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jugular

Colar e descolar

Como o Semanário tinha noticiado a coisa, como o PSD tinha publicitado divulgado a colaboração de assessores do PR na elaboração do programa eleitoral do PSD, não é correcto dizer-se que pessoas ligadas ao PS "tentaram colar" Cavaco ao PSD. O mais correcto seria dizer: face a notícias de colagem da presidência ao PSD, membros do PS pediram a Cavaco que desmentisse os rumores, isto, é, que se descolasse publicamente do PSD. Convenhamos, é um bocadinho diferente, não?

Dia Mundial da Música no Técnico

jamist1945.jpg

Imagem roubada aqui, vale mesmo a pena ler o artigo que conta o nascimento do Hot Club.

 

A primeira jam session em Portugal realizou-se no Técnico no dia 25 de Novembro de 1945, e foi transmitida pela Emissora Nacional, que emitiu nesse dia o primeiro Hot Club de Luís Villas-Boas.  Participaram na sessão José Puertas, António Mendonça, Aleixo Fernandes, Fernando Freitas da Silva, Nereus Fernandes e Luís Sangareau.

 

Enquanto não é possível reviver o passado jazzista do Salão Nobre, que espero consigamos fazer no próximo ano,  hoje celebramos o dia mundial na música com um recital de acordeão por Gonçalo Pescada, integrado na II Temporada de Música do IST. Quem se dirigir ao pavilhão central, irá ouvir Bach, Scarlatti, Mozart,  Precz, Sofia Gubaidulina e Astor Piazzolla. Venham daí!

Falsas equivalências

Incompreensivelmente, anda muito na moda dizer-se que Sócrates e Cavaco estão em guerra e que são ambos responsáveis pela existência de um gravíssimo conflito institucional. Discordo, pois isto é dito para estabelecer uma forma (injustificada) de equivalência entre o comportamento do PS e do governo com a presidência, evitando assim apontar baterias exclusivamente a Cavaco e à sua entourage. Mas a "guerra" — no sentido em que há alguém que ataca sem ser provocado, ou, mais correctamente, que ataca de forma ilegitima e desproporcionada —, a existir, tem origem claríssima na Presidência da República e não no governo. Será que o estatuto dos Açores e uns comentários de três pessoas ligadas ao PS sobre uma suposta colaboração de assessores do presidente na elaboração do programa eleitoral do PSD (que, é preciso recordar, já tinha sido noticiada pelo Semanário e publicada no site do PSD) justificam tudo o que a presidência fez (activamente ou por omissão) ao governo e ao PS nesta história das "escutas"? A honestidade intelectual exige que se compare aquilo que é comparável, e as acções (e omissões) da presidência não são, em bom rigor, remotamente comparáveis às "perfídias" que alguns insistem em apontar ao PS. Na tentativa de fazer justiça com ambas as partes, comete-se a maior das injustiças, neste caso, contra o PS e o governo e em favor da presidência e de Cavaco. O conflito institucional pode ser um termo meramente descritivo: de facto existe um conflito entre dois orgãos de soberania; mas também podemos (e devemos) usar o termo conflito institucional numa dimensão normativa, onde se procura fazer um juízo sobre a responsabilidade (e a culpabilidade) das partes envolvidas. E aí, quem sai mal, muito mal de tudo isto é, sem dúvida alguma, a Presidência da República. De facto há um conflito institucional; de jure a responsabilidade recai sobre a Presidência e sobre o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Será que o vão revistar à entrada?

«Na exclusiva qualidade de secretário-geral do PS, José Sócrates irá hoje ser recebido em Belém pelo Presidente da República, a pedido deste. Será o primeiro encontro entre os dois depois da polémica comunicação de Cavaco Silva ao País sobre o "caso das escutas" (anteontem) e das eleições legislativas (domingo passado), que o PS venceu com maioria relativa.» [DN]

Valupi: A josémanelfernandização da deontologia

[...] o Diário de Notícias cometeu duas faltas deontológicas gravíssimas: primeiro, violou correspondência privada trocada entre profissionais do PÚBLICO; segundo, fê-lo para expor uma fonte deste jornal.

Zé Manel

*

Esta balela, que tem sido repetida por todos aqueles a quem a publicação do email prejudicou, é uma intencional distorção. Implica que teria sido preferível, no estrito acordo com a deontologia suposta, não se ter publicado o conteúdo dessa correspondência conspirativa, nem os nomes envolvidos. Ora, a notícia do Público relativa a suspeições na Casa Civil estava a ser usada pelo PSD, levando a que se estabelecesse em parte decisiva da opinião pública uma conclusão inevitável: se Cavaco não desautorizava a fonte da Presidência responsável pelas declarações, era porque não havia fumo sem fogo. Vários foram os publicistas que de imediato exploraram o filão. Numa estratégia de assassinato de carácter que tinha sido lançada pelo próprio Presidente da República na segunda metade de 2008, ao centrar a sua retórica no lema Falar verdade aos portugueses, e culminando uma longa série de quezílias, em crescendo, entre Cavaco e o Governo, as peças do Público ambicionavam ser o golpe fatal na resistência de Sócrates. A fonte permaneceria anónima, mas credível. E o Presidente nada diria, para que tudo se pudesse dizer. Foi a este serviço que o Zé Manel se prestou, mais os jornalistas envolvidos.

Assistir a tamanha desonestidade intelectual, profissional e cívica, vendo os prevaricadores a atacarem quem os desmascarou e a não assumirem qualquer responsabilidade pelos danos causados, é uma grande lição. Que obedeça à deontologia destes tipos quem deles quiser ser cúmplice.

 

 

(Valupi, no AspirinaB)

só 5%?? that's okay, then... sigh

Nos últimos anos a ICAR tem sido varrida por um tsunami de dimensões avassaladoras com epicentro nos muitos escândalos de pedofilia e crimes sexuais perpretados em massa por membros do clero católico que têm vindo à superfície. No rescaldo do último destes escândalos, o Relatório Ryan, a "Santa" Sé decidiu passar ao ataque e explicar que a maioria dos padres e afins envolvidos na coisa não são pedófilos mas homossexuais atraídos por jovens adolescentes entre os 11 e os 17 anos (alguns deles uns provocadores sem vergonha, certamente).

 

Para além disso, diz o Vaticano, «apenas» 5% do clero (há uns tempos eram «só» 4%)se devotou a práticas de abuso sexual (de crianças e adolescentes) pelo que o quadro não é tão mau como os seus ignóbeis «detractores» o pintam, em particular se comparado com outras religiões minoritárias que a Santa Sé afirma terem piores estatísticas.

 

"Lisboa e as pessoas LGBT: as ideias e propostas dos candidatos à CML".

Câmara Municipal de Lisboa - autárquicas 2009
Debate com @s candidat@s dos principais partidos

 

1 de Outubro, pelas 18h30, no Centro LGBT

 

Enquanto capital do país, Lisboa é uma cidade com uma grande população lésbica, gay, bissexual e transgénero (LGBT) No sentido de promover a visibilidade e integração desta população, a Associação ILGA Portugal, enquanto maior e mais antiga associação portuguesa de defesa dos direitos das pessoas LGBT, tem mantido ao longo da última década relações institucionais com a Câmara Municipal de Lisboa (CML).

Um bom exemplo dessa colaboração é a organização do Arraial Pride, o maior evento LGBT em Portugal que mobiliza anualmente mais de uma dezena de milhares de participantes. Outro exemplo recente foi o apoio da CML à Conferência "Políticas Integradas contra a Discriminação das Pessoas LGBT - Mainstreaming LGBT Anti-Discrimination Policies", durante a qual se tornou também evidente que uma capital europeia que se pretende cosmopolita precisa de saber acolher e integrar efectivamente a sua população LGBT.

Porque a Associação ILGA Portugal está consciente de que há ainda muito trabalho a fazer neste âmbito e porque se aproximam eleições autárquicas, torna-se fundamental conhecer e dar a conhecer as ideias e propostas dos candidatos à Presidência da CML em torno de questões como a visibilidade, a segurança ou a cultura.

A Associação ILGA Portugal convida-a(o) por isso a participar num debate dedicado ao tema "Lisboa e as pessoas LGBT: as ideias e propostas dos candidatos à CML". O debate decorrerá no dia 1 de Outubro, pelas 18h30, no Centro LGBT - espaço que é dinamizado pela Associação ILGA Portugal desde 1997 e que surgiu aliás com o apoio da própria autarquia, sendo neste momento um dos Projectos mais relevantes e multifacetados da Associação ILGA Portugal.

Após o debate, e à semelhança do que aconteceu aquando das últimas eleições autárquicas e intercalares, disponibilizaremos online um resumo das propostas de todas as candidaturas de forma a permitir um voto mais informado, nomeadamente por parte da população LGBT.

 

Adenda: acabei de ver no Facebook os nomes dos intervenientes, Carlos Moura (CDU), Helena Roseta (PS), Natasha Nunes (BE), Pedro Santana Lopes*(PSD-CDS) *a confirmar"

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