Ele detesta que alguma lei lhe permita fazer aquilo que em consciência acha que está certo
Quem achar que isto é claro deve considerar-se desde já contratado pela Fundação Sá Carneiro:
O presidente do PSD reafirmou, esta quinta-feira, que é contra a existência de uma “golden share” na Portugal Telecom, muito embora tenha reconhecido que teria vetado a venda da participação da PT na Vivo à Telefónica se tivesse um posição favorável na empresa. «Se defendesse o uso da 'golden share' evidentemente que achava que ela devia ser usada neste caso, mas como tenho repetidamente afirmado o Governo devia alienar a 'golden share' na PT e de resto em outras empresas», frisou Pedro Passos Coelho. Na sua opinião o que «pareceria improcedente» era se o líder dos sociais-democratas tivesse uma posição de «sendo contra o uso da 'golden share' viesse reclamar do Governo que utilizasse a 'golden share' para intervir». «Tenho toda a competência para me pronunciar sobre os negócios dos outros, mas não posso substituir-me aos outros nas decisões que lhes competem», acrescentou. Após uma reunião com o grupo parlamentar do seu partido, Passos Coelho disse ainda que «compete à Caixa Geral de Depósitos veicular a posição do Estado e foi isso o que ela fez e essa era a posição que tomaria também se fosse primeiro-ministro». Na opinião do líder social-democrata, a utilização desta “golden share” poderá ser «a prazo» pouco positivo para Portugal dado que esta «cria desconfiança nos mercados e nos investidores externos» Passos Coelho entende mesmo que, de certa forma, isto já está a acontecer na reacção externa aos acontecimentos da assembleia-geral de quarta-feira, onde o negócio foi rejeitado. «Há ainda condições para que a própria PT encontre uma alternativa que ajude a sair desta situação e que permita nesta área das telecomunicações uma presença importante portuguesa no Brasil», acrescentou Passos Coelho, que espera que não venha a ser lançada uma OPA da Telefonica sobre a PT.

