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Não inscrição

A principal novidade da entrevista de Passos Coelho à TVI foi a de este ter admitido que mentiu quando disse que o PSD tinha sido informado do conteúdo do PEC por telefone. Afinal, contrariamente a muito do que foi sendo dito durante o último mês e que justificou tantas criticas ao governo, houve um telefonema, é certo, mas este foi para marcar uma reunião em S. Bento entre Passos Coelho e Sócrates, que, segundo Judite de Sousa, terá durado quatro horas, e teve como tema as linhas de orientação do PEC que o governo ia apresentar em no Conselho Europeu extraordinário de dia 11 de Maço. Perante isto, podemos fazer várias perguntas: por que razão Passos quis, deliberadamente, passar uma ideia errada sobre o comportamento do primeiro-ministro? O que foi discutido e quanto tempo durou essa reunião? Qual a ligação entre a reunião, as declarações de Relvas e a comunicação de Passos, onde este disse que o PSD afinal não ia aprovar o PEC? Por que razão o gabinete do primeiro ministro não revelou, há mais tempo, ter havido uma reunião? Enfim, podem fazer-se imensas perguntas, todas relacionadas com o modo como agora podemos, e devemos, (re)interpretar o que se passou entre o dia 11 10 de Março e a sucessão de eventos que forçaram a demissão do governo e que tornaram necessário pedir a intervenção do FEEF/FMI. Mas a SIC foi por outro caminho: acha que não houve qualquer novidade relevante, desvaloriza tudo isto e apresenta as declarações de Passos e a resposta do PS como um mero episodio daquilo a que resolve chamar 'a troca de acusações entre PS e PSD'. Deve ser isto que José Gil quer dizer com a não inscrição.

4 comentários

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    João Galamba 12.04.2011

    Lourenço,

    Eu também não percebo por que razão o gabinete do PM não denunciou a mentira de Passos mais cedo, daí ter escrito que essa é uma pergunta pertinente. Mas esta dúvida não transforma tudo isto numa 'história sem sentido'. Antes pelo contrário, pois, independentemente das justificações do gabinete do PM, há dados muito relevantes que deviam levar aqueles que culparam o PS pela crise política a, pelo menos, rever a sua posição.

    Abraço,
    Joao
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    Lourenço Cordeiro 12.04.2011

    Acho que falta sentido nestas acusações a Passos Coelho: imagino que tenha havido uma reunião onde não foi dada margem de manobra ao PSD e que, por isso, saber se ela existiu ou se tudo não passou de um mero telefonema é um pormenor sem relevância.

    Eu não culpo o PS pela crise, isto é, não culpo o PS pela demissão do governo, mas pelo que sabemos hoje é claro que esta foi, do ponto de vista do PS, a melhor solução, porque muito dificilmente, com ou sem eleições, Portugal passaria o mês de Abril sem solicitar a intervenção do FMI. Quero ver o PS punido nas urnas pelo que fez durante os 6 anos de governação, não pelo que fez ou não fez no último mês.

    Abraço.
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    João Galamba 12.04.2011

    Lourenço,

    Essa do governo não ter dado margem para negociar cai pela base, porque: 1) Relvas elogiou as medidas na sexta feira de manhã (agora que sabemos que houve reunião, isto indivia que Passos terá saído do tal encontro dizendo que ia apoiar o pec) e 2) foi dito mais do que uma vez - por vários membros do governo e pela comissão - que as medidas eram negociáveis. Podes dizer, como dizem os que tentam spinnar esta revelação, que, apesar das APARÊNCIAS ATÉ PODEREM SUGERIR O CONTRÁRIO, Sócrates nunca teve a INTENÇÃO de negociar o que quer que seja. Se esta é a tua posição, então não há, como é óbvio, nada a discutir: entramos no domínio das convicções pessoais, onde a argumentação é irrelevante.

    Abraço
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