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10 comentários

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    Palmira F. Silva 21.11.2010

    Presumiu bem :)  afinal só passaram 3 décadas, e muitos milhões de mortes, desde o aparecimento da SIDA. Esta espantosa admissão, ao fim de apenas 30 anos, de que os seus ensinamentos estavam errados e de que, apenas em alguns casos é certo, o preservativo pode ser usado como medida profiláctica é tão assombrosa que merece o nosso aplauso.

    Esperemos que seja consequente e, por exemplo, a Igreja deixe de queimar preservativos em orgias de fé, os seus representantes deixem de dizer que são os preservativos que causam a SIDA e que permitam a sua distribuição aos infectados
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    Miguel Marujo 21.11.2010

    afinal só passaram três décadas e os missionários em África estiveram sempre na primeira linha na distribuição de preservativos, na luta contra a sida... mas pronto: deve ser cristianovitimização.
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    Palmira F. Silva 21.11.2010

    Por quem sois Miguel, iria lá negar algo tão imprescíndivel á vivência cristã como um bocadinho de vitimização :)

    Mas devo confessar que não esperava  que para esse momento de glória fosse necessário o recurso a uma mentira tão descarada como pretender que a Igreja  ou esteve na primeira linha da distribuição de preservativos em África. the mind reels com a enormidade. só consigo remeter para este comentário que por sua vez remete para um programa imprescíndivel, de que está disponível uma transcrição aqui,  nos tempos que correm em que, pela amostra, a beatada jura todos a pés juntos que sempre foi política da Igreja recomendar o uso do preservativo como profilaxia da SIDA* 

    *algo que nem sequer é o que B16 diz agora, aliás fez questão de exemplificar em que casos os preservativos embora não sendo uma solução moral, podem ser tolerados. por exemplo para os prostitutos do sexo masculino, "com o intuito de reduzir o risco de infecção." este pode ser "um primeiro passo num movimento para uma forma diferente, uma maneira mais humana de viver a sexualidade."

    E o exemplo dos prostitutos do sexo masculino, para quem a contracepção não é um problema, ao contrário dos casais em que um dos cônjuges está infectado, não é nem inocente nem casual.
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    Miguel Marujo 21.11.2010

    não, mentira descarada é negar o contrário, Palmira: conheço muitos missionários que o fazem, longe do conforto das salas vaticanas ou do sofá lisboeta...

    e daqui a minha fé - como a de milhões de cristãos - não se alimenta de vitimização alguma, mas cansa ler esse argumentário repetido ad nauseum, sobretudo por ateus, militantes ou não, para desviar os debates aos primeiros tropeções e coontradições. ou por acaso, detêm vocês a verdade?!

    e lamento o post que escreves da vitimização: há cristãos mortos no Iraque por serem cristãos - e xiitas e sunitas e não crentes e o diabo a quatro! achar que os cristãos "inventam perseguições" (os mortos por serem cristãos também o acham) é um tiro que não esperava. ou ficava mal estar ali um elogio ao Papa, durante tantas horas?
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    Palmira F. Silva 21.11.2010

    E acho de uma desonestidade inacreditáve, que sinceramente não esperava de ti, dizer que eu digo que os  cristãos "inventam perseguições"a propósito das barbáries, religiosamente inspiradas, no Iraque.

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    Miguel Marujo 21.11.2010

    eu conheço "alguns missionários" de grandes congregações... que trabalham no terreno com sem "violar as regras da ICAR". mas que regras, pergunto eu??? e não disse que "a ICAR está na primeira linha da distribuição de preservativos".

    a desonestidade está aqui: "
    necessário inventar perseguições e glorificar os «mártires» que se «sacrificam» em nome de uma qualquer «causa» cristã"...
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    Palmira F. Silva 21.11.2010

    ah, claro, num post sobre a (relutantissima) admissão de B16 de que em alguns, escassos, casos os preservativos até podiam ser admissíveis, falar nuns missionários que tu conheces é que é relevante e representativo da doutrina católica, sigh. e sim, hospitais e centros médicos católicos são obrigados a cumprir à risca as instruções do vaticano debitadas via os bispos locais.

    no resto, presumo então que concordas que há perseguição anti-católica qdo se implementam leis anti-discriminação, se permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, se despenaliza o aborto, se pretende implementar o planeamento familiar, se diz «freedom of worship» em vez de «freedom of religion», se restaura uma igreja, etc...

    porque era disso que falava. disso e das carpiduras de George Weigel, que agora fico na dúvida se consideras que sou desonesta em as ter mencionado. Eu explico

    no livro que mencionei Weigel interroga-se sobre as razões que levam os intelectuais europeus a serem «cristianofóbicos» e identifica oito fontes de cristofobia que, na sua opinião, se expressam no direito dos países europeus, segundo ele etica e erradamente comprometidos com os direitos humanos, com a democracia e com o império da lei em vez de com a Igreja.

    Uma dessas fontes de cristofobia e perseguição é «contínua quebra do papel dominante» dos «partidos políticos democrata-cristãos na Europa». Ou seja, para Weigel os eleitores que votam em outros partidos fazem-no porque são «cristofóbicos» e querem perseguir a Igreja.

    Outra manifestação de perseguição da Igreja, segundo o senhor, é o facto de se «identificar o Cristianismo com a direita» e muitos descreverem a democracia cristã «como xenófoba, racista, intolerante, fanática, estreita de visão, de corte nacionalista e tudo o que Europa não deveria ser».
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    Francisco de Castro 21.11.2010

    Palmira, como é triste ver tanto ódio. Será que é feliz? 
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    Palmira F. Silva 21.11.2010

    sigh, mais um a quem recomendo o post fantástico da Fernanda:

    «Em Portugal existem duas instituições das quais é como que interdito dizer mal. Qualquer crítica que lhes seja endereçada é refutada com o mesmo tipo de argumentos, que, na verdade, se resumem a um: a pessoa que critica deve ter (tem de ter) “um problema qualquer” com a instituição em causa, assim a modos que um trauma, uma mania persecutória, um complexo, uma fobia. É o chamado argumento da desqualificação do adversário, um argumento que se exime, assim, ao decretar o crítico como alguém com preconceito, parti pris, total ausência de isenção e equilíbrio face ao objecto em causa – ou seja, como maluquinho -, de apresentar propriamente ditos argumentos que contraditem as críticas. (...)

    Da inquestionabilidade dos dogmas à declaração da infalibilidade dos respectivos líderes e modelos; da capacidade de negar a realidade e funcionar em universos paralelos à apologia da vitimização; da forma como lidam com as diferenças de opinião e com a liberdade de expressão (que não a sua de declarar as outras inexprimíveis, ou blasfemas) à cega obediência hierárquica e ao esmagar das dissensões; da monótona reprodução da doutrina à apresentação de um devir paradisíaco como justificação de todas as agruras e malfeitorias presentes, passadas e futuras. E continua: na pretensão de serem as legítimas protectoras, defensoras e intérpretes dos desfavorecidos; na detenção de uma lista de mártires como garantia de superioridade moral; no decreto de que são as únicas e inigualáveis detentoras da verdade e do bem – aliás, têm o exclusivo.»
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