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jugular

o problema das graçolas de oportunidade

é que como nos ladrões e nas ocasiões, às vezes parecem tão irresístiveis para quem as faz que ocorre isto.

 

anoto que o 31 da armada continua apostado na sintonia com o totalitarismo putrefacto que se reclama de 'extrema esquerda', sendo apenas, se se quiser ser piedoso -- e eu quero, porque deus sabe o quanto aquela gente sofre e não é o facto de saber o que me sucederia se algum dia mandasse que me impede de lhe deplorar a miséria -- de extrema cretinice. parece que no 31, e não só, estão um bocado chateados por eu ter feito um relato factual das presenças e ausências de gente com responsibilidade política, institucional e associativa na manif de ontem. quem sabe acham que dei pela falta dos ora signatários -- não, caros, estava mesmo a anotar, com critério jornalístico e não de revista de coração, quem estava e quem, fazendo sentido estar por posições anteriores em relações a assuntos conexos (isto do meu modesto ponto de vista, como não poderia deixar de ser, já que dos pontos de vista dos outros ocupar-se-ão, desejavelmente, os ditos) não esteve nem disse sobre o assunto uma vírgula para amostra.

 

mas isso agora não interessa nada. interessa que há quem não consiga -- e tudo sobre a resistência a este protesto de ontem no camões releva disso -- entender que há gente que não se encaixa na sua pequeníssima, infinitesimal, microscópica de tão medíocre, visão do mundo.

 

se alguém é de esquerda -- e eu julgo sê-lo -- se defende os direitos das mulheres (e eu defendo) e das chamadas 'minorias sexuais (é o meu caso), se é contra expulsões e perseguições xenófobas (eu sou), então só pode, como tenho constatado em inúmeras e infalíveis (por suposto) apreciações sobre mim, ser anti-israel, anti-eua, pró-árabe e sei lá mais o quê, que passa, mais tarde ou mais cedo, por se ter de certeza oposto à invasão do iraque pela coligação eua-reino unido-polónia e não me lembro dos outros.

 

isto tem vários problemas, não sendo o menor deles ser uma estupidez. é que demonstra várias coisas, uma delas sendo uma a que estou felizmente tão habituada que ao invés de me irritar já só me diverte: muitas das pessoas que têm e exprimem certezas absolutas sobre mim e as minhas opiniões e posições, certezas as mais das vezes ofensivas, para não dizer injuriosas e caluniosas, não devem ter lido meu mais que três parágrafos, e mal. estão, naturalmente, no seu direito; mas esse direito tão total deveria desaconselhar-lhes a expressão de apreciações definitivas sobre o que penso ou defendo -- ou seja, o que sou.

 

isto para não falar dessa coisa também completamente incompreensível, e mais ainda vinda de um blogue de alegados liberais de direita e onde já se leram coisas de arrepelar os cabelos que levaram até em alguns casos a que quem as escreveu saísse com um casaquinho de alcatrão e penas, que é achar que a opinião de uma pessoa de um blogue vincula todas as que escrevem no mesmo.

 

pois não. não há aqui 'os jugulares'. há a fernanda câncio, neste caso, que é a autora do post lincado, e que, como é público há muitos anos e também muito recentemente, apoiou a invasão do iraque. uma posição que decerto não comungo com a maioria das pessoas deste blogue nem com a generalidade das que estiveram no camões ontem, mas que não me impediu de lá estar nem as outras pessoas comigo, como me não impede de estar neste blogue. aquilo que nos juntou é muito mais importante -- eu vejo-o assim -- que aquilo que nos separa.

 

assim, parece que a graçola faz ricochete. não fui eu que cheguei tarde a algo -- mesmo se não considero que invadir o irão ou bombardeá-lo seja a solução, até porque estou ainda para ver o resultado das invasões que apoiei (afeganistão e iraque) --; parece ter havido alguém que se lançou,  e de voo como é costume nos rapazes que confundem boçalidade com coragem, no vazio. espero que não se tenha magoado muito. até porque vai haver mais ocasiões, decerto, para se estampar.

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