As mesmíssimas pessoas que constantemente bramam contra o relativismo moral aplaudem com entusiasmo as empresas que agora antecipam a distribuição de dividendos para se esquivarem ao pagamento de impostos agravados no próximo ano.
Argumentam elas, em primeiro lugar, que as empresas assim procedem porque podem, e que contra isso não há nada a fazer. Claro que podem, a questão é saber se devem.
Uma segunda linha de argumento amoral afirma que os gestores das empresas têm o dever de proteger os direitos dos seus accionistas mediante um adequado planeamento fiscal, e que é apenas isso que estão a fazer.
Isto implica que as empresas não têm responsabilidades em relação à comunidade em que se inserem, ou, pelo menos, que os accionistas devem ter sempre prioridade sobre ela.
Numa situação de emergência nacional, quem puder escapar a cumprir os seus deveres para com o país não deve ser criticado por agir desse modo. A única norma ética que conta para essa gente, é, pois: "safa-te como puderes".
Um dia, quando os que agora estão na mó de baixo tiverem a faca e o queijo na mão, ouviremos os gemidos destes valentes empresários queixando-se da injustiça de que são vítimas. Já aconteceu no passado, pode voltar a acontecer.
Não vale a pena. Não vou entrar em despiques consigo. Podia-lhe indicar as páginas da edição da Gulbenkian ou fazer copy/paste de qualquer tradução que existe no google, mas conheço-o suficientemente bem aqui da caixa de comentários para saber que não está interessado em dialogar e ia inventar qualquer coisa ou o diálogo ia ser cada vez mais desagradável e eu já não tenho idade nem paciência para isso. Nem percebeu que eu estava de acordo consigo. Passe bem.
O autor do post tem um estilo muito peculiar de conversar com os comentadores. Não gosto desse estilo. Se não gosto, tenho um remédio simples: não comento. Foi o que decidi ontem à noite depois daquela resposta azeda. Já devia ter tomado esta decisão há muito tempo. Não estou aborrecido nem chateado. Simplesmente não comento porque para mim uma caixa de comentários não é um ringue, nem um circo nem uma feira de vaidades.
Se eu colocasse uma ou duas citações, o João Pinto e Castro escreveria qualquer coisa como "interpretou mal", "aprenda a ler" e assim por diante. Prefiro que os que leram esta troca de comentários pensem que sou um ignorante, que não tenho razão, do que prolongar um diálogo que não me interessa.
Tenha um bom Domingo. Para mim este assunto está encerrado.