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Acelerador de partículas voltou hoje a funcionar e promete desvender se Sócrates sabia ou não do negócio PT/TVI

"Em Genebra, o Large Hadron Collider (LHC), que é o maior acelerador de partículas do mundo se não contarmos com o Pedro Santana Lopes (PSL), voltou hoje a funcionar depois de ter empacado, derivado ao calcário na resistência.

Mas desta vez, o Large Hadron Collider, para provar que está em grande forma, não quer só desvendar a origem de universo, que é uma missão relativamente pacífica, mas propõe-se mesmo descobrir se Sócrates sabia ou não do negócio da PT/TVI em Junho, quando disse no Parlamento que nunca tinha ouvido falar em tal coisa.

Os cientistas não prometem nada, mas garantem que vão levar as partículas a uma patanisca tal que muito dificilmente não se desbroncam."


Imprensa Falsa

A química da felicidade suprema - reload

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Tabacaria de Fernando Pessoa (ou antes, Álvaro Campos)

Numa ida ao baú, repesco este post,  especialmente adequado na Páscoa desde 1662, data em que, com o beneplácito do papa Alexandre VII, pelos bons auspícios do cardeal Francis Maria Brancaccio* que devotou um tratado a mostrar que [chocolate] Liquidum non frangit jejunun,  se confirmou que não havia problemas em beber chocolate durante os jejuns pascais.

 

Ciência e mitos fundem-se no néctar que, reza a lenda, dava alento e vigor a Montezuma, o último soberano asteca que o consumia em grandes quantidades antes das suas sortidas nocturnas a um bem fornecido harém. Para um asteca de posses, 9 sementes eram suficientes para lhe assegurar os serviços de uma dama da noite. Estes rumores auspiciosos alimentaram a mitologia amorosa do chocolatl, a bebida dos deuses até hoje, ou antes, a comida dos deuses, pelo menos no nome da planta que a fornece, Theobroma cacao como foi baptizada por Lineu.

Adivinha quem vai responder

Deparo com alguma blogosfera arrasada por causa duma patetice do Daniel Oliveira. Não sendo eu católico nem atormentado, julgo estar autorizado pelo Oliveira para comentar o caso. Desde logo, este tipo de rasgo não é original no indivíduo em questão e nunca pretendeu, espero eu, ser uma piada — o contrário seria deveras preocupante, não pelo tema em causa (não acho que haja limites para o humor, para além da capacidade e competência para o fazer — o que logo exclui o Oliveira), mas porque aquilo tem tanta graça como ver um fulano a estatelar-se no meio da rua. O objectivo foi apenas chocar. E aqui a coisa já ganha alguns contornos humorísticos. O que tem realmente piada (visto daqui) são as reacções à idiotice atirada pelo Oliveira, as quais servem apenas o efeito que este pretendia: obter precisamente aquelas reacções daquelas pessoas (daquelas e não doutras). É tão óbvio — mas tão óbvio — que aposto que alguém se divertiu e ganhou umas massas numa espécie de "adivinha quem e quanto tempo demora".

E agora?

Conhecerá a Helena Matos esquinados vocábulos para justificar a sua "opinião"?

 

Eis o texto de exercício do direito de resposta da Inês de Medeiros que, às tantas, ainda irá ser acusada de atentar contra a liberdade de expressão.

 

"Apesar de estar consciente que um artigo de opinião é da responsabilidade de quem o assina, ao abrigo do artigo 25.º e 26.º da Lei de Imprensa, é a si que devo dirigir este meu pedido para accionar o Direito de Resposta.


No artigo de opinião publicado ontem, intitulado "Redondos vocábulos II - Eu é que não as pago", assinado pela ensaísta Helena Matos, fui de novo confrontada com um ataque inexplicável e inadmissível à minha pessoa e ao meu bom-nome.

Não tenciono alongar-me a comentar as insultuosas considerações que a autora tece sobre mim. Saliento apenas que as considero a expressão da mais estrondosa má-fé e azedume. Não posso, no entanto, aceitar que a ensaísta afirme peremptoriamente que ludibriei o Estado e a Assembleia da República.

As afirmações: "A deputada Inês Medeiros recorreu a um estratagema muito comum quando se quer iludir o Estado: dá-se outra morada" e "Dando outra morada, Inês Medeiros conseguiu eleger-se por Lisboa. Mas agora a senhora deputada quer ainda ser compensada por essa sua esperteza e diz que não paga as viagens que já efectuou", são falsas, indignas e desrespeitosas para os leitores de um jornal de referência como é o PÚBLICO.

Envio em anexo os documentos que provam que nunca recorri a qualquer tipo de "estratagema" que a autora tão bem parece conhecer. Como se pode verificar na "Declaração de Aceitação de Candidatura a Deputada à Assembleia da República" e "Ficha de Dados Pessoais das Legislativas 2009" declarei Paris como residência e não Lisboa, como a autora da crónica afirma.

Convido também a autora, em nome da verdade e da decência que tanto apregoa, a trazer a prova de qualquer pedido que eu tenha feito aos serviços da Assembleia da República para o pagamento das tão referidas viagens.

Por fim, aproveito para esclarecer que nunca declarei a frase que desencadeou a ira da indignada comentadora: ""Eu é que não as pago" terá declarado a deputada." O mais surpreendente é que, também em nome da decência, a autora não se coíba de usar uma eventualidade para legitimar as mais difamantes considerações.

Perante a gravidade das afirmações da ensaísta Helena Matos, desde já informo que vou accionar, a título pessoal, todos os mecanismos legais ao meu alcance para repor a verdade e o meu bom-nome."

Inês de Medeiros, no Público de hoje.

De novo as circunstâncias e os pedidos repentinos de revisão constitucional

Nada tenho contra revisões constitucionais (RC). Antes pelo contrário. As RC são uma das garantias da CRP, na medida em que permitem que esta se mantenha actualizada, adequada à realidade. A Nossa Constituição teria morrido sem a revisões que foram históricas e cruciais. E mesmo revisões que possam aperfeiçoar o sistema em aspectos menores são sempre de aplaudir.

Posto isto, o que me parece de rejeitar é uma "onda" que se lê e ouve por aí, propondo apressadamente o reforço dos poderes do PR, não por força de uma reflexão aprofundada do sistema, mas porque "há pouco tempo" houve um "episódio" que correu mal, por exemplo. Esta fuga para frente, este pensar a quente, numa espécie de fé segundo a qual se os poderes do PR fossem outros nada teria corrido mal ou, no futuro, tudo irá pelo melhor, como diria Pangloss, é que me preocupa.

Por exemplo, Henrique Raposo, dando eco às ideia de Aguiar-Branco, fala em "mudar a Constituição e já", propondo que o PR passe a ter os seguintes poderes: a) nomear o PGR, que depois deve ser avaliado/aprovado/rejeitado pela AR - "porque só isto dará força a um cargo que no nosso regime é fraquíssimo"; b) nomear o PJ- por causa do espectáculo que o PS e o PSD nos deram com o caso "Nascimento Rodrigues"; c) nomear o Governador do Banco de Portugal - porque tem parecido um funcionário do MF.

Por detrás destas propostas, Henrique Raposo tem um pressuposto: o nosso executivo tem demasiada força; se consegue uma maioria no parlamento o abuso é terrível, basta ver o que Sócrates fez.

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