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Olho por olho, medula por medula

O juiz Saoud bin Suleiman al-Youssef, na província de Tabuk, no nordeste da Arábia Saudita, endereçou uma consulta aos hospitais do país para saber se era possível danificar a medula de um saudita para que este partilhe a condição de Abdul-Aziz al-Mutairi, paralisado há dois anos numa briga. Insatisfeito com a justiça secular do país, «Ele [al-Mutairi] solicitou ao tribunal de Tabuk que o seu agressor sofra uma punição equivalente com base na lei islâmica», explicou um comunicado do tribunal publicado no jornal saudita Okaz.

 

Jornais locais publicaram igualmente uma declaração do irmão de al-Mutairi em que este afirmava que o seu irmão queria a execução da sentença e que tinha a confirmação do Hospital Rei Khaled, em Tabuk, de que a operação poderia ser feita. «Pedimos apenas o nosso direito legal sob a lei islâmica. Não há melhor palavra que a palavra de Deus - olho por olho", disse aos jornais.

 

Várias organizações de direitos humanos já apelaram às autoridades sauditas para que a barbárie não seja executada. Mas desta vez não são só as organizações internacionais a insurgir-se contra a justiça religiosa. Um dos hospitais mais respeitados do país, o Hospital Especializado Rei Faisal, em Riad, respondeu ao pedido do tribunal dizendo que «causar semelhante mal não seria possível» por razões éticas. Por outro lado, numa atitude inédita no país, muitos jornais e bloggers sauditas questionam a decisão do juiz confirmando que, devagarinho, os fundamentalistas wahabitas vão perdendo o braço de ferro que mantêm com o poder político.

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