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jugular

6 comentários

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    nao 29.05.2011 13:47

    ocupação ilegal do espaço publico?
    mas o que é que tem de ilegal? só porque vocemesse nao gosta do que por lá se diz? eu tb não gosto quando o benfica festeja titulos pelas ruas mas não digo que é ilegal...
    esta gente não se enxerga!
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    Marco 29.05.2011 14:56

    O que é que tem de ilegal? Ora, vamos lá a ver, sei lá, além de ser contra umas poucas de normas municipais, reguladas por lei, é, sobretudo, contra o disposto no velhinho DL 406/74, de 29 de Agosto - eu sei que é antiquíssimo, mas como nunca foi revogado ou alterado, está em vigor.

    Ora esse DL diz, a certa altura que "as pessoas ou entidades que pretendam realizar reuniões, comícios, manifestações ou desfiles em lugares públicos ou abertos ao público deverão avisar por escrito e com a antecedência mínima de dois dias úteis o governador civil do distrito ou o presidente da câmara municipal, conforme o local da aglomeração se situe ou não na capital do distrito", o que eu duvido que tenha acontecido.

    Mas diz ainda que "as reuniões de outros ajuntamentos objectos deste diploma não poderão prolongar-se para além das 0,30 horas" - a que toda a gente hoje em dia fecha os olhos, mas ainda é o que diz na Lei - e mais abaixo que "não é permitida a realização de reuniões, comícios ou manifestações com ocupação abusiva de edifícios públicos ou particulares".

    Eu sei, a Lei é uma merda quando nos limita o nosso conceitozinho de democracia, não é? Temos pena.

    f., devo pedir-lhe desculpa por não ter entendido o sentido do post. Passou-me com-ple-ta-men-te ao lado a ironia.
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    fernando andré rosa 29.05.2011 15:38

    Marco, só pode mesmo jogar com a ilegalidade de ocupação do espaço público. A ilegalidade no ponto de vista da lei.
    Fora desse nível, discutindo a qualidade da democracia, teria de começar por ver o que entendemos como a noção de legal e de ilegal. As alternativas que restam a quem não tem vóz, ou o facto de quem se considera excluido, e roubado ter de se sugeitar a uma ditadura da maioria representativa.

    Mas  nesse ponto ponto de discussão talvez não lhe dê jeito de discutir, exactamente porque teria de se questionar o sistema, que muita gente aqui por lhe ser confortável, não admite discutir, nem sequer admite que existam formas de o discutir em sociedade, e democráticamente, no sentido real da democracia.

    Já pensou em discutir isto de um ponto de vista das propostas! tou curioso, para saber que mecanismos o marco aconcelharia a quem quer dizer que não concorda com o sistema, com a usurpação dos seus direitos, e não tem forma de dizer o que pensa, a não ser em acções que possam ter visibilidade (como esta, seja ela legal ou ilegal ao abrigo da lei).
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    Marco 29.05.2011 17:14

    "Ter de se sujeitar a uma ditadura da maioria representativa"? A sério?

    Falam como se esta gaita fosse uma ditadura, e isso é uma porra dum insulto para pessoas que efectivamente lutam debaixo de ditaduras, repressivas e opressivas.

    Isto dá-me uma volta ao estômago que só me apetece virar para a conversa de taxista.
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    fernando andré rosa 29.05.2011 18:12

    O Marco entende então, que a democracia, nos modos em que a vivemos, não é questionável? E que não deve ser dado às pessoas a hipóte-se de se questionarem se consideram democracia, como democracia nesses moldes?

    Entende o Marco que enquanto alguém estiver pior que nós, nós temos de achar que estamos bem, e que esse é um dos principios da sua noção de democracia - que aliais deve ser a noção de toda a gente?

    Pois, eu não entendo que umas vidas sejam mais valiosas que as outras. Entendo que todas as vidas são válidas, e na minha noção de democracia, temos o direito e o dever de dizer o que pensamos, de questionar, de perguntar, de informar e de ser informados. E também temos o direito de arranjar formas de comunicar, mesmo quando nos tentam calar através dos métodos "democráticos" de regulação social.

    Normalmente quem não a questiona, ou não se questiona, é porque está confortável, com o actual estado das coisas, e usa  três argumentos para validar a noção de que a "democracia- conceito previsto pelo Marco - nos deu:

     - usa a lei (para dizer que o que os outros fazem é ilegal);
    -  usa o capital (que domina media e campanhas eleitorais, e é a informação que chega a muita gente neste pais, ao interior por exemplo onde a internet é uma falha)
    -  ou usa a autoridade (e acredito que mais cedo ou mais tarde a polícia entre no Rossio, com aqules famosos blindados, que todos compramos, para nos bater-nos e escurraçar, como se fossemos cães, ou lixo - para não fugir da classificação aqui apresentada).

    Certamente a melhor maneira de exercer esse poder é usando a linguagem de taxista- não está prevista mas parece que funciona - (pelo menos em campanha eleitoral, no que se refere à opinião pública, basta ver quem cresce nas sondagens).

    Mas olhe, os taxistas, que usam linguagem de taxista, normalmente são espontâneos, não pensaram sobre o assunto, não agem deliberadamente para ofender ninguém - o que lhes falta é a informação - embora como adultos e em sã consciência tivessem obrigação de a pesquisar.
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