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Em defesa da aposta nas energias renováveis e eficiência energética 2

 

Parte do PSD ataca recorrentemente a forte aposta de Portugal nas energias renováveis, evidenciando uma preocupante miopia económica ao restringir o debate apenas ao custo €/MW das diversas formas de produção de energia eléctrica. Esta atitude tendenciosa ignora olimpicamente a complexidade de uma boa análise económica sobre esta aposta (impacto na geração de riqueza, na criação de emprego, na balança de pagamentos, no preço da energia, na redução de emissões, na correcção de externalidades, etc.).

 

A aposta nas energias renováveis permitiu criar cerca de 30.000 empregos em Portugal e gerar um VAB anual de 865 milhões de euros, além de evitar importações anuais de 800 milhões de euros em combustíveis fósseis. Apenas a componente industrial da ENEOP em Viana do Castelo, representa 220 milhões de euros de investimento, envolve 29 empresas e 12 unidades industriais novas ou remodeladas, é responsável pela criação de quase 2000 empregos directos e mais de 5.000 empregos indirectos. A incorporação nacional dos aerogeradores é próxima dos 95% e o VAB anual ultrapassa os 100 milhões de euros. Entretanto a ENEOP já montou mais de 1000 aerogeradores por todo o país.

 

São números que impressionam e que não ficam por aqui. Se acrescentarmos as dezenas de empresas e universidades que aproveitaram a boleia, desenvolvendo competências em nichos de mercado, desde sistemas avançados de previsão eólica até sistemas para protecção da biodiversidade em parques eólicos, facilmente se conclui que este debate não se resume, nem se pode resumir ao debate €/MW que alguns querem fazer passar. Mas esse debate, o preço da energia e o sobrecusto das renováveis não assustam e serão tratados num próximo post. 

 

 

Entretanto no Reino Unido David Cameron assume o desafio de reduzir em 80% as emissões de GEE até 2050 face aos níveis de 1990. Um desafio gigantesco em linha com o Roadmap 2050 que conduzirá a uma enorme aposta do Reino Unido nas energias renováveis nas próximas décadas. 

 

"The new budget puts the government on target to meet a reduction by 2050 of 80% of carbon emissions compared with 1990 levels. The committee has said that to reach this carbon emissions should be cut by 60% by 2030. Ministers believe that major companies involved in developing offshore wind technology – such as Siemens, Vestas and General Electric – will now be keener to invest in Britain, knowing it is committed to a huge expansion in renewable energy. It is also hoped that the commitment to renewable energy – the committee says 40% of the UK's power should come from wind, wave and tide sources by 2030 – will stimulate new industries."

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