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O exemplo de John Gray

(...)There has been a good deal of talk in recent weeks about imminent economic armageddon. In fact, this is far from being the end of capitalism. The frantic scrambling that is going on in Washington marks the passing of only one type of capitalism - the peculiar and highly unstable variety that has existed in America over the last 20 years. This experiment in financial laissez-faire has imploded.While the impact of the collapse will be felt everywhere, the market economies that resisted American-style deregulation will best weather the storm (...)The irony of the post-Cold War period is that the fall of communism was followed by the rise of another utopian ideology. In American and Britain, and to a lesser extent other Western countries, a type of market fundamentalism became the guiding philosophy. The collapse of American power that is underway is the predictable upshot. Like the Soviet collapse, it will have large geopolitical repercussions (...) Having created the conditions that produced history's biggest bubble, America's political leaders appear unable to grasp the magnitude of the dangers the country now faces. Mired in their rancorous culture wars and squabbling among themselves, they seem oblivious to the fact that American global leadership is fast ebbing away. A new world is coming into being almost unnoticed, where America is only one of several great powers, facing an uncertain future it can no longer shape. John Gray, no Guardian

Apesar do que parecem fazer crer alguns especialistas, o significado da situação actual transcende em muito a economia (e a ciência política, já agora). Não podemos lidar com actual situação como se se tratasse de um mero problema técnico passível de ser reajustado através da manipulação de umas quantas variáveis. Isto não é uma questão de 'modelos'. Precisamos de uma reflexão profunda sobre a ideologia que continua a estruturar a forma de entender o mundo—e isto aplica-se não só à direita mas tambem à esquerda. John Gray fê-lo há muito tempo, e transformou-se numa espécie de Schopenhaueriano moderno, com uma visão de mundo irracionalista e profundamente pessimista. Discordo de muito daquilo que ele escreve, mas admiro-o pela coragem e honestidade intelectual (e pessoal). Se existe alguém que procurou pensar o mundo em que vivemos, abandonando certezas e ideologias do passado, foi Gray. Temos de fazer algo semelhante. E espero sinceramente que seja possível chegar a conclusões diferentes.

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