Tea Partiers
Esta foi mais uma «brilhante ideia» de Sarah Palin na campanha que mudou o Congresso norte-americano, seleccionar democratas como alvos a abater. Gabrielle Giffords era um dos alvos da retórica de ódio de Palin mas o vitriol sobre a democrata não se restringiu ao debitado pela ex-governadora do Alasca, o seu adversário republicano, Jesse Kelly, convidou mesmo os seus apoiantes a despejar uma automática M-16 sobre a adversária.
Depois de o seu apoio à reforma de Obama que assegurou cuidados médicos para todos ter resultado na vandalização do seu gabinete, ontem Gabrielle Giffords, a democrata que é a primeira congressista judaica do Arizona, foi alvejada na cabeça num atentado terrorista que feriu 6 pessoas e vitimou outras 6, incluindo um juiz federal, um membro do staff de Giffords e uma criança de 9 anos. A congressista parece estar fora de perigo embora seja demasiado cedo para dizer se recuperará do bárbaro ataque. O assassino é um desequilibrado anti-semita, anti-aborto e ligado a grupos de supremacia branca.
Embora nos EUA a direita se foque desesperadamente nos factos de o terrorista, Jared Lee Loughner, ter fumado marijuana - o que, supostamente, é sinónimo de esquerdismo - e ser mentalmente instável, como escreve Chip Berlet «It is clear, though, that aggressive right-wing rhetoric targeting Democrats as treasonous encourages some unstable people to act out in aggression or violence.» E, como referiu em Junho «the mentally unstable people act first».


