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Orlando Zapata Tamaya: reacções no Parlamento Europeu (25/02/2009)

SALAFRANCA SÁNCHEZ-NEYRA, José IgnacioThe EPP Group today called on EU Governments to maintain pressure on the Cuban regime and not upgrade relations with the island following the death of Orlando Zapata Tamayo, a 42 year-old worker who died in prison after 85 days on hunger strike in protest against his arbitrary detention.

In plenary, José Ignacio Salafranca MEP, EPP Group spokesman in the Parliament's Foreign Affairs Committee, demanded opposition to any change in relations with Cuba until a change of attitude by the Castro brothers' regime.

Salafranca used the words of Lisardo Sanchez, the President of the Cuban Human Rights and Reconciliation Commission, to condemn the death of Orlando Zapata Tamayo: "This was an avoidable death and a cruel assassination disguised in judicial clothes".

Salafranca also asked the European Commission and the EU Member States "as the opinion of the Spanish EU Presidency is already well-known" if they think that "in these conditions it is still a priority to upgrade relations between the EU and Cuba".

Orlando Zapata Tamayo was arrested during the regime's heavy crackdown on human rights activists in 2003, the so-called 'Black Spring" when Castro's security forces arrested 75 dissidents and independent journalists who were condemned to prison sentences of 6 to 28 years. His mother, Reina Luisa Tamayo, is a member of the "Ladies in White" movement, which received the EP Sakharov Prize from the European Parliament.

 

Afinal o estereótipo é de quem?

 

Também eu acabei de receber um apelo no mail que me deixou os olhos em bico (aquele de que fala a Fernanda assinei), no caso a propósito do cartaz publicitário supra. No tal mail era encaminhada para um grupo de protesto no Facebook onde encontrei esta pérola


A campanha da super bock stout é exemplar da mentalidade retrógrada que continua a negar à mulher qualquer réstea de dignidade e consideração.
Porque as mulheres não são bimbas ao serviço do prazer misógino de homens que não são todos trogloditas boçais, e porque o desagrado não se cala com oferta de cervejas ao domicílio, vamos ver quantas cervejas a menos esta campanha vai custar.

 

Vamos lá ver se a gente se entende, ser-se objecto de desejo retira dignidade e consideração a alguém? A mim não, até gosto (manias minhas, com certeza). Um apelo fortemente sexualizado é forçosamente sexista porquê? O trocadilho de abertura fácil, referindo-se ao roupão e à garrafa, choca quem e porquê?Se alguém me conseguir explicar racionalmente o porquê da fúria, sem cair nos automatismos fáceis (tipo "vêem-se mamas, oh tragédia, o corpo feminino é usado"), agradecia. Até ver o que continuo a observar, e com tristeza, é que qualquer referência a sexualidade que inclua mulheres é sempre vista como agressão e abuso às mesmas... preconceitozinho e estereótipo velhinhos e que custam a desenraizar, hein?

pergunta

acabo de receber um linque de uma petição sobre presos políticos de cuba. abro o linque e leio:

 

Nós, cidadãos de um país que conquistou a sua liberdade há 36 anos, solidários com a resistência a todas as formas de imperialismo, críticos do bloqueio injusto e injustificável a Cuba por parte dos Estados Unidos da América, vimos através deste abaixo-assinado protestar contra morte do activista Orlando Zapata Tamayo depois de uma pena de prisão absurda e de uma greve de fome pelos seus direitos civis. E, através deste protesto, manifestar a nossa solidariedade empenhada para com todos os presos políticos cubanos e para com todos aqueles que em Cuba lutam por valores que, para quem, como os portugueses, viveu meio século de ditadura, são bens preciosos: a democracia, a liberdade e o direito a autodeterminação dos povos e dos indivíduos. Não há verdadeira independência de um povo sem democracia. Não há revolução que valha a pena sem liberdade.

 

desculpem, por que raio é que para protestar contra a morte de um preso político condenado a 25 anos por 'desobediência' e contra a prisão de todos os que lutam pela liberdade tenho de subscrever esta frase 'solidários com a resistência a todas as formas de imperialismo, críticos do bloqueio injusto e injustificável a Cuba por parte dos Estados Unidos da América'? por alma de quem? não chega já desta treta? cuba é o que é por causa do 'imperialismo americano'? como os serial killers são o que são porque a mãe era puta? farta desta merda de conversa. tenham dó.

Vanguarda do Empresariado (2)

 

 

O Tiago Mendes pode escrever o que lhe der na gana, mas factos são factos. Ao contrário do que disse Almeida Henriques (i.e. que a dificuldade de acesso ao crédito seria a principal razão para a queda do investimento privado), os empresários portugueses (ou melhor, uma amostra constituida por mais de 4000 empresários) referiram a "deterioração das perspectivas de venda" como o principal factor limitador do investimento privado. Pelos vistos sou "ininputável" porque me limito a reproduzir os resultados de um estudo publicado pelo INE. É isso, Tiago?

 

(o estudo do INE está disponível aqui)

leitura obrigatória -- e repetida quantas vezes necessário

Ninguém é neutro. Ninguém. A começar pelo jornalista. Como qualquer observador/relator, ele é alguém que escolhe: escolhe o que olhar, de onde olhar, para onde não olhar; escolhe o que dizer, como dizer, como evitar dizer. O que o jornalista produz não é uma "fotocópia" da realidade, mas sim uma construção narrativa (por palavras, imagens, etc.) que existe como uma nova realidade que se vai somar àquela de onde partiu.

Reconhecer isto não é lançar nenhuma suspeita sobre a actividade jornalística. Bem pelo contrário: é reconhecer a sua complexidade prática e conceptual, celebrando também a sua imensa responsabilidade narrativa, simbólica e filosófica. Por isso, cada vez que um jornalista nos quer convencer da sua virgindade cognitiva — "olhem para mim a dar-vos um ponto de vista que não podem contestar" —, acontece uma mentira. Não necessariamente factual, mas ontológica.

 

joão lopes, via tomás vasques -- ler tudo, faz favor.

Curiosidades

Pelo Gabriel Silva acabo de saber as últimas notícias das Falklands/Malvinas (que desde há umas semanas têm mantido "animada" a política internacional) e lembrei-me que foi em 1982 que a "mais antiga aliança do mundo" foi invocada pela última vez na diplomacia mundial ("The last time that this treaty effected British history was during the 1982 Falklands War the facilities of the Azores were again offered to the British Royal Navy.")

A realidade, agora a cores

 Depois desta notícia em que descobrimos também que o grupo do PSD na CML parece acreditar que é ilegal uma mãe ser lésbica ou um pai ser gay (o grupo do PSD pediu esclarecimentos e claramente precisa de ser esclarecido), António Costa vem explicar o que deveria ser evidente.  

 
1. A campanha da ILGA, executada pro bono pela Lowe, obteve o apoio na divulgação da SIC Esperança e da CML em Lisboa, através da cedência de um circuito de 40 mupis integrado na rede da CML que se destina a publicidade não comercial. O mesmo apoio aconteceu de resto em Janeiro 2005 com a campanha "Pelo direito à indiferença", na altura com um executivo camarário do PSD (liderado então por Carmona Rodrigues, pouco antes do regresso de Santana Lopes, após este ter cessado funções como Primeiro-Ministro).  
 
2. Para quem tem dificuldade em perceber, porque o preconceito frequentemente tolda o entendimento, e porque a ignorância também não ajuda à leitura, o objectivo da campanha é que cada pessoa seja capaz de pensar sobre si e sobre as pessoas que lhe são próximas e queridas e que perceba que lésbicas e gays são, espanto dos espantos, pessoas - com relações familiares e relações de afecto cujo fulcro se sobrepõe naturalmente à orientação sexual.

 

E claro que a campanha não é sobre adopção mas é também sobre parentalidade e sobre a irrelevância da orientação sexual para o seu exercício. Sim, há muitas mães lésbicas e pais gays em Portugal - só é preciso saber olhar à volta. Que isso "choque" quem quer que seja só prova aliás a necessidade da campanha. Em todo o caso, não deixa de ser impressionante a obsessão com a adopção (e aqui pelos vistos por parte de quem nem sequer percebeu que existe adopção singular em Portugal) sempre que se faz uma alusão a qualquer tema relacionado com parentalidade. É que há muitos outros
Mas é evidente que o "direito à indiferença" é o objectivo último nesta campanha também. Ao questionar-se, cada pessoa poderá perceber que a orientação sexual é só mais uma característica que não deveria justificar um piscar de olhos. Mas porque estamos longe dessa indiferença, como temos vindo a ver repetidamente, é fundamental haver muito trabalho de luta contra a discriminação. E é fundamental que os poderes públicos participem nessa luta, que está longe do fim. É isso, de resto, que a CML tem vindo a fazer em diversas iniciativas ao longo de mais de uma década, sob diferentes gestões. 

  

Vale a pena lembrar que o mote com que a ILGA lançou esta campanha foi "Unir e não fracturar", que poderia ser uma boa descrição da luta mais abrangente contra a discriminação. E vale a pena também lembrar que a discriminação é considerada um desvalor pela nossa Constituição - nomeadamente a que acontece com base na orientação sexual, de acordo com a redacção actual aprovada com a unanimidade dos partidos com representação parlamentar. O objectivo do PSD quer na AR quer na CML já foi também o desta campanha, portanto.
Parece que entretanto este PSD optou por incentivar a fractura - para além deste pedido de esclarecimento, basta ver que Pacheco Pereira inclui com orgulho fotos de neonazis no seu blog ou que Marcelo Rebelo de Sousa foi cantar o "We are family" para a Av. da Liberdade. Mas se algum PSD procura agora incentivar posições extremistas e de um populismo tosco que, tal como no passado, se revelarão certamente contraproducentes, esse aparente retrocesso civilizacional não consegue impedir o progresso no país - nem consegue impedir a realidade, agora a cores. 

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