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    Hugo Mendes 19.08.2011 16:12


    A Grécia não está a superar o teste porque ele muito provavelmente não é superável, dada a violência com que está o remédio a ser administrado e dada o funcionamento do Estado e da economia gregas. Quem desenhou o programa - aparentemente, o nosso bem conhecido Poul Thompsen - devia ter percebido isso desde o início. 


    Quanto ao "resgate": não vejo nenhum resgate, apenas uma forma de garantir que os bancos europeus que emprestaram à Grécia recuperam o "investimento" feito. Ninguém acredita - nenhum investidor - que a Grécia saia desta situação sem uma reestruturação qualquer da divída. Chegará o momento em que isso será inevitável - a questão é qual a atitude que Berlim e Paris decidem tomar quando esse momento chegar: se protegem a Grécia ou se a deixam afundar sozinha. Durante décadas, a Grécia cumpriu um papel geo-político muito importante no extremo leste da Europa; por isso foi "apaparicada" e os seus excessos, que todos conheciam, menorizados. Hoje, o país não tem importância geo-política nenhuma. É de temer, por isso, o pior, uma vez pagas uma boa parte das dívidas contraídas.


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    António Parente 19.08.2011 23:13

    Paul Thompsen pode ter desenhado o programa mas obteve o acordo da parte grega. Se sabiam que era impraticável, deveriam-no ter recusado ou avançado imediatamente para a reestruturação. Se o aceitaram só para receber dinheiro e depois logo se via, não me parece muito correcto.


    É óbvio que estes planos procuram garantir o reembolso dos financiamentos concedidos. Se um país quer recorrer aos mercados financeiros internacionais de forma permanente e estável com custos razoáveis tem de convencer os potenciais investidores de que tem capacidade de reembolsar empréstimos sem recorrer sistematicamente à renovação das dívidas. Por isso estes planos têm dois pilares: provar que se tem capacidade de controlar e inverter o ritmo de endividamento ao mesmo tempo que se é capaz de aumentar o ritmo de receitas fiscais. O problema é que a realidade é muito mais complexa do que os planos...


    De qualquer modo, o aprofundamento da crise grega permitirá à Alemanha estabelecer as suas condições para o futuro governo económico europeu e emissão conjunta de dívida sem ter oposição. Os países abdicarão voluntariamente da sua soberania em troca de recursos financeiros mas aí vão surgir outras crises...


    Quanto à gratidão em relação à Grécia, parece-me que em política a palavra "gratidão" é muito estranha.
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