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Entretanto, lá na Parvónia...

Como repetidamente tenho afirmado, não há uma crise especificamente portuguesa, mas uma crise financeira da zona euro com repercussões mais graves na sua periferia, de que fazemos parte. Cada dia que passa torna isso mais evidente.
A Grécia e a Irlanda (mas também países exteriores à zona euro como a Hungria e os estados bálticos) afundam-se numa situação sem saída à vista, numa prova evidente de que a política de austeridade imposta pelas forças de direita que comandam a União Europeia é errada e contraproducente.
É ilusória a ideia de que Portugal ou a Espanha podem safar-se cumprindo as ordens de Bruxelas. No final deste absurdo processo de ajustamento, os países da periferia terão estagnação económica, desemprego elevado e níveis relativos de endividamento ainda maiores durante anos a fio. Grécia e Irlanda estão apenas mais avançadas nesse processo.
Ao contrário do que Merkel e o BCE imaginam, a paralisia alastrará inevitavelmente ao centro, porque as dívidas soberanas são detidas por bancos e investidores desses países e porque não se pode exportar mais para consumidores sem poder de compra.
A globalização reduziu progressivamente a margem de manobra da nossa política económica. A adesão ao euro eliminou quase toda aquela que restava. O pressuposto era que a soberania nacional fosse transferida para entidades europeias responsáveis e democraticamente imputáveis, o que manifestamente não aconteceu.
O dilema coloca-se, pois, entre a estagnação duradoura do continente e a reforma da governação política e económica na zona euro. Estando o poder da União Europeia nas mãos de quem está, as coisas terão ainda que piorar muito antes de poderem começar a melhorar.
Resta a um governo português decente e responsável proteger o seu povo na medida do possível das consequências de uma política sem grandeza e sem visão.

7 comentários

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    João Pinto e Castro 30.09.2010 14:49

    Não sei do que está a falar, mas suponho que a senhora também não.
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    Paula R. 30.09.2010 15:20

    olhe estou como o João Pinto, sem pacharrora para comentar deixo um copy paste Publicoonline de 12.09.2010 :

     " Portugal só usou 25 por cento das verbas de Bruxelas para os desempregados de sectores em crise. Perto de 75 por cento, ou seja, 2,4 milhões, foram devolvidos. A burocracia é a principal causa das perdas "

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    João Pinto e Castro 30.09.2010 15:29

    Se me permite, não lhe perguntei se leu isso nalgum sítio (é claro que leu). Perguntei-lhe (e pergunto-lhe) se sabe do que está a falar.
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    Paula R. 30.09.2010 15:48

    crise? desemprego? não aproveitamento de fundos comunitários postos à disposição? Foi o que li nos jornais ... mas o João Pinto que parece tão mais bem informado que os demais, bem podia dar um contributo para o esclarecimento geral ...se estiver c/ pachorra claro está
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    Miguel 30.09.2010 20:37

    Se porventura se esta a falar mesmo de apenas 2,4 milhoes entao nao percebo porque tanto escandalo.
    Ate 2013 provavelmente vamos perder milhares de milhoes de euros de fundos do QREN porque o Estado portugues nao tem fundos para cobrir a parte que lhe compete (normalmente esses fundos so veem se por cada euro europeu forem investidos X euros nacionais - normalmente esse X ate e' menor do que 1).
    E olhe que estamos a falar de 2,4 multiplicado por centenas de vezes.
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    Paula R. 01.10.2010 11:52

    é verdade, essa é aliás uma das questões pertinentes que o Paulo Portas pôs nas 40 perguntas que endereçou ao governo. A escala dos nºs entre um e outro programa, é óbviamente diferente pq. se referem a realidades diferentes.O FEG destina-se a financiar medidas activas de reinserção no mercado de trabalho nomeadamente as  dirigidas a ajudar os trabalhadores que perderam o emprego devido à globalização e do lado do QREN temos o investimento . A questão que levantei (FEG) prende-se com ineficácia da utilização de fundos, enquanto que a questão que levanta relativamente ao QREN, decorre de repercussões que em tudo têm a ver com a opção politica exercida de contenção do investimento, no actual quadro de crise
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