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jugular

Começo a estar cansada desta conversa

A Ana, por exemplo, também, parece-me. Eu agora pergunto, limito-me a perguntar, porque estou a basear-me numa notícia, mas pergunto porque acho que temos todos direito a uma resposta: se a Secretária de Estado "quer fim de perguntas sobre a orientação sexual a dadores de sangue", concretamente, se quer que seja eliminada a pergunta "Se é homem: alguma vez teve relações sexuais com outro homem?” já produziu um acto administrativo dando essa indicação? Já deu essa ordem, portanto?

realmente, precisavam de mais tempo

os procuradores do caso freeport não só conseguiram, em 17 meses de investigação, confundir os secretários de estado de josé sócrates enquanto ministro do ambiente e os respectivos títulos como não perceber qual dos secretários de estado fez o quê e qual fazia sentido, se algum, ouvir. mas pronto: nós, os jornalistas, passamos a vida a cometer lapsos desses, não é?

Dos prognósticos no fim do jogo à revelia do Estado de direito: a concretização de uma ideia gira

(Algures nos últimos 6 anos e imaginando que não há palavrões)

- Estou sim?

- Sim?

- É do MP?

- Fala José Sócrates, o PM, pode passar-me ao PGR?

- É para já.

- PGR: Como está, Senhor PM?

- PM: O que é que acha? Não lê os jornais? O meu nome por todo o lado e vocês não fazem nada, não me ouvem, nada???

- PGR: Não querendo que daqui retire qualquer ofensa, o Senhor PM está a insinuar exactamente o quê?

- PM: A insinuar? A insinuar?? A afirmar, é o que estou!! Passo a vida a explicar que nunca infringi a lei e o raio do processo do Freeport ora vem ao de cima ora vai para debaixo de água, muito bom para as eleições, no seu sentido de oportunidade, eu sempre tido por suspeito, na opinião pública. E vocês??? Ouvem-me? Nada.

Mário Bettencourt Resendes (1952-2010)

No último programa do maior português de sempre, naquele em que ganhou o Salazar, estava sentada ao lado deste homem, assim meio escondidinha. Tínhamos participado em debates que decorreram ao longo do concurso em questão e ali nos tinham sentado, no último dia, no lugar da "claque" de um dos nossos nomes dos descobrimentos, apoiado pelo meu "colega de cadeira".

Eu estava ali por falta de espaço, porque tinha ido a um debate apenas para falar sobre a bipolarização Cunhal/Salazar, tentar perceber a lógica daquele concurso, que fez correr tanta tinta. Declarei que não votaria em nenhum candidato, porque não era o tipo de coisa que me animasse, dizendo, de caminho, e em todo o caso, que, pela amostra, simpatizava mais com os poetas, que sempre nos ensinam que por dentro das coisas é que as coisas são.

Naquela final, sentada ao lado do Mário Bettencourt Resendes, estava preparada para uma noite muito aborrecida.

Uma das coisas que a fez animada foi a nossa conversa sobre o perfil sociológico das claques do Cunhal e do Salazar, ambas muito aguerridas e, para ajudar à festa, sentadinhas lado a lado. Nem precisavam de identificação. Foi uma noite tão divertida. 

wrong, wrong, wrong, and wrong again

philip roth, insuperável, sobre 'esse terrivelmente importante facto que os outros constituem' (tradução minha, se tiverem melhor digam).

 

you get them wrong before you meet them, while you're anticipating meeting them; you get them wrong while you're with them; and then you go home to tell somebody else about the meeting and you get them all wrong again.

since the same generally goes for them with you, the whole thing is really a dazzling illustration empty of all perception, an astonishing farce of misperception. and what are we to do about this terribly significant business of other people, which gets bled of the significance we think it has and takes on instead a significance that is ludicrous, so illequipped are we all to envision one another's interior workings and invisible aims?

is everyone to go off and lock the door and sit secluded like the lonely writers do, in a soundproof cell, summoning people out of words and then proposing that these word people are closer to the real thing than the real people that we mangle with our ignorance every day?

the fact remains that getting people right is not what living is all about anyway. it's getting them wrong that is living, getting them wrong and wrong and wrong and then, on careful reconsideration, getting them wrong again.

that's how we know we're alive: we're wrong.

maybe the best thing would be to forget being right or wrong about people and just go along for the ride. but if you can do that -- well, lucky you.

(american pastoral, repescado de a long long blog ago)

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