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jugular

É dar tempo ao tempo

A 18 de Abril de 2008 escrevi "Voltemos ao desafio: haverá por aí alguém que tenha registos fotográficos de um (enooooorme) painel colectivo pintado por uma multiplicidade de artistas plásticos portugueses (48 nomes grandes da nossa pintura), para celebrar o dia de Portugal, a 10 de Junho de 1974 e que ardeu (misteriosamente) em 1981? Se sim acusem-se...". Na altura não tive grande sorte no pedido de auxílio que lancei mas eis que, sem nada o fazer adivinhar, descubro no Caminhos da Memória o rasto deste painel (obrigada pelo aviso, Joana).

 

"No dia 10 de Junho de 1974, um grupo de quarenta e oito artistas plásticos pintou, em Lisboa, um mural que viria a desaparecer, num incêndio, em 1981. Entre os pintores, muitas caras conhecidas : Júlio Pomar, João Abel Manta, Nikias Skapinakis, Menez, Vespeira, Costa Pinheiro, etc., etc.

O filme que hoje se divulga é um documento precioso, muito pouco conhecido. É da autoria de Manuel Costa e Silva e foi-me disponibilizado por Fernando Matos Silva."

Se substituirem "economists" por "os 28 ilustres economistas portugueses" ficam a saber o que pensa Paul Krugman sobre o manifesto dos 28

Este texto de Krugman também é sobre Portugal:

 

(...)I have been sort of tag-teaming the Great Ignorance which seems to have overtaken much of the economics profession — the “rediscovery” of old fallacies about deficit spending and interest rates, presented as if they were deep insights, the bizarre arguments presented by economists with sterling reputations.

(...)

But I think there’s something else. Doing what I think of as real macroeconomics — the tradition that runs through Keynes and Hicks — actually involves thinking about interdependent markets, in a way many economists never learn to do. At minimum you have to keep straight the relationships among the markets for goods, bonds, and money; if you try to think about either interest rates or the price level in terms of just a single market — interest rates determined by supply and demand for lending, price level by quantity of money, full stop — you get it all wrong, especially in times like the present.

And as I pointed out a long time ago, many economists just don’t know this stuff. Even in macroeconomics, you could build a career without ever understanding what Keynes and Hicks were driving at — and if you’re under a certain age, perhaps without even ever having heard about it. Arguments like “deficits drive up interest rates and that’s contractionary” basically have the feel of someone who doesn’t have any sense of how the pieces fit together — probably because they don’t.

It’s a sad story, and it may have real negative consequences for the world.


Paul Krugman

Experimentem substituir "economists" por "grupo de 28 ilustres economistas portugueses" e ficam a saber o que pensa Krugman sobre o manifesto dos 28.

 

 

Novo governo nas Honduras

Horas depois de Zelaya ter sido preso e conduzido à Costa Rica, o Parlamento hondurenho, pela voz do secretário da Cámara Legislativa, José Angel Saavedra, leu um decreto legislativo cujo artigo 1 estabelece que «el Congreso Nacional en aplicación de la Constitucion de la República acuerda en el literal A improbar la conducta del ciudadano presidente de la República, Manuel Zelaya por sus reiteradas violaciones a la Constitución de la República y a las leyes y la no observación de las resoluciones y ordenanzas de los organos juridiccionales».  O Parlamento votou unanimemente a substituição de Zelaya até às eleições de Novembro por Roberto Micheletti, que informou ir formar um governo de integração nacional.

 

Entretanto, o Supremo Tribunal do país já declarou o seu apoio ao que chamou defesa da democracia, aliás, informou que Zelaya foi detido por sua ordem devido, entre outras coisa, a ter invadido uma base militar para recuperar o material necessário à realização do referendo declarado ilegal pelas instituições do país. De acordo com um comunicado do Supremo: «Today's events originate from a court order by a competent judge. The armed forces, in charge of supporting the constitution, acted to defend the state of law and have been forced to apply legal dispositions against those who have expressed themselves publicly and acted against the dispositions of the basic law

Lembrete

Como a Fernanda já anunciou antes, os iranianos que vivem em Portugal fizeram, há dias, um convite, que relembro, acompanhado deste clip "On June 24, Iranian Superstar Andy Madadian went into an LA recording studio with Jon Bon Jovi, Richie Sambora and American record producers Don Was and John Shanks to record a musical message of worldwide solidarity with the people of Iran."

 

 

 

"Nós, os iranianos que vivem em Portugal, convidamos todos os Portugueses e residentes em Portugal que apoiem o nosso movimento na luta pelo exercício de direitos democráticos e pelo fim dos abusos dos direitos humanos levados a cabo pelas autoridades iranianas, a estarem presentes numa vigília por todas as vítimas deste regime opressor, no próximo domingo, dia 28 de Junho de 2009, em Lisboa (Praça Luís de Camões) pelas 20h30. Tragam a vossa vela e @s voss@s amig@s!!"

Presidente hondurenho foi preso no dia em que pretendia realizar um referendo à la Chávez

Foi preso hoje, por volta das 6 horas,  o presidente das Honduras, Manuel Zelaya que planeava realizar hoje, à revelia das restantes instituições democráticas do país, um referendo para decidir se a Constituição deveria ser alterada de forma a permitir a sua reeleição.

 

O referendo fora declarado ilegal pelo Supremo Tribunal hondurenho e pelo Congresso. O Parlamento aprovou mesmo a criação de uma comissão de inquérito para avaliar a possibilidade de destituição de Zelaya, grande aliado de Hugo Chávez

.

No princípio, era o autocarro ateu. E era muito bom.

A campanha dos autocarros ateus terminou há uma semana na Alemanha. Ou antes, a campanha do autocarro ateu, porque as autoridades locais alemãs, tal como em muitos outros pontos do globo, se recusaram a afixar publicidade tão «controversa» e os organizadores decidiram fazer uma tour pela Alemanha com um único autocarro, alugado para o efeito.

 

Os autocarros exibiam o slogan «Não há (quase de certeza) nenhum Deus», seguido de três variantes complementares - «uma vida plena não precisa de crenças», «para nós, os nossos valores são humanos» e ainda «o esclarecimento (enlightenment) exige-nos responsabilidade».

 

O autocarro ateu alemão, que tanto trabalho teve em arrancar, foi seguido na sua volta pela Alemanha por um autocarro de cristãos evangélicos que, sem quaisquer problemas em reunirem o dinheiro necessário, saltaram a bordo da campanha para espalhar a falácia conhecida como a aposta de Pascal. Pode ser que a convivência tão próxima com ateus  tenha deixado algum bichinho de espírito crítico nos cruzados por Cristo (a iniciativa teve os auspícios da Campus Crusade for Christ) e num futuro não muito longínquo seja possível ver alguma publicidade ateia sem que isso provoque os achaques que esta primeira versão despoletou. Isto é, pelo menos na Alemanha: considerando a subserviência à Igreja dos nossos responsáveis políticos, mesmo de um partido supostamente laico, não acredito que uma campanha destas alguma vez pudesse ser realizada em Portugal.

persian kiwi

um dos twitters iranianos com mais followers (39.112) e que deu mais informação sobre o que se passou desde as eleições de 12 de junho, persiankiwi, não twita desde 24 de junho. hoje vários twitters mencionam rumores de que teria sido presa/o.

 

os seus últimos twits foram:

 

we must go - dont know when we can get internet - they take 1 of us, they will torture and get names - now we must move fast (

 

thank you ppls 4 supporting Sea of Green - pls remember always our martyrs - Allah Akbar - Allah Akbar - Allah Akbar (

 

Allah - you are the creator of all and all must return to you - Allah Akbar - #Iranelection Sea of Green (

 

Querem protestar?, vão à praia!*

Francisco Louçã garante em entrevista ao «RadioClube» e ao «Correio da Manhã» que o Bloco de Esquerda quer e está preparado para ser Governo. «Se o que nos estão a perguntar é se queremos ser Governo a resposta é sim. Se estamos preparados para ser Governo a resposta é sim. Se apresentaremos um programa concreto sobre como deve ser esse Governo evidentemente», disse o responsável do BE e adianta mesmo que quer ser primeiro-ministro: «é para isso que disputo as eleições». [Portugal Diário]

 

* ou então, imaginem Louçã como PM (ou, vá lá, Ministro da Defesa). Vão mas é à praia, que o sol em dia de legislativas é sempre benigno. Cenário improvável?, pois claro, tanto como era improvável o PSR algum dia vir a eleger um deputado, e hoje, com os amigos, já vão em 10%. Beware, não brinquem com o fogo. Ou acordam mijados.

 

(em stereo no Eleições 2009)

O Cheerleader

Em teoria, José Manuel Fernandes é o director do Público. Na prática, comporta-se como candidato a líder de facção. No seu editorial de sábado, começa por criticar aquilo que considera serem ataques ad hominem aos 28. Mas no resto do artigo, JMF faz exactamente aquilo que aponta aos outros: o que escreve sobre o novo manifesto não é mais do que um ataque aos subscritores do novo manifesto — manifesto, esse, ao qual o seu jornal, para além do seu editorial, não dedica uma linha. Contradição? Não. A um cheerleader não se pede coerência. Nem o mínimo de isenção.

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