Eu cá não acho nada
Foi a Helena Matos que apelou à expressão e que dela se serviu para sustentar a sua posição. Também não explico, reponho o léxico. E supus, não considerei. Em todo o caso não tive grande eficácia, mantém-se a referência ao aluguer de uma barriga que não é alugada.
Se do primeiro post percebi que o problema da Helena Matos era a desadequação de uma expressão - que não é usada - e o aluguer de um corpo - que não é alugado -, sendo que não tem nada contra alugueres de corpos, daí não defender (e bem) a criminalização da prostituição, com este fui informada que as suas objecções à maternidade de substituição se prendem com o "possível sofrimento" de alguém que decidiu, não foi obrigada, a participar no processo, e de outro alguém que partilha com toda a gente o facto de não ser tido nem achado para a decisão de ser... filho, que é como quem diz de existir. Sem perceber fiquei, de novo, a que questões éticas a Helena se refere exactamente.
PS1: Ninguém substitui coisa nenhuma, alguém que pode e quer substitui outro alguém que quer mas não pode engravidar.
PS2: : A conversa da parentalidade, mais exactamente a maternidade, ser o fim último da existência e a materialização da felicidade é, de facto, outra conversa. Felizmente a minha filha nunca teve essa responsabilidade e detestei estar grávida (da amamentação nem falo).

