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Road to nowhere

Estamos numa estrada para lugar nenhum. Que termina já ali, depois daquela curva. Olhar para a Grécia é ver Portugal dentro de seis meses. Como olhar para Itália é ver França já a seguir. O contágio não pára porque não só não estamos, enquanto zona euro e União Europeia, preparados para lidar com uma crise de confiança, como andámos este último ano e meio a fazer de conta que o problema era o comportamento irresponsável dos países do Sul e dos seus governos.

A austeridade - como disciplinadora moral dos preguiçosos do Sul - nunca foi uma solução. O facto de isto já não ser uma questão de opinião (basta olhar para a evolução recente de toda a economia europeia), deverá fazer pouco para demover quem tem uma visão do mundo baseada no preconceito. Os cortes radicais na despesa provocam uma recessão que implica ainda menor capacidade de pagar a dívida? É cortar mais. Sem castigo, não há redenção.

Uma efectiva reformulação dos tratados europeus, aprofundando a integração económica e concedendo ao BCE um papel efectivo de banco central, seria sempre algo difícil de fazer. Num contexto de crise, cuja natureza sistémica é negada por alguns dos principais países, a tarefa aproxima-se do impossível. Acresce que, enquanto não começamos a trabalhar no que importa, vamos assistindo a sucessivos ataques às instituições democraticamente eleitas nestes países como se fosse normal. Sensato, até. Itália pode bem vir a ser o acelerador de uma reacção em cadeia que leve ao desaparecimento da União Europeia. Quando quisermos inverter o rumo, e vamos querer, é esperar que não seja tarde de mais.

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