Vital Moreira sugeriu. Se calhar Paulo Rangel é um federalista pós-moderno e defende que o conceito "Federalismo" não determina nada — é uma espécie de floating signifier.

 

Posto isto, acho que o candidato do PS esteve mal quando remeteu explicações para mais tarde. A tibieza de Vital (ou do PS) é politicamente cobarde e menoriza os cidadãos portugueses. Chamem-me lírico, mas é suposto que uma campanha sirva exactamente para quê?

Nós e eles

O episódio filmado e televisionado em casa da família russa da pequena trasladada em vida de Guimarães para Moscovo fez-nos a todos tomar consciência de pelo menos duas coisas:

1. Para os russos, nós, portugueses, ao contrário deles, somos europeus;

2. O que distingue a identidade dos europeus é que, ainda segundo os russos, "deixam as crianças fazer o que lhes apetece".

Desconfio que alguns partidários da civilização ocidental não acharão lisonjeira esta caracterização.
 

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