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jugular

continuando com o impagável olim

Qual é a percentagem de casos positivos detectados nas colheitas?

No ano passado tivemos oito casos, o que dá um para 25 mil doações.

E eram homens que tinham relações com outros homens?

Alguns eram.

Mas também havia heterossexuais.

Provavelmente. As pessoas devem estar informadas sobre o que os especialistas consideram comportamento de risco e devem aceitar. Esse é o apelo que fazemos: aceitem a nossa opinião. Os especialistas não estão todos enganados.

 

ora bem: o presidente do instituto português de sangue diz que os homens que têm sexo com homens são e devem ser excluídos à partida -- ou seja, não podem dar sangue, ou seja, NÃO LHES É RETIRADO SANGUE e portanto este não é analisado -- e depois certifica que 'alguns' dos casos de infecção no sangue recolhido e analisado detectados em 2008 são de homens que têm sexo com homens. como é que é? 

Contaminado

«Por isso, fico estarrecido com afirmações de líderes de movimentos activistas que vêm dizer que vão passar a esconder o facto de serem homossexuais. E ninguém se revolta? Isto é deliberadamente querer introduzir no circuito sangue contaminado. Ética, moral e criminalmente pode ser processado

Esta entrevista é um susto.  O presidente do IPS nem sequer percebe o que está implícito no que está a dizer. Foi contaminado pela homofobia e ainda está em período de janela...

Pés no chão, cabeça no ar

O meu artigo desta semana no Jornal de Negócios ("Pés no chão, cabeça no ar") discute as consequências da posição geo-estratégica do país para as suas prioridades económicas, e sugere que, "em vez de pormos as pessoas inteligentes a raciocinar como economistas, deveriamos tentar pôr os economistas a raciocinar como pessoas inteligentes."

Os homossexuais não andam nas escolas superiores, portantoS

"Mas qual é exactamente comportamento de risco nos homossexuais que faz com que sejam excluídos?
Múltiplos parceiros, relações não protegidas, fazer sexo oral e anal.

Mas todas essas perguntas também se aplicam, exactamente da mesma forma, aos heterossexuais.
E nós perguntamos.

Mas não os excluem à partida.
Excluímos. Esse é que é o equívoco. Todas as pessoas que têm estes comportamentos são excluídas. A média de exclusão é na ordem dos 27% a 30%. Às vezes vamos a escolas superiores e excluímos 50% ou mais. Não é porque estejam infectados, é porque basta uma relação sexual não protegida nos últimos seis meses para anular a dádiva. É muito desanimador quando vamos a um sítio destes e metade são excluídos por comportamentos de risco. Mas há uma diferença. Estes são eliminados e aceitam, os homossexuais não. E dizem que é discriminação."

 

Estou completamente petríficada. Isto tem um nome, chama-se homofobia.

 

Adenda: Definições de prevalência e incidência.

Prevalência: proporção de indivíduos de um grupo ou de uma população que apresentam uma característica num determinado momento (prevalência ponto) ou período de tempo (prevalência de período, pex: 18a-49a).

 

Incidência número de novos casos que surgem numa população, durante um determinado período (pex: 1 ano).

 

Blog Review

 

Já aqui tínhamos anunciado a criação do Aparelho de Estado, que conta com jugulentos, mas não tínhamos avisado que desde segunda-feira que está no ar. Faço-o agora, aproveitanto para sugerir a leitura do post do Vasco Barreto de hoje 

 

P.S. - Vasco, deixaste-me em pulgas para ler o que anuncias para amanhã sobre testamento vital (recordo que sobre o mesmo tema a Fernanda escreveu na sexta-feira passada).

Mais um apontamento, desta vez não completamente marginal

Finalmente arranjo tempo para alinhavar duas ou três linhas sobre o encontro de ontem, a que fui, representando o Jugular.

Apesar de nem tudo ter corrido como previsto parece-me evidente que foi uma iniciativa interessante, como são todas as que permitem que a chamada "sociedade civil" (embirro com esta expressão mas faz de conta que não porque me dá jeito de momento) interaja, sem intermediação, com responsáveis políticos. E, goste-se ou não do nosso interlocutor, quem esteve perante nós foi o primeiro ministro e líder de um dos maiores partidos portugueses. Sobre o teor das perguntas e respostas não faz sentido alongar-me, elas estão online, espalhadas por vários sítios, para quem as quiser ouvir. Além disso a maioria dos presentes já fez posts sobre o tema poupando-me trabalho. É ir ali e seguir os links.

Para quem não esteve presente é importante referir que não tivemos constrangimentos de espécie alguma (como qualquer dos presentes testemunhará), fizemos a pergunta que quisemos, fotografámos, fimámos, twittamos e blogámos em total liberdade (a mim só se aplica a parte da pergunta, não sou uma criatura previdente portanto não tinha nenhum portártil ou restantes traquitanas).

Ah! Não termino sem ser "queixinhas". A sessão foi longa - mais de 3h30m - e o espaço não abundava. Da próxima vez que ocorrer algo semelhante pensem nos azarados (ó para uma aqui) e não sentem ninguém em frente às pernas das mesas. Manter-me sentada tanto tempo naquelas condições foi um verdadeiro tormento.

 

 

 

A conferência de ontem, um pequeno apontamento marginal

Enquanto a bateria do meu telemóvel aguentou ainda mandei dois ou três pios no twitter. Num deles brinquei com o óbvio, aquela conferência era só testosterona. De cada vez que dei comigo em ambientes da chamada "blogosfera política" o resultado é sempre o mesmo, uma fraquísssima, para não dizer miserável, representatividade feminina e nessas ocasiões lembro-me do conceito "plafond de verre".

 

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