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Achismo em movimento

Em Março, Passos Coelho disse que Portugal precisava de mudar a sua política de inovação, revelando não ter lido o que tinha acabado de ser publicado sobre Portugal no European Innovation Scoreboard. Hoje, Passos exigiu uma auditoria externa à Iniciativa Novas Oportunidades. A auditoria externa existe desde 2008, foi encomendada à Universidade Católica e é coordenada Roberto Carneiro, ex-ministro da educação do PSD. No último relatório de avaliação (há vários) pode ler-se:

Uma politica pública da envergadura desta Iniciativa, com o alcance político que lhe foi conferido, mobilizando avultados recursos, teria naturalmente de ser submetida ao escrutínio de uma avaliação externa e independente, de natureza marcadamente académica.

 

A circunstância de todo o trabalho de avaliação ser cientificamente acompanhado e criticado por um painel de reputados peritos (Anexo 2), internacionais e nacionais, garante o rigor analítico-metodológico e a qualidade interpretativa do conjunto do exercício de investigação.
Por outro lado, a transformação do conhecimento em práticas de acção, quer na sequência de recomendações, quer pelo aprofundamento da análise em conferências e seminários (entre outros), traduzem uma filosofia geral de Investigação-Acção que pode, e tem, permitido a melhoria continuada da eficiência e eficácia desta política pública.


Recorda-se que os primeiros resultados da Avaliação Externa levada a cabo em 2008-2009 foram apresentados publicamente e debatidos com especialistas em seminário realizado no dia 10 de Julho de 2009. Encontra-se disponível no site Avaliação Externa da Iniciativa Novas Oportunidades a totalidade dos documentos produzido no âmbito do primeiro ano da avaliação externa e o registo integral dos vídeos do seminário mencionado.
Procede-se agora, de acordo com os princípios da transparência e da prestação de contas, e bem assim no quadro das Metodologias de Investigação constantes do Anexo 3, à divulgação resumida dos resultados do segundo ano de avaliação externa (2009-2010).

Como em todas as políticas públicas, há espaço para melhorar; mas a avaliação global é muito positiva:

um caso único e destacado no panorama das políticas públicas de educação-formação de adultos, seja em Portugal, seja mesmo no contexto europeu. A avaliação externa levada a cabo vem fornecendo informação e dados preciosos para a melhoria continuada da Iniciativa bem como métricas de aferição da sua qualidade e dos seus impactos. No plano estratégico, e num horizonte de médio prazo, a Iniciativa Novas Oportunidades encerra um potencial precioso e de inigualável riqueza conceptual para inspirar a estruturação de um sistema de Aprendizagem ao Longo da Vida susceptível de colocar Portugal na dianteira dos demais países Europeus e da OCDE, que normalmente lhe servem de benchmark.

Como tem sido hábito, Passos parece falar sem saber do que fala. Passos sabe que a Novas Oportunidades é 'uma 'mega encenação paga a peso de outro' para 'atribuir uma credenciação à ignorância' do mesmo modo que sabe: que o plafonamento da segurança social é essencial para garantir a sustentabilidade da segurança social; que o cheque ensino contribui para a igualdade de oportunidades; que obrigar desempregados a desempenhar serviço comunitário é uma questão da mais elementar justiça; que a concorrência entre SNS e privados é melhor do que o sistema actual; que a descida da TSU em 4pp representa um choque de competitividade que vai dinamizar as exportações e a criação de emprego; que as medidas que preconiza para flexibilizar o mercado de trabalho são essenciais para reduzir o desemprego; que a razão os nossos problemas económicos e financeiros resultam de um excesso do peso do Estado; que o défice de 2009 foi causado por despesismo; que o endividamento externo se deve sobretudo às políticas erradas do engenheiro Sócrates; que só o sector privado é que cria riqueza; que não foram feitas importantes reformas estruturais (eu prefiro o termo políticas públicas) nos últimos 6 anos; etc. Adepto convicto do achismo, Passos não precisa de estudos para saber (e dizer) que isto ou aquilo tem de mudar.

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